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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Tocar e beijar

Dar as mãos, tocar o ombro, dar um abraço, dar um beijo, é tão complicado assim? Sim e não. Para a turma do “não é complicado” é quase despercebido esse contato, porque é tão natural que a pessoa não fica ensaiando: “dou a mão ou não dou?”, “beijo ou não beijo?”, acontece.
Para o grupo do “é complicado”, exige muito esforço carregado de dúvidas com relação ao que o outro pensa dele:

º   será que eu vou incomodar?
º   será que a pessoa vai pensar mal?
º   será que ela pensa que eu quero algo a mais?


Também tem a preocupação de o outro aproveitar dele - do neurótico:

º   me incomoda ser tocado
º   ele quer se aproveitar de mim
º   ele quer mais do que um simples abraço

Aqui a pessoa tanto pode achar que vai incomodar os outros, como se sentir sendo invadida. Em ambas as situações a paranoia é do próprio indivíduo que projeta nos outros seus tormentos pessoais. Algumas pessoas quando são abraçadas parece uma geladeira, e reclamam: “eu não gosto dessa pegação!” Esta pessoa não sabe distinguir em que área do afeto foi dirigido o abraço: para o sexo, para a amizade ou para o acolhimento materno/fraterno! Uma vez escutei de uma pessoa culta que homem e mulher quando se abraçam estão querendo sexo! Para ele não existe amizade e afeto, só sexo. Os conflitos nessa área têm várias fontes:

º   pais que não tem contato entre si
º   pais que evitam tocar os filhos
º   experiências de abuso
º   traumas no relacionamento afetivo e sexual


Os efeitos dessas relações inamistosas podem ter vários desdobramentos na afetividade pessoal, como a pessoa não aceitar um abraço porque se acha desprezível, um efeito oposto é o sujeito se tornar pegajoso por causa da carência, outros associam o toque ao sexo por isso evitam o contato, por que se excitam. É comum encontrar pessoas que conceituam o sexo como sujo, vergonhoso, pecaminoso, indecente. Estas colocações estão ligadas a interpretações distorcidas da religião e do moralismo dos pais. Por conta desses extravios muita gente prefere reprimir sua afetividade e sexualidade para não sofrer, e vivem atormentados. Outras pessoas para romper com o tolhimento que foram condicionados extrapolam se envolvendo em relacionamentos problemáticos. Há aqueles que negam a afetividade e se entregam ao sexo aberrante. 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Positividade

A psicóloga e pesquisadora sobre a positividade Barbara L. Fredrickson, afirma que a positividade aguça nossa mente permitindo uma visão mais ampla da realidade, como também nos transforma para melhor.
Você se considera uma pessoa positiva? Barbara dá a seguinte definição da positividade:

A positividade “faz parte de uma gama de emoções positivas – desde apreço até amor, da diversão à alegria, da esperança à gratidão e muito mais. O termo é intencionalmente amplo. Inclui as intenções positivas e as atitudes otimistas que deflagram as emoções positivas, assim como mentes abertas, corações tranquilos, membros relaxados e rostos calmos que vêm junto a tudo isso. Ainda inclui o impacto de longa duração que estas emoções têm sobre o caráter das pessoas, de seus relacionamentos, de suas amizades e de seu ambiente. Embora certas palavras pareçam vocabulário de cartão de boas-festas, o termo positividade denota momentos humanos vitais que passaram a chamar a atenção da ciência. As recentes descobertas científicas sobre a importância da positividade são espantosas.
Aqueles breves momentos descontraídos são mais poderosos do que você imagina. Agora sabemos que eles alteram sua mente e seu corpo de modo a, literalmente, ajudá-la a criar o melhor para a sua vida.” 




Esta proposta possibilita desatolarmos os pés do paradigma do sofrimento e seu cortejo: os limites, as doenças, as explorações, o pessimismo, a malquerença, a esperteza, enfim, sair da imaturidade e caminhar para algo maior. O lado sombrio do ser humano já foi vasculhado e revirado, ficar mexendo somente na doença, no sofrimento, nos limites não resolve muita coisa. Precisamos começar a destacar e a incentivar as qualidades, os talentos, a espiritualidade, a fraternidade, a amizade, a alegria, o amor, a empatia, a imortalidade. Está na hora de virar a página da história que categoriza o ser humano como pecador, errado, culpado, degenerado para vê-lo como  “perfectível” que é, e não estático e regressivo. Até quando vamos adiar a afirmativa de Jesus: VÓS SOIS DEUSES?

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Saborear a Vida

Nossa cultura está tão impregnada de dor e sofrimento que parece ser a única realidade da nossa existência. Somos treinados a perceber mais o sofrimento do que os momentos bons. As propagandas dos laboratórios mostram como se manifestam determinadas doenças e qual o medicamento comprar, induzindo a automedicação. Os parentes e amigos têm suas receitas pessoais para quase tudo. Hoje a internet disponibiliza várias informações sobre o princípio ativo, os efeitos colaterais e preço dos medicamentos.
Quantas propagandas você conhece que ensinam a ficar alegre, esperançoso, otimista, calmo? Não me refiro àquelas propagandas mentirosas que dizem que se você comprar o produto deles será mais feliz, realizado e por aí afora.
Na sociedade de consumo a alegria custa muito caro porque depende do produto, da marca, da viagem inesquecível e, o principal, o imprescindível dinheiro.
Aprendemos que a dor é onipresente e a felicidade é comprada, ficando distraídos da apreciação e da vivência das experiências boas, gostosas, saborosas e gratuitas. Precisamos romper com esse esquema alienante que nos afasta das experiências simples e profundas, plenificadoras do existir.
Como não aprendemos a fruir as boas experiências, que alimentam, saciam, temos a impressão de não ter vivido, de estarmos vazios; por isso, estamos sempre com pressa, correndo, ansiosos tentando saciar a vida. Com essa correria e ansiedade, quando defrontamos a boa experiência, ela passa sem ser saboreada.

O que é saborear? Segundo o dicionário Houaiss é:
·        apreciar o sabor de; degustar lentamente, com prazer
·        experimentar deleites; regozijar-se, deliciar-se

Precisamos aprender e treinar a saborear as experiências para nos apropriarmos delas, sentindo a satisfação, o saciamento.
Enquanto escrevia esse artigo, parei para comer. Preparei um pão com manteiga, estava uma delícia. Saboreei o gosto do pão e da manteiga separadamente e conjuntamente. Ao mesmo tempo apreciava um vaso com plantas que minha mãe plantou há mais de 10 anos. Essas experiências foram gostosas, me fizeram bem! Não é preciso estar em Paris ou dentro de um carro importado para fruir bons momentos. Você pode saborear os mais diversos acontecimentos do seu dia a dia, como:

·        o abraço de um amigo
·        tomar café
·        andar descalço na grama
·        receber uma ligação
·        dizer que ama alguém
·        sentar-se numa praça
·        ler um bom livro
·        dar uma gargalhada
·        ir em um aniversário
·        matar a vontade de uma comida
·        o sorriso de alguém

Isso é tão complicado?
São acontecimentos raros?
Quantas dessas fontes de bem estar, alegria, gratidão, amizade, distração foram jogadas fora porque estávamos reclamando, cobrando, brigando? Assim, ficamos desnutridos de vida, de alegria, de riso, de espairecimento...

O que você está saboreando?

terça-feira, 5 de março de 2013

Você vive ligado ou desligado?


Ser sustentável é a capacidade de satisfazer as suas necessidades atuais sem diminuir as chances das gerações futuras de ressarcir suas próprias necessidades.
Cada um é responsável por todos, e todos somos responsáveis por cada um.
São nossas escolhas que fazem a diferença por menor que seja.
Nosso comportamento, assim como, cada atitude … toca o mundo! Paulo Vallada



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Cultivar amizade


Estudo da Universidade Concordia, no Canadá, constante na revista Psique Ciência & Vida de 02/2011, aponta: crianças que não têm amigos podem ser mais propensas a desenvolver depressão na adolescência. Os dados sugerem que, enquanto a falta de amigos pode fazer que os jovens se tornem deprimidos, ter apenas um amigo pode ser suficiente para proteger as crianças retraídas ou tímidas de problemas de saúde mental. 

Ninguém evolui sozinho, como nestes exemplos:

·        ficar trancado em seu quarto
·         viajar pelo mundo
·        consumir sem parar
·        meditar no topo da montanha

O outro é importante, somos seres interdependentes, ninguém é exceção.
Na pesquisa citada, podemos dar voz à depressão e, talvez, ela diria: ou você se relaciona com alguém, ou eu te infernizo a vida, fazendo você sentir o que é a angústia de estar só!!!