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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Equilíbrio - desequilíbrio

A expressão brincar com fogo quer dizer que quem brinca com fogo pode se queimar. Racionalmente alguns, superficialmente outros, dizem não querer se queimar. Mas, sem perceber, ou percebendo, muitos, lá estão às voltas com o fogo.

O Espírito Manoel P. de Miranda diz que “É muito diáfana a linha divisória entre a sanidade e o desequilíbrio mental.”1 É muito sutil o movimento de um para outro estado. No Planeta de expiação e prova, adotamos comportamentos inadequados como se fossem “normais”. Por exemplo, muitas pessoas justificam que a lamentação é um meio de colocar para fora o que a incomoda. Parece inocente e sem consequências. No entanto, não é o que pensa os benfeitores espirituais. No livro Nosso Lar, o benfeitor Clarêncio depois de ouvir André Luiz lamentar-se de sua condição de recém-desencarnado e de ter deixado a esposa e os filhos, adverte-o de que “Lamentação denota enfermidade mental e enfermidade de curso laborioso e tratamento difícil.”2 A pessoa que lamenta se coloca como vítima da vida, como se ela não tivesse feito nada para estar onde está. Além disso, o teor de seus pensamentos são tóxicos afetando seu corpo físico e o perispírito. 

Para melhor explicitar a permissividade em brincar com o fogo, Manoel P. de Miranda  disserta: “Ligeira excitação, alguma ocorrência depressiva, uma ansiedade, ou um momento de mágoa, a escassez de recursos financeiros, o impedimento social, a ausência de um trabalho digno entre muitos outros fatores, podem levar o homem a transferir-se para a outra faixa da saúde mental, alienando-se, temporariamente, e logo podendo retornar à posição regular, à de sanidade.”3 A detenção demorada em alguma dessas situações pode tornar a recomposição mais difícil. Isso porque, a fixação mental pode ter vários desdobramentos como a polarização da mente em apenas um ponto, perdendo a polivalência; a evocação ou ressonância no inconsciente de conteúdo/experiência semelhantes; a sintonia com obsessores que vão intensificar a perturbação. A ruminação das ideias favorece esse desequilíbrio. Quanto tempo nos permitimos ficar detido em uma ideia ou lembrança, dez minutos, uma hora, um mês, um ano, um século?

Precisamos ser proativos diante de situações que podem nos complicar, tomando providências que impeçam a perda da autonomia. Pensar excessivamente em um problema torna-o maior do que é, distorce o seu significado, vicia a mente levando-a a fixação.
Faça um acordo com você, se em quinze minutos você não resolveu a questão, deixa para pensar mais tarde. Quando estamos de “cabeça fria” temos mais acesso aos nossos recursos psíquicos.


Referência:
1, 3. Divaldo P. Franco/Manoel P. de Miranda - Nas Fronteiras da Loucura – 2006

2. Francisco C. Xavier/André Luiz – Nosso Lar - 2008

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Qual o foco de sua vida: doença ou saúde?

As pessoas regidas pela doença ou pelo sofrimento não estão atrás da saúde ou do equilíbrio, estão ansiosamente procurando fugir da dor, consertar o que está danificado. Enquanto isso, as pessoas conduzidas pela saúde procuram desenvolver suas qualidades.
Confira a tabela proposta pela psicóloga Miriam Akhtar, no livro Vencer a Depressão, onde você se encaixa?


Modelo da Doença                               Modelo da Saúde
(depressão, ansiedade,                       (felicidade, bem-estar
raiva, neurose)                                  satisfação, alegria)

         
consertar o pior da vida                      desenvolver o melhor da vida
foco nos pontos fracos                       foco nos pontos fortes
curar a doença                                    desenvolver o bem estar
fugir à infelicidade                             aumentar a felicidade
ultrapassar as deficiências                desenvolver competências
evitar a dor                                         encontrar prazer


Você é adepto de qual modelo?

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Cultivar amizade


Estudo da Universidade Concordia, no Canadá, constante na revista Psique Ciência & Vida de 02/2011, aponta: crianças que não têm amigos podem ser mais propensas a desenvolver depressão na adolescência. Os dados sugerem que, enquanto a falta de amigos pode fazer que os jovens se tornem deprimidos, ter apenas um amigo pode ser suficiente para proteger as crianças retraídas ou tímidas de problemas de saúde mental. 

Ninguém evolui sozinho, como nestes exemplos:

·        ficar trancado em seu quarto
·         viajar pelo mundo
·        consumir sem parar
·        meditar no topo da montanha

O outro é importante, somos seres interdependentes, ninguém é exceção.
Na pesquisa citada, podemos dar voz à depressão e, talvez, ela diria: ou você se relaciona com alguém, ou eu te infernizo a vida, fazendo você sentir o que é a angústia de estar só!!!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dor Psicológica


Você já teve dor de dente? Provavelmente, sim, não é? Ou, talvez, outras dores como dor de estômago, dor de cabeça e tantas outras. A dor altera nossas idéias, nossas emoções e nossa disposição física. Seria possível com dor de dente latejante você:

 o   meditar?
 o   apreciar um prato de comida de sua predileção?
 o   fazer uma leitura aprazível?
 o   assistir uma palestra?

Tudo que seria aprazível em determinados momentos, ante a dor latejante seria enervante, entediante, enfim, insuportável.
Assim como a dor física dificulta ou impede determinadas atividades, a dor psicológica não é diferente, desencadeia uma série de perturbações.
A dor psicológica tem vários nomes, veja se algum deles é familiar nas suas experiências:

Ø bloqueio
Ø conflito
Ø distúrbio
Ø neurose
Ø transtorno
Ø trauma

Essas dores podem se manifestar por meio de: depressão, solidão, baixa autoestima, insegurança, medo, rejeição, culpa...
As dores psicológicas vão tirar o colorido da vida, a graça de uma diversão, o sabor de uma fruta, por fim, as experiências ficam contaminadas pelo humor perturbado.

Como é o passeio de um depressivo?
O que sente o solitário no meio da multidão?
Qual é a performance da pessoa sem autoestima?
Até onde chega uma pessoa insegura?
O mundo é tranqüilo para o medroso?
Você convence a pessoa rejeitada que a ama?
O culpado consegue esquecer o que fez?

A tolerância as dores físicas têm um limite, você ficaria alguns meses ou anos com dor de dente ou com uma perna fraturada? Provavelmente não! Por que ficamos com uma dor psicológica, como a rejeição, por alguns anos? Por que ficamos com uma “fratura psicológica”, como a depressão, por anos a fio? Por que nos permitimos ficar na fossa ou em recordações doentias por muito tempo? E por que não ficamos ruminando ou lembrando por muito tempo as lembranças gostosas e alegres?
Será que somos muito tolerantes a dor psicológica?