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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Nunca se case!

Qual é a força da sua fala, até onde ela pode chegar? Você acha que o que diz evapora no ar sem tocar ninguém? Quem é o seu interlocutor, alguém vivido que sabe se proteger ou uma criança indefesa?
Imagine o cenário de um ambiente familiar, os filhos brincando ou fazendo seus deveres escolares, e de fundo a mãe reclamando aqui e ali do marido que vai chegar. No meio da reclamação ela afirma aos filhos: “nunca se casem para não levarem essa vida de inferno que levo!”, ou “o amor não existe, ninguém nunca vai te amar”. Quando não é a queixa do casamento, é a lamentação da vida: “a vida só traz sofrimento”, e arremata dizendo aos filhos quando estão brincando e fazendo bagunça: “vocês ainda vão me matar de trabalhar”. Não bastasse o terrorismo da mãe desequilibrada, o pai estressado chega do trabalho, mal cumprimenta a esposa e os filhos e despeja sua lista de reclamações: “as empresas só nos exploram!”, “o patrão faz todo mundo de escravo!”, “nunca confie em ninguém!” Para este casal tais colocações/reclamações soa como natural, falar do que lhes desagrada. Na vida de relação reclamar faz parte da pauta do dia a dia de muita gente, está tão incorporada nos relacionamentos interpessoais que não se percebe sua nocividade.
As atitudes dos pais estão sugerindo, induzindo, exemplificando como é a vida e o que os filhos vão encontrar pela frente. A mãe está ensinando que o casamento não é um bom negócio e é fonte de sofrimento, o pai lecionando que o trabalho é motivo de exploração e escravização. Estas imagens vão se assomar a mente dos filhos servindo de paradigma – como a vida é e como devem se comportar. A maior ou menor aceitação dessas sugestões dependerá do nível evolutivo dos filhos, que com o filtro do discernimento vão perscrutar o que recebem dos pais guardando ou rejeitando o que é bom e o que é ruim. Isso mostra que os filhos não estão à mercê dos pais ou da sociedade, mas das suas conquistas evolutivas ou da falta delas.
Do ponto de vista da sociedade materialista, a esposa infortunada com o seu casamento e o marido irrealizado em sua profissão são vítimas do azar, do destino, por isso eles se acham no direito de reclamar, por que estão em uma situação não escolhida. Na perspectiva do Espiritismo que supera essa analise estreita, casualista, o casal está incurso na Lei de Causa e Efeito, portanto, quando a esposa/mãe reclama aos filhos da instituição “casamento”, como algo ruim que traz sofrimento, ela está atribuindo valores pessoais, particulares, a algo abstrato comum a todas as pessoas. Ela deveria dar mais precisão as suas colocações: “o meu casamento é difícil”, “a minha prova com o pai de vocês é árdua”. O mesmo se aplica ao esposo/pai, se ele tem uma subprofissão, no qual não se realiza, é provável que seja uma prova pessoal e não comum a todos os trabalhadores. Ainda outra informação que o Espiritismo esclarece, é que se os filhos não têm provas difíceis no casamento e na profissão, eles não vão passar pelos sofrimentos que os pais passam como supõe a mãe ao “preveni-los” com suas reclamações, exceto se neurotizarem a relação e fizerem escolhas erradas.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Beleza é fundamental

Diz o Poeta que beleza é fundamental, será mesmo? Na poesia até que rima, mas na realidade as coisas não são bem assim. Se fosse fundamental, Poeta, as beldades e os deuses gregos não tomariam ansiolíticos, antidepressivos e nem fariam tantas cirurgias estéticas! A ideia de que a beleza é fonte da felicidade é um jogo de marketing das indústrias de cosméticos, da moda, do cinema com promessa de felicidade. Assim vamos associando beleza com glória, felicidade, dinheiro, sucesso, romances espetaculares... É a visão materialista, consumista, utilitarista de obter coisas para se realizar. Na vida real as pessoas não fogem de sua subjetividade, ou seja, de seu mundo interno, de suas ideias, de seus sonhos, de suas frustrações, de suas alegrias, de suas tristezas, de suas conquistas, de suas derrotas, de acordo com suas conquistas evolutivas. Poeta, no mundo de expiação e prova todos carregamos débitos para serem resgatados, qualidades para serem desenvolvidas, as pessoas belas também! A pobreza e riqueza, beleza e feiura, doença e saúde, felicidade e tristeza não são favores ou desfavores da classe social e da genética, nem depende da sorte, do azar, do privilégio ou do QI (quem indicou), estas questões tem ascendente espiritual. É, Poeta, a vida não se resume ao entorno do corpo físico, nós somos Espíritos Imortais, estamos aqui de passagem para evoluir, nossa verdadeira pátria é a Espiritualidade. A beleza ou feiura são provas ou expiações reencarnatórias de acordo com as conquistas ou insucessos na vida passada e na presente.

Poeta, no consultório vejo homens e mulheres bonitos fisicamente, que se sentem feios e desinteressantes por dentro. São pessoas que chamam a atenção pela plástica, são elegantes, desejadas, mas quando alguém se aproxima delas e se envolvem, veem que são pessoas como as outras com qualidades e defeitos. Aquelas que se sentem inadequadas e amargam conflitos internos, mesmo sendo belas, são pessoas difíceis, não conseguem se envolver. O fundamental, Poeta, é o equilíbrio pessoal, o autoamor, a boa autoestima, a autoconfiança, a ética, a sociabilidade, a religiosidade...

sábado, 19 de setembro de 2015

Ascendência Espiritual

Como seres imortais e multiexistenciais nosso estado atual de doença/saúde, equilíbrio/desequilíbrio, sociabilidade/insociabilidade..., não é uma realização exclusivamente do presente, há um encadeamento entre as reencarnações anteriores e a atual. O condicionamento social amamentado pela concepção materialista faz crer que tudo procede do corpo e do meio ambiente. Estes fatores têm o seu percentual de influência, é claro, mas não é tudo. O ser que anima o corpo, que movimenta o meio ambiente, ou seja, o Espírito, ao reencarnar traz a história de suas vivências milenares em sua mente ou inconsciente coletivo que compõe seu repertório evolutivo. No livro Rejubila-te em Deus, página 62, Joanna de Ângelis elucida: 

“em todo problema na área da saúde ou do comportamento humano, o enfermo é sempre o Espírito que se encontra em processo de recuperação do seu passado delituoso, experienciando as consequências das ações infelizes que se permitiu praticar antes do berço atual.” 

Vemos aí a ascendência do Espírito sobre o corpo e o meio social. Portanto, não somos reféns das condições exteriores, elas estão a serviço do Espírito, com suas restrições e possibilidades. 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Cuide do seu cérebro!

Deepak Chopra e Rudolph E. Tanzi, no livro Supercérebro explicam que “O coração e o fígado com que nascemos serão essencialmente os mesmos órgãos quando morrermos. O cérebro, não. Ele é capaz de se desenvolver e evoluir durante toda a vida. Invente coisas novas para ele fazer e você se tornará dono de novas capacidades.” 


Diante da colocação acima, façamos algumas reflexões:


  • nosso cérebro é subutilizado?
  • nossa vida é uma mesmice?
  • seguimos padrões fossilizados?
  • temos medo do novo?
  • o medo e a insegurança dão as cartas?
  • nos contentamos em ler apenas 2 livros em um ano?
  • assistimos programas que desagregam?
  • adotamos o materialismo fracassado?
  • seguimos costumes ultrapassados?
  • temos superstições?
  • fazemos generalizações: sempre, nunca, todo mundo...
  • não nos inquietamos com o Universo?
  • ...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Medo de ficar louco


Algumas pessoas tem um medo muito grande de ficarem loucas, como se a alienação surgisse do nada ameaçando nossas vidas. Parece um medo interno por conta de algum conflito que ressoa na consciência. É claro que esta possibilidade é assustadora, mas será que estamos à mercê do acaso? O fato de algumas pessoas repentinamente surtarem não quer dizer que aconteceu do nada, pois o desequilíbrio provêm de atitudes tresloucadas na vida presente ou no passado. Ao contrário desse temor, para outras pessoas nem de longe passa por suas cabeças essa possibilidade, o seu estado de harmonia interna traz certeza de sua higidez.
O predomínio do materialismo, associado a nossa identificação com o corpo, com o ego, com as provas, mais a ignorância em relação a nossa condição de Espíritos imortais, faz crer que a vida se resume nisso. Os dividendos dessa fusão com o mundo físico leva a acreditar que a vida é regida pela casualidade, a sorte ou o azar são os patrocinadores da alegria ou da tristeza, e não a atitude construtiva, positiva ou a maldade e a crueldade. Assim, a loucura pode acometer a pessoa boa, ética, como a perversa. Será?
Nossa vida é regida pela Lei de Causa e Efeito, nossa condição de equilíbrio, saúde, otimismo, desequilíbrio, doença, restrições resultam de nossos feitos diante da vida. A loucura, as doenças mentais, as deficiência físicas são alterações que provocamos em nossa mente e no corpo espiritual ou perispírito. Portanto, quando uma pessoa surta, se desequilibra, fica “louca” isso resulta de seu histórico evolutivo ou de suas ações desmioladas.
É sabido que o desequilíbrio não ocorre somente por conta dos tormentos que trazemos do passado, uma vez que os comportamentos atuais de violência, crime,  crueldade, etc., produzem choques cognitivos e emocionais irreparáveis - temporariamente.
Além dos males que o indivíduo provoca a si mesmo, ele acaba atingindo terceiros direta ou indiretamente, que também reagirão na condição de obsessores encarnados ou desencarnados.
Disserta Joanna de Ângelis no livro Após a Tempestade: 
Da neurose simples às complexas manifestações da hidro, da micro e da macrocefalia, do mongolismo, da oligofrenia, passando pelas faixas do retardamento, da demência, da idiotia, da esquizofrenia, as causas atuais possuem suas matrizes na anterioridade do caminho percorrido, no passado, pelo espírito ora em alienação. 

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Repensando a autoestima

Por mais que se saiba que o mais importante é a essência do indivíduo, a sociedade de consumo impõe os valores materialistas que avalia as pessoas pelo que elas têm, suas posses sinalizam sua vitória ou fracasso. Assim a pessoa se aliena de si mesma não tomando contato com sua essência, com sua singularidade, ela busca se padronizar, seguir os modelos elegidos como bem-sucedidos.
Quantos pais discursam que amam seus filhos igualmente, mas mostram mais satisfação com aquele que tira as notas melhores, ou com o filho que obteve mais sucesso na profissão? Como equacionar: Amor X Sucesso X Fracasso? É gratificante ver o filho alcançar seus objetivos, se realizar, contudo aquele que não conseguiu chegar lá perdeu a qualidade de filho? O que pesa na avaliação dos pais a qualidade de filho ou de sucesso?
Na área profissional a pessoa é avaliada pelo seu conhecimento técnico e pelos seus talentos, transformados em resultados para a empresa.
Nos bate-papos com os parentes e amigos, a curiosidade em saber do sucesso ou insucesso do outro é medido pelos seus bens: casa própria, carro, viagens, formação, vestimenta...
Essa ditadura do “ter”, do consumo, leva a sociedade a avaliar seus cidadãos pelo que eles têm, classificando-os de bem-sucedidos, mal sucedidos, bem formado, ignorante, etc. A autoestima fica atrelada a esse ditame. Não é um predicado do ser, sua inerência, mas um subproduto do seu “fazer”.
Precisamos rever nossa conceituação de autoestima, ela não deve ser exclusividade das conquistas passageiras do ego, que podem servir de incentivo, mas deve levar em conta o “Ser”, a centelha divina que somos. Como leciona Hammed: “A providência primeira e essencial, para que possamos nos curar do sentimento de baixa estima ou inferioridade, é a convicção na imortalidade das almas e na pluralidade das existências, somada à crença de que somos seres espirituais criados plenos e completos, vivendo uma experiência humana com o objetivo de nos conscientizarmos dessa nossa plenitude inata.” as dores da alma