Mostrando postagens com marcador Vícios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vícios. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de maio de 2014

Você está esperando o quê?

Muita gente passa pela prova da dúvida sobre a imortalidade da alma e da reencarnação. Para elas, a esperança não vai além da vida presente. A incerteza é desconcertante.
Por outro lado, muitos espíritas que já são convictos de sua imortalidade e de sua trajetória reencarnatória, ainda cultivam o homem velho com seus caprichos, exigências, vícios, intransigência, etc., justificando que ainda são humanos. O Espiritismo não nega a nossa humanidade e nem o nosso grau evolutivo. Mas os conhecimentos que ele nos trouxe e revelou, são convites para a melhoria pessoal e social, caso contrário para que serviriam tais conhecimentos? Quanto a justificativa acima que somos seres humanos ainda falhos, não devemos esquecer que também somos “inteligentes” e possuímos discernimento para distinguir e escolher o que é melhor e ético.
Como somos imortais e tivemos milhares de existências, é natural que temos impulsos e hábitos automatizados de experiências anteriores que parecem fazer parte de nossa personalidade, quando nos propomos a superá-los é difícil e algumas vezes parece impossível. No entanto, com o treino contínuo de não mais repetir um pensamento ou um comportamento prejudicial como a intolerância ou o uso de bebida alcoólica vamos superando-os, e, ao mesmo tempo, exercitando e conquistando outras qualidades como a tolerância e a calma. É inevitável que esse processo de melhoria exige empenho, esforço, abrir mão de algumas coisas, paciência... Para servir de ilustração, uma pessoa que queira se graduar em Psicologia, não basta apenas desejar e já será um psicólogo. Ela precisará estudar para fazer o vestibular, quando entrar na universidade vai assistir muitas aulas, fazer trabalhos e apresentá-los, deverá cumprir determinando tempo de estágio, deverá ler muito, etc. Quando terminar a graduação, é apenas um iniciante que precisa de cursos de aprimoramento, de especialização, pós graduação, mestrado, doutorado... Assim, a mudança de padrões de pensamentos, de emoções e de comportamento exige empenho, sem neurotizar a transformação pessoal. No livro Roteiro, Emmanuel sintetiza esta incoerência entre o conhecimento e o adiamento da prática:

Em verdade, meu amigo, terás encontrado no Espiritismo a tua renovação mental.
O fenômeno terá modificado as tuas convicções.
As conclusões filosóficas alteraram, decerto, a tua visão do mundo.
Admites, agora, a imortalidade do ser.
Sentes a excelsitude do teu próprio destino.
Mas se essa transformação da inteligência não te reergue o coração com o aperfeiçoamento íntimo, se os princípios que abraças não te fazem melhor, à frente dos nossos irmãos da Humanidade, para que te serve o conhecimento? Se uma força superior te não educa as emoções, se a cultura te não dirige para a elevação do caráter e do sentimento, que fazes do tesouro intelectual que a vida te confia?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Decisão de Ser Feliz


No livro Momentos de Saúde de Joanna de Ângelis, o capítulo “Decisão de Ser Feliz” me chamou a atenção, porque é um desafio ao leitor promover sua felicidade. Não é uma gratuidade obtida com fórmulas, com dinheiro, com apadrinhamento, com conchavos, etc., muito comum em nosso Planeta. Esta é uma conquista individual, com esforço próprio sem facilidades arranjadas. Independe de riqueza ou pobreza, beleza ou feiura, porque é um estado subjetivo. Se dá através do relacionamento interpessoal, produtivo, de permutas edificantes, e não da relação de dependência doentia em que se perde a individualidade.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Validação Social


Como podemos desenvolver a assertividade e a autoafirmação se justificamos o que fazemos baseado no que os outros fazem?
Fumar, porque muitas pessoas fumam; beber, porque as pessoas do meu círculo pessoal bebem; trair minha esposa, porque existe uma aceitação social justifica,valida que eu faça o mesmo só porque muitas pessoas o fazem?

Se alguém joga lixo do seu carro na rua, isso me autoriza a fazer o mesmo?
Se algumas pessoas do meu trabalho são desonestas, eu tenho permissão para fazer o mesmo?

Para uma pessoa insegura é confortável justificar sua atitude baseado no consenso social. Se “todo mundo” faz, qual o problema de fazermos também? Isso não é um convite para a ela se infirmar mais ainda em suas decisões? O que nos leva a esse comportamento, a pressão do meio ou a nossa fragilidade? Fazer o que todo mundo faz dilui nossa responsabilidade?
O psicanalista Erich Fromm se posiciona da seguinte forma:

“Supõe-se, ingenuamente, que o fato de a maioria das criaturas compartilhar certas idéias e sentimentos prove a validez dessas idéias e sentimentos.O fato de milhões de criaturas compartilharem os mesmos vícios não os transforma em virtudes, o fato de elas praticarem os mesmos erros não os transforma em verdades e o fato de milhões de criaturas compartilharem a mesma forma de patologia mental não torna essas criaturas mentalmente sadias.”
O caminho da maturidade nos convida a sair das imposições sociais e a decidir individualmente, assumindo nossas escolhas. Tem situações que são difíceis, precisamos de um suporte de alguém, não há nenhum problema em pedir ajuda. Mas, quanto mais aprendermos a escolher e a decidir, mais aperfeiçoaremos o nosso discernimento. Também vamos nos tornando mais assertivos e mais autoafirmativos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sociedade deseducada

Diagnóstico da Socin (sociedade intrafísica) através da deseducação.

Atividades. A sociopatologia da Socin pode ser diagnosticada através das atividades deseducativas, por exemplo, estas 30, obviamente controvertidas e polêmicas, por serem ainda frutos da imaturidade ou da inexperiência autoevolutiva, não raro, sutis:

1.    veicular a violência desenfreada em filmes, novelas ou qualquer mídia.
2.   liderar uma dessas seitas mercantilistas modernas.
3.   viver queimando alimentos a fim de aumentar o preço do produto na praça.
4.   viver fabricando ou colecionando produtos mortíferos das indústrias da morte.
5.   sobreviver às custas da venda de armas de qualquer tipo.
6.   expor ou promover workshops com canhões, tanques ou armas modernas.
7.   sobreviver às custas de uma tabacaria ou comércio cancerígeno  assemelhado.
8.   sobreviver às custas do boxe ou da indústria-comércio dependente do pugilato.
9.   exibir a moda das roupas de couro de animais: vison, onça, raposa, jacaré e outros.
10.               manter uma indústria de curtume ou sobreviver às custas de uma delas.
11.       caçar por mera diversão: tiro aos pombos, caçada dominical, safáris.
12.               pescar por mera diversão em rios, lagoas, no mar.
13.               fazer a vivissecção em animais não voluntários.
14.               comercializar corpos e peles de animais: porcos, gansos, chinchilas, jacarés.
15.               sobreviver às custas das corridas de cavalos: haras, hipódromos, apostas.
16.               participar de qualquer ritual com o sacrifício de animais subumanos.
17.               particiopar ou sobreviver às custas das touradas oficiais espanholas.
18.               manter uma rinha de galo, trabalhar ou participar da mesma.
19.               sobreviver às custas da construção de casas de madeira granfinas, em série.
20.              atirar siris, caranguejos, camarões ou outros animais vivos em água fervente a fim de come-los.
21.               manter pássaros de determinadas espécies em gaiolas de qualquer tipo.
22.              manter um leão dentro de casa.
23.              sobreviver às custas da construção de mausoléus pomposos e suntuosos.
24.              sobreviver às custas do comércio de drogas leves ou pesadas, criadoras de dependências.
25.              sobreviver às custas da manutenção de idolatria fanática ou coisa sacralizada.
26.         sobreviver às custas das crendices alheias: imagens, bentinhos, horóscopos, patuás.
27.              sobreviver às custas dos jogos de azar de qualquer modalidade ou natureza, mesmo que derive do Governo.
28.              sobreviver às custas de algum cassino, mesmo instalado com toda a pompa legal.
29.              depender das plantações de fumo ou fazer propaganda de cigarros (tabagismo).
30.              pertencer ao corpo de filiados do clube de caçadores, inimigos dos animais.

Teste. você, experimentador ou experimentadora, pessoa adulta, dentro da modernidade, ainda pratica uma só destas 30 ações? Waldo Vieira