quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Validação Social


Como podemos desenvolver a assertividade e a autoafirmação se justificamos o que fazemos baseado no que os outros fazem?
Fumar, porque muitas pessoas fumam; beber, porque as pessoas do meu círculo pessoal bebem; trair minha esposa, porque existe uma aceitação social justifica,valida que eu faça o mesmo só porque muitas pessoas o fazem?

Se alguém joga lixo do seu carro na rua, isso me autoriza a fazer o mesmo?
Se algumas pessoas do meu trabalho são desonestas, eu tenho permissão para fazer o mesmo?

Para uma pessoa insegura é confortável justificar sua atitude baseado no consenso social. Se “todo mundo” faz, qual o problema de fazermos também? Isso não é um convite para a ela se infirmar mais ainda em suas decisões? O que nos leva a esse comportamento, a pressão do meio ou a nossa fragilidade? Fazer o que todo mundo faz dilui nossa responsabilidade?
O psicanalista Erich Fromm se posiciona da seguinte forma:

“Supõe-se, ingenuamente, que o fato de a maioria das criaturas compartilhar certas idéias e sentimentos prove a validez dessas idéias e sentimentos.O fato de milhões de criaturas compartilharem os mesmos vícios não os transforma em virtudes, o fato de elas praticarem os mesmos erros não os transforma em verdades e o fato de milhões de criaturas compartilharem a mesma forma de patologia mental não torna essas criaturas mentalmente sadias.”
O caminho da maturidade nos convida a sair das imposições sociais e a decidir individualmente, assumindo nossas escolhas. Tem situações que são difíceis, precisamos de um suporte de alguém, não há nenhum problema em pedir ajuda. Mas, quanto mais aprendermos a escolher e a decidir, mais aperfeiçoaremos o nosso discernimento. Também vamos nos tornando mais assertivos e mais autoafirmativos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Parto de gestante desencarnada


Uma mulher grávida sofre um acidente de carro e desencarna. O que acontece com o feto que está em seu útero, se ele, também, desencarna? O bebê fica preso ao corpo da mãe ou se separam automaticamente?
No livro Painéis da Obsessão, capítulo 16, de Divaldo P. Franco, psicografado pelo espírito Manoel P. de Miranda, tem curso um caso assim.
Depois de um acidente de carro a gestante, desencarnada, foi levada a um hospital espiritual para o devido socorro. Narra Miranda: “Surpreso, vi adentrar-se na sala alguns trabalhadores vinculados à Medicina, que procederam a uma cirurgia cesariana, nos mesmos moldes conforme sucede em qualquer hospital do mundo.
Após o ato, observei que o ser pequenino repousava ao lado da mãezinha que fora transferida para uma enfermaria especial...”
Mais adiante o médico desencarnado, Dr. Lustoza, esclarece: “Em muitos casos de gestantes acidentadas, em avançados meses de gravidez, em que ocorre, também, a desencarnação do feto, é de hábito nosso, quando as circunstâncias assim nos permitem, proceder como se não houvesse sucedido nenhuma interrupção da vida física. Em primeiro lugar, porque o Espírito, em tais ocorrências, quase sempre já se encontra absorvido pelo corpo que foi interpenetrado e modelado pelo perispírito no processo da reencarnação, merecendo ser deslindado por cirurgia mui especial para poupar-lhe choques profundos e aflições várias, o que não se daria se permanecesse atado aos despojos materiais, aguardando a consumpção. É muito penoso este período para o ser reencarnante, que pelo processo da natural diminuição da forma e perda parcial da lucidez, é colhido por um acidente deste porte e não tem crédito para a libertação mais cuidadosa. Quando isto se dá, os envolvidos são, quase sempre, irmãos calcetas, inveterados na sandice e na impiedade que sofrem, a partir de então, demoradamente, as conseqüências das torpezas que os arrojam a esses lôbregos sítios de tormentos demorados...”
Nesta colocação de Miranda, ele fala de duas condições, que eu dividi em azul e verde. Na parte azul, ele fala da mãe e do bebê que merecem ajuda e, portanto, são auxiliados na separação através de técnicos espirituais especializados. Como mostrei no começo do artigo, a mãe passa por uma gestação e parto como na Terra. No segundo caso, em que a mãe e o filho não são auxiliados, como descrito na parte verde, isso se dá por conta dos comportamentos deles que levam a isso.

Por fim, fica a curiosidade, o bebê na vida espiritual se torna adulto imediatamente? O benfeitor responde: “...o pequenino se desenvolverá como se a reencarnação se houvera completado, crescendo normalmente, participando das atividades compatíveis aos seus vários períodos em Institutos próprios...”
Acredito que esta situação de crescimento natural do bebê até se tornar adulto, depende do nível evolutivo do espírito. Um espírito mais evoluído toma a forma que mais lhe agrada, porque ele já possui autodomínio.

sábado, 8 de outubro de 2011

Somos frutos do passado?


"...quase todo neurótico gosta demais de ficar preso a seus sofrimentos passados, remoendo suas recordações cheio de autocompaixão. Muitas vezes sua neurose consiste no fato de estar preso ao seu passado e querer justificar tudo pelo que ocorreu no seu passado." 

Será que tudo que ocorre no presente derivou do passado? Se assim fosse, o presente não seria apenas repetição do passado?
Vamos imaginar que uma pessoa tenha sentimento de inferioridade porque repetidas vezes foi humilhada na infância. Foi a experiência do passado que formou o sentimento de inferioridade ou a atitude da pessoa ficar remoendo o passado, a ocorrência vexatória, como diz Jung, que propiciou?
Nossa vida presente é irrealizada porque as marcas do passado obstam nossos desejos ou porque não fazemos o que tem que ser feito?
O passado é um cárcere ou minha vontade é inexpressiva? 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dor Psicológica


Você já teve dor de dente? Provavelmente, sim, não é? Ou, talvez, outras dores como dor de estômago, dor de cabeça e tantas outras. A dor altera nossas idéias, nossas emoções e nossa disposição física. Seria possível com dor de dente latejante você:

 o   meditar?
 o   apreciar um prato de comida de sua predileção?
 o   fazer uma leitura aprazível?
 o   assistir uma palestra?

Tudo que seria aprazível em determinados momentos, ante a dor latejante seria enervante, entediante, enfim, insuportável.
Assim como a dor física dificulta ou impede determinadas atividades, a dor psicológica não é diferente, desencadeia uma série de perturbações.
A dor psicológica tem vários nomes, veja se algum deles é familiar nas suas experiências:

Ø bloqueio
Ø conflito
Ø distúrbio
Ø neurose
Ø transtorno
Ø trauma

Essas dores podem se manifestar por meio de: depressão, solidão, baixa autoestima, insegurança, medo, rejeição, culpa...
As dores psicológicas vão tirar o colorido da vida, a graça de uma diversão, o sabor de uma fruta, por fim, as experiências ficam contaminadas pelo humor perturbado.

Como é o passeio de um depressivo?
O que sente o solitário no meio da multidão?
Qual é a performance da pessoa sem autoestima?
Até onde chega uma pessoa insegura?
O mundo é tranqüilo para o medroso?
Você convence a pessoa rejeitada que a ama?
O culpado consegue esquecer o que fez?

A tolerância as dores físicas têm um limite, você ficaria alguns meses ou anos com dor de dente ou com uma perna fraturada? Provavelmente não! Por que ficamos com uma dor psicológica, como a rejeição, por alguns anos? Por que ficamos com uma “fratura psicológica”, como a depressão, por anos a fio? Por que nos permitimos ficar na fossa ou em recordações doentias por muito tempo? E por que não ficamos ruminando ou lembrando por muito tempo as lembranças gostosas e alegres?
Será que somos muito tolerantes a dor psicológica?

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Você é Inteligente?


O que se espera de um ego bem estruturado, adulto, é que ele enfrente os desafios da vida. Isso não quer dizer que a pessoa tenha que acertar sempre, ser vitorioso, isso é uma exigência neurótica. Não há nenhum problema em acertar, o problema é a exigência doentia alimentada pelo orgulho – é a arrogância de querer ser o melhor para se mostrar para os outros. Acertos e erros ainda fazem parte de nosso desenvolvimento.
O ego imaturo, é introjetivo, engole os valores da sociedade sem reservas como verdades absolutas, tais como:

º   busca a segurança e a estabilidade
º   confunde meios com fins
º   quer levar vantagem
º   quer ser um ganhador a qualquer preço
º   quer curtir a vida ao máximo, sem moral
º   quer ter o corpo perfeito
º   quer ser admirado
º   se avalia pelo que tem e pelo poder

Quando não é guiado por esses valores, é marcado por desqualificações da personalidade:

º   só comigo as coisas não dão certo
º   sempre levo desvantagem
º   os outros me fazem infelizes
º   enfim, sou uma droga

O que é inteligência para essas pessoas? É algo ligado aos seus tormentos. É uma faculdade que serve para levar vantagem ou para se massacrar, conforme o primeiro ou o segundo grupo respectivamente. Você se enquadra em algum deles?

Numa visão a contramão do que foi exposto, Waldo Vieira no livro 700 Experimentos da Consciênciologia, explana: “Você veio à vida intrafísica para servir (assistencialidade) às outras consciências. Em seus anelos e evocações, coloque os semelhantes em primeiro lugar; seja inteligente: desista de pedir exclusivamente para você.”   Para o egoísta essa proposta é um insulto aos seus direitos... blá... blá... blá... O blá, blá blá é uma porção de sofismas encadeados até o infinito. Para o ego enfermo servir ao próximo é tirar de si, é se negar, se colocar para trás, é ficar sem... Ele não consegue alcançar a proposta, ele vive num mundo de faltas, de privações, de pobreza. Ele tem que acumular, guardar, esconder, senão vai faltar. O Waldo fala em sua assertiva: desista de pedir exclusivamente para você, o que fica subentendido não pedir, não fazer somente para nós, mas incluir o outro em nossos apelos e ajudas. O que vai nos fazer crescer é praticar o bem, não ajuntar dinheiro embaixo do colchão. Servir é colocar nossos talentos, faculdades, habilidades em ação; é estimular os potenciais latentes a florescer! 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Prolongar a Vida


Costumo dizer para meus amigos que quero chegar aos 100 anos de idade trabalhando, estudando, enfim ativo. Isso arrepia algumas pessoas que estão de mal com a vida ou ainda não acordaram, contam os dias... Se aproveitarmos melhor nossa existência/reencarnação poderemos melhorar antigos impedimentos pessoais e despertar mais talentos. Quanto mais lúcidos estivermos, mais a existência, os desafios, as pessoas, etc. ganham sentido, significado, nexo. Assim, sairemos daqui mais enriquecidos e chegaremos à vida espiritual com mais condições de aproveitar sua multiplicidade de recursos evolutivos.
Quanto à longevidade, a ciência dá as boas notícias sobre essa possibilidade como saiu publicado na revista Galileu de fevereiro de 2011: 

“Os avanços da área biológica que surgem nesse começo de século indicam que muitos de nós poderemos chegar facilmente aos 100, 150 anos, diz o professor do Instituo de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Stevens Rehen.Prolongar a vida seria apena uma conseqüência de fazer as pessoas serem mais saudáveis por mais tempo. Esse é o principal objetivo da nova ciência do antienvelhecimento, que pretende atacar de uma só vez todas as formas de deterioração do corpo para fazer com que o nosso relógio biológico corra mais devagar.” 


sábado, 17 de setembro de 2011

Distração Existencial


Você sabe o que é distração existencial? É estar descuidado, desatento, alheio a vida. É a pessoa que é vivida e não vive, empurrada pelos acontecimentos, ao deus-dará. Quem decide sobre sua vida? O seu inconsciente/hábitos, seus pais, seu cônjuge, os obsessores, as ideologias, as crenças, os amigos, a empresa, a religião, o time de futebol, a cultura, o sexo, o dinheiro, o status, o corpo perfeito? Até quando você vai caminhar para lugar nenhum? Você quer o vazio, a angústia como troféu?

Joanna de Ângelis no livro O Ser Consciente disserta:
“As distrações habilmente se disfarçam, justifican­do trabalho exaustivo, repouso demorado, conversações prolongadas, caminhadas e ginásticas que con­somem horas, e que, não obstante úteis, desviam da meta essencial que é o despertamento de si mesmo.
Há uma generalizada preferência humana pelas distrações, pela fuga da realidade, consumindo-se tempo e saúde no secundário, com desconsideração ou por ignorância do essencial.” 

A distração é a preferência pelo supérfluo, pelo periférico, pelo superficial que evita o despertamento pessoal.
Despertar implica acordar, manifestar-se, revelar-se diante da vida. Realizar sua missão, seu destino, sua atualização – ser você - e não ser uma aparência, um fantoche, uma Maria vai com as outras. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Qual é sua motivação?


Qual é sua motivação?
Em um livro de PNL (programação neuro-lingüística) li sobre as pessoas motivadas para afastar os problemas ou os sofrimentos de suas vidas, e as pessoas motivadas para solucionar os problemas ou buscar a saúde. No primeiro caso é comum ver pessoas que trabalham para não morrer de fome, no segundo, as pessoas trabalham para se autorrealizarem, para atingir seus ideais. Uma quer afastar a dificuldade, a outra quer desenvolver seus potenciais. Qual das duas posições se obtém os melhores resultados? Em qual posição você se encontra?
No livro Psicologia Positiva os autores dissertam que “há um conjunto de qualidades humanas que são os mais prováveis pára-choques contra a doença mental: coragem, otimismo, habilidade interpessoal, ética no trabalho, esperança, honestidade e perseverança.” (19) Tem gente que tem medo dos transtornos mentais e se infernizam com pensamentos obsessivos/repetitivos, com autocobrança, com automonitoramento, com autojulgamento, com autoculpa..., em vez de se valorizar, se amar, se respeitar, se autoperdoar. Você quer gerar equilíbrio psíquico e interpessoal? Seja ético consigo mesmo e na sociedade! Se trate bem e também os outros. Respeite os animais. Respeite a Natureza. Se você quer o bem em sua vida é preciso ser um agente do bem, fora isso é esperar milagres, é acreditar-se privilegiado, é o culto do egocentrismo e do egoísmo de querer benefícios e não fazer nada aos outros!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Derrotismo


No livro Prazer de Viver, Ermance Dufaux coloca que “É lastimável o contingente de seguidores do Cristo tombados no derrotismo por conta de crenças que estabelecem uma vida psicológica atormentada.” Realmente é contraditório esse disparate entre a proposta libertadora de Jesus e o nosso derrotismo advindo de crenças absurdas que criamos ou copiamos dos outros. Ermance Dufaux cita algumas dessas crenças:

“Almas com conhecimento bastante para não se deprimir”
“Criaturas que só podem acertar”
“Pessoas que devem agradar a todos”
“Espíritos que não podem perder tempo”
“devem ser rápidos”

Essas frases ou propostas não fazem mal, podem ser bem utilizadas na vida se a pessoa discerne sua aplicação, respeitando os limites e possibilidades. Porém, o neurótico faz uma leitura distorcida, exagerada e inflexível. Por conta dos tormentos pessoais, como por exemplo:
ü perfeccionismo
ü sentimento de inferioridade
ü baixa estima
ü insegurança
ü culpa, etc.,

O indivíduo tenta conformar ou enquadrar sua vida dentro de tais conceitos ou crenças. Se ele coloca na cabeça que tem que agradar a todos, ele abraça essa meta de forma inflexível sem avaliar se seu interlocutor é uma pessoa sensata que sabe avaliar uma amizade ou a afetividade. Ele não consegue discernir tanto o limite pessoal do que pode e não pode fazer, como a capacidade do outro de reconhecer e recepcionar a simpatia que lhe é dada. Por causa disso, sua tentativa de agradar é frustrada, não é reconhecida, caindo em generalizações descabidas: nunca mais vou fazer o bem para ninguém, vou deixar de ser bobo e querer agradas os outros, e assim por diante. O problema não é do outro, é dele! Ele não sabe a medida das coisas,
É hora de fazermos uma revisão e reciclagem de nossas crenças obsoletas e jogar fora o que não serve. Precisamos de crenças/convicções éticas, libertadoras, esperançosas, otimistas para melhor aproveitar as metas libertadoras do Cristo.

domingo, 26 de junho de 2011

Autoresponsabilidade


No programa da Rádio Boa Nova do dia 24/06/11, falei da autoresponsabilidade como uma das condições da autoestima. Isso implica em ser responsável pelos meus próprios atos, mostrando que tenho algum controle sobre a minha vida. Assumir a autoresponsabilidade e o controle relativo sobre minha vida caracterizam e denúnciam minhas capacidades, isso entra no rol de minha autoavaliação, reforçando a autoestima.
O psicólogo Nathaniel Branden no livro Autoestima e os seus 6 pilares, relaciona as seguintes atitudes de autoresponsabilidade:

Sou responsável pela realização de meus desejos.
Sou responsável por minhas escolhas e meus atos.
Sou responsável pelo nível de consciência com que trabalho.
Sou responsável pelo nível de consciência com que vivo os meus relacionamentos.
Sou responsável por meu comportamento com os outros - colegas de trabalho, sócios, clientes, cônjuge, amigos filhos.
Sou responsável pela maneira como priorizo meu tempo.
Sou responsável pela qualidade de minhas comunicações.
Sou responsável por minha própria felicidade.
Sou responsável por aceitar ou escolher os valores pelos quais vivo.
Sou responsável pelo aumento de minha auto-estima.

Com essa lista, faça um cotejo com sua posição diante da vida. Você assume responsabilidade por coisas de seu interesse ou acha que os outros e o mundo devem lhe satisfazer?

sábado, 23 de abril de 2011

Desenvolver as qualidades positivas


O psicólogo Seligman considera que “Os melhores terapeutas não curam simplesmente os sintomas; eles ajudam a construir forças e virtudes.” A proposta dele sugere sairmos da visão viciada de somente enxergarmos as doenças e os transtornos, a fim de erradicá-los, esquecendo o melhor, o mais saudável e mais duradouro: desenvolver as qualidades positivas! Isso significa fazer eclodir capacidades, virtudes, competências, etc. Assim, estaremos mais habilitados para acertar mais na melhoria pessoal, interpessoal e socialmente. 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Alienação Parental


A separação de um casal nem sempre é fácil, pode haver muito sofrimento para ambos ou, quando a relação foi muito inamistosa, pode ser um alívio. Tudo que não foi falado, mais outras coisas que foram guardadas podem vir à tona e virar munição de acusações. Nessa hora delicada, de muita exaltação emocional, o melhorar seria não haver acusações, isso não vai resolver a decisão irreversível. Então, para quê tanto desgaste? Esse pode ser um momento de trégua, de concessão, de renúncia do egão. A pessoa que está se afastando de nosso destino um dia vamos encontrá-la novamente. Ninguém escapa de seu grupocarma, todos vamos aprender a conviver juntos, em harmonia, o tempo vai dizer...
Se a separação para os adultos é difícil, o que dirá para os filhos quando ainda são crianças? O que se passa em suas cabeças? Não bastasse o afastamento de um dos pais, um deles pode querer fazer a cabeça dos filhos quanto ao outro genitor, tentando denegri-lo. Que baixeza é essa? Mas, felizmente, tem lei para apurar essa covardia e reparar. Veja um trecho do artigo da revista Mente & Cérebro número 217, página 15: Em agosto de 2010, o ex-presidente Luiz Inácio da Silva sancionou a Lei 12.318, que dispõe sobre a alienação parental, permitindo aos juízes interceder em casos de exageros praticados por um dos pais que ataca a imagem e a autoridade do outro. A síndrome da alienação parental faculta a imposição de penalidades ao cônjuge alienador (desde multa até a inversão da guarda). Christian Ingo Lenz Dunker – psicanalista, professor livre-docente do instituo de Psicologia da USP

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A lógica da autoestima

Ter uma boa autoestima é tudo de bom, não é? É algo independente de dinheiro, de beleza, de poder e de cultura, todos têm acesso, depende da conduta.
Tem muita gente buscando a autoestima em livros de autoajuda, repetem meia dúzia de autoelogios e esperam alcançá-lo. Outros acreditam que falar tudo que vem na cabeça, sem reservas, é uma grande autoestima, não desconfiando que são descontrolados.
Tem que haver uma coerência entre o que pensamos, o nosso autoconceito e as nossas atitudes. O psicólogo Nathaniel Branden faz a seguinte colocação: “Há um contínuo fluxo de efeitos recíprocos entre nossas ações no mundo e a nossa autoestima. O nível da nossa autoestima influencia nossos atos, e a maneira como agimos influencia o nível da nossa autoestima.” Isso quer dizer que a pessoa que repete palavras positivas e não age como tal, não terá a conexão entre as ideias e as atitudes - coesão. E aquele que age desgovernadamente, sem consciência e disciplina sobre as emoções, também está cindido.
Na prática o que Branden propõe é que o nível de nossa autoestima, alta ou baixa, influencia nossas ações. Se a autoestima é baixa, vamos ficar temerosos, inseguros em nossas realizações. Com a autoestima boa vamos estar mais seguros, conscientes, ponderados para os enfrentamentos da vida. A maneira como agimos, confiantes ou inseguros, reflete em nosso autoconceito, em nosso autojulgamento, consequentemente, no grau de nossa autoestima.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Estágio Evolutivo

Cada ser está num determinado estágio evolutivo e, portanto, fazendo tudo o que lhe é possível fazer no momento, ou seja, conduzindo-se no agora com o melhor de si mesmo.  Hammed 

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Enfrentamentos

O que se espera de uma pessoa adulta é que ela enfrente os desafios da existência e assuma responsabilidade por sua vida, sem evasivas. Não quer dizer que ela tenha que se sair bem em tudo, pois ela não é onipotente, mas encara de frente o que surge; algumas vezes o enfrentamento é difícil e embaraçoso. É comum diante de uma dificuldade a pessoa criar mecanismos de defesa: desmaiar, fingir que não viu ou que não escutou, transferir a responsabilidade para o outro, negar o que sente, etc. O mecanismo de defesa é um meio falso de fugir da situação difícil para evitar sofrimento. Estamos sujeitos a lidar com situações inesperadas e insólitas, mas precisamos aprender a enfrentá-las.
Como lidamos com as provas da vida? Enfrentamos ou nos revoltamos? Aprendemos com elas ou ativamos a revolta? Emmanuel nos adverte: “Experimentarás muitas dores, mas, se não permaneceres vigilante no aproveitamento da luta, teus dissabores correrão inúteis.” Emmanuel

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Novo livro de Divaldo


Este é o novo livro de Manoel P. de Miranda, psicografado por Divaldo P. Franco, que traz assuntos atuais sobre a transição do Planeta. Nesta obra são tratados 3 assuntos:
1. tsunami
2. tarefas de reencarnação de novos obreiros
3. análise dos tormentos que invadem a Terra

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Governar a própria vida

Você quer otimizar sua evolução? Você dirige sua vida ou é dirigido pelos impulsos, pelo inconsciente, pelas forças ambientais, pelas pessoas...? Que tal assumir o governo da sua vida?  Uma boa sugestão é fazer o que propõe a benfeitora espiritual Ermance Dufaux: Saber o que se passa conosco, entender as causas de nossas reações, mergulhar nos motivos de nossas afinidades e antipatias, pesquisar as origens de nossas tendências e pendores, conhecer as raízes das emoções e pensamentos indesejáveis são conquistas interiores, fonte imensurável de realização pessoal. Mereça Ser Feliz

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Buda

No curso que damos no Grupo Espírita Auta de Souza sobre autoconhecimento, na aula sobre “escolhas”, citamos uma passagem de Buda constante no livro: Um Modo de Entender – Uma Nova Forma de Viver, do médium Francisco do Espírito Santo Neto, pelo espírito Hammed, o qual nos foi pedido disponibilizá-lo no blog, aqui está:

Conta a tradição oriental que certa vez Sidarta Gautama, já em idade bem avançada, passava por uma floresta junto com seus discípulos quando encontrou aprendizes de outro mestre, e um deles logo foi dizendo: "Nosso mestre é um grande avatar. Ele levita e faz materializações extraordinárias. Nós mesmos: presenciamos isso, somos testemunhas!" E, fixando o olhar nos discípulos de Buda, inquiriu: "O que vocês têm a dizer sobre seu mestre? O que ele pode fazer, que milagres realiza?".
Sidarta Gautama tudo escutava silenciosamente e deixou a cargo de seus companheiros a resposta. Apenas observava o desempenho de cada um.
Então, um logo se adiantou e respondeu: "Nosso mestre, quando está com fome, come; e quando ele tem sono, dorme. Ele nos ensina a andar, quando estamos andando; a comer, quando estamos comendo; a sentar, quando estamos sentados.  
E um deles, inconformado, exclamou: "O que vocês estão falando?! Chamam de milagres o óbvio?! Todos fazem essas coisas!"
E o ponderado discípulo de Buda retrucou: "Engano de vocês. Quase ninguém faz isso. Quando as pessoas dormem pensam sem cessar, estão dispersas no sono. Quando comem, estão distraídas, falando mil coisas. Quando andam, estão desatentas e qualquer ocorrência lhes rouba a atenção. Mas, quando meu mestre dorme, ele apenas dorme: somente o sono existe naquele momento, nada mais. E quando sente fome, ele apenas come. Ele sempre está no lugar onde deve estar, ou seja, jamais é arrebatado pelos fatos ou acontecimentos que se foram e pelos que hão de vir; vive sempre no momento presente". 148 Hammed – um modo de entender – uma nova forma de viver

sábado, 18 de setembro de 2010

Autoimagem

Antes de a criança compreender as palavras ela registra impressões generalizadas sobre si mesma como o carinho, a impaciência, o contato ou a falta dele, etc. Assim a criança vai se descobrindo e percebendo o outro. Logo depois, mais amadurecida, nota as mensagens com palavras referentes a ela: “você é inteligente, mamãe te ama, tenha confiança...”, reforçando a sua importância como ser existente; outros pais passam mensagens de desqualificação e do amor condicional: “seu burro, você não faz nada direito”, “se você se sujar mamãe não gosta de você”.  Os pais mais cruéis/infantis aterrorizam os filhos: “seu imundo, não sabe comer!”, “cala a boca seu desgraçado!” Em todos os casos os pais estão esboçando a imagem que a criança vai ter de si mesma que, de alguma forma, vai servir de roteiro em sua vida. A criança vai introjetando essas mensagens como qualidades pessoais: sou inteligente (adequado para a vida) – sou burro (inadequado para a vida). Com mais idade, a criança toma mais contato com a sua autoimagem, podendo reforçá-la ou revisá-la e atualizá-la – é o que se espera de cada pessoa. Ninguém precisa carregar uma imagem distorcida de si própria a vida toda.
A autoimagem da vida atual pode ser afetada pela imagem que a pessoa traz de si de uma existência passada, gerando conflito na personalidade presente. Por exemplo, as pessoas elogiam a criança ou o adulto, reconhecendo suas aptidões evidentes, no entanto, ela sente vergonha ou raiva do elogio, porque por dentro ela “sabe/sente” que não tem valor, acha que é uma simulação. Outro exemplo é a pessoa que é tratada com desdém, desqualificada, mas por dentro ela se sente superior aos outros, porque sobrevém do seu inconsciente a personalidade equilibrada ou poderosa que foi no passado. Alguém poderia alegar que ela se sente importante por dentro para compensar sua “insignificância” atual. E quem pode afirmar que essa compensação não é a manifestação de sua personalidade arrogante do passado?
Qual é a imagem que você tem si mesmo? É um projeto dos outros? É uma elaboração pessoal?

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Repensando a autoestima

Por mais que se saiba que o mais importante é a essência do indivíduo, a sociedade de consumo impõe os valores materialistas que avalia as pessoas pelo que elas têm, suas posses sinalizam sua vitória ou fracasso. Assim a pessoa se aliena de si mesma não tomando contato com sua essência, com sua singularidade, ela busca se padronizar, seguir os modelos elegidos como bem-sucedidos.
Quantos pais discursam que amam seus filhos igualmente, mas mostram mais satisfação com aquele que tira as notas melhores, ou com o filho que obteve mais sucesso na profissão? Como equacionar: Amor X Sucesso X Fracasso? É gratificante ver o filho alcançar seus objetivos, se realizar, contudo aquele que não conseguiu chegar lá perdeu a qualidade de filho? O que pesa na avaliação dos pais a qualidade de filho ou de sucesso?
Na área profissional a pessoa é avaliada pelo seu conhecimento técnico e pelos seus talentos, transformados em resultados para a empresa.
Nos bate-papos com os parentes e amigos, a curiosidade em saber do sucesso ou insucesso do outro é medido pelos seus bens: casa própria, carro, viagens, formação, vestimenta...
Essa ditadura do “ter”, do consumo, leva a sociedade a avaliar seus cidadãos pelo que eles têm, classificando-os de bem-sucedidos, mal sucedidos, bem formado, ignorante, etc. A autoestima fica atrelada a esse ditame. Não é um predicado do ser, sua inerência, mas um subproduto do seu “fazer”.
Precisamos rever nossa conceituação de autoestima, ela não deve ser exclusividade das conquistas passageiras do ego, que podem servir de incentivo, mas deve levar em conta o “Ser”, a centelha divina que somos. Como leciona Hammed: “A providência primeira e essencial, para que possamos nos curar do sentimento de baixa estima ou inferioridade, é a convicção na imortalidade das almas e na pluralidade das existências, somada à crença de que somos seres espirituais criados plenos e completos, vivendo uma experiência humana com o objetivo de nos conscientizarmos dessa nossa plenitude inata.” as dores da alma


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Dica terapêutica

Os neuróticos não podem ver claramente suas necessidades e tampouco podem distinguir de forma apropriada entre eles e o resto do mundo. São incapazes de encontrar e manter um equilíbrio adequado entre eles próprios e o resto do mundo. Fritz Perls

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Medo


Palestra realizada no Grupo Auta de Souza em 12/06/10

O medo é uma reação proporcional ao perigo que a pessoa tem de enfrentar – o perigo é manifesto e objetivo, ao passo que a ansiedade é uma reação desproporcional ao perigo, ou até mesmo uma reação ante um perigo imaginário – o perigo é oculto e subjetivo. 26 A Personalidade Neurótica de Nosso Tempo

O medo é uma forma de lidar com o perigo
Ele nos torna atentos ou nos faz fugir
É a reação adequada ao perigo

Diferentes manifestações do medo
o    medo:

  • o    da morte
  • o    do desconhecido
  • o    do escuro
  • o    de multidões


No livro Nosso Lar Narcisa informa que eles tem curso contra o medo:
Há uma elevada porcentagem de existências humanas estranguladas simplesmente pelas vibrações destrutivas do terror, que é tão contagioso como qualquer moléstia de perigosa propagação.
Classificamos o medo como dos piores inimigos da criatura, por alojar-se na cidadela da alma, atacando as forças mais profundas.
Observando-me a estranheza, continuou:
A calma é garantia do êxito. Mais tarde, compreenderá tais imperativos de serviço.



Baseado no livro: Conflitos Existenciais de Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis

Erros

  • o    praticados na fase inicial de conquista da razão
  • o    por conta do despertar da consciência
  • o    ressurgem dos arquivos profundos e reaparecem na personalidade


Culpa

A culpa sempre se insculpe no inconsciente como um necessidade de punição, através de cujo mecanismo o ego se liberta do delito. O despertar do espírito


  • o    no inconsciente responde por inúmeros desequilíbrios
  • o    tem vários desdobramentos
  • o    induz ao medo
  • o    é um medo absurdo que se transforma em transtorno (desordem) de comportamento
  • o    agravado pela aceitação da pessoa que o aumenta em face da insegurança pessoal
o    

  • o    quando o medo é assinalado pela timidez
  • o    leva a alienação social
  • o    ruminando pensamentos pessimistas em relação a si


É natural o medo ante situações novas, com possibilidade de insucesso
Gera ansiedade, incerteza

Quando o medo extrapola

  • o    gerando situações conflitivas
  • o    dando largas à imaginação atormentada
  • o    instala-se o transtorno fóbico

Fatores endógenos

  • o    comportamentos infelizes de reencarnação passada
  • o    instala no inconsciente as matrizes do receio de ser identificado
  • o    descoberto como autor dos danos produzidos noutrem e procurou ignorar
  • o    .exemplo:
  • o    obsessão espiritual – como conseqüência dos atos inditosos

Fatores exógenos

  • o    educação familial
  • o    relacionamentos familiares
  • o    desrespeito pela identidade infantil
o    narrativas apavorantes

Noticiário da mídia

Obsessão espiritual

  • o    indução telepática do perseguidor
  • o    experimenta o desconforto que se deriva do medo que lhe é infligido


A mente indisciplinada e invigilante, não se habilitando a planificações (ter planos) profundas e de alto significado em torno de ideais de beleza, do conhecimento, da religião, da investigação científica, da solidariedade humana, tende a cultivar os medos que se lhe transformam em verdadeira paisagem de apresentação masoquista.

Perdem-se as excelentes oportunidades de viver-se integralmente o momento existencial com as suas dádivas – receando o que possa acontecer no futuro


Erradicação do Medo

A coragem de manter contato com os próprios medos é recurso terapêutico

A vitória de qualquer conflito resulta de esforços ingentes e contínuos que o indivíduo se propõe com decisão e coragem

A grande terapia para todos os tipos de medo é a do amor.
O amor a si mesmo, ao seu próximo e a Deus.

Quando ama, o ser enriquece-se de coragem...

Assumindo a atitude de amor constata-se que ele é o grande eliminador de qualquer expressão de receio e inquietação, porque oferece resistência moral para os enfrentamentos...

Mesmo em referência aos automatismos fisiológicos e psicológicos, que aparentemente independem da vontade, esta (o amor) exerce tal predomínio na organização celular, que bem-direcionada pode gerar novos condicionamentos, sobre os quais se podem estruturar hábitos de saúde e bem-estar. 54

Obsessão
Quando o medo é gerado pela obsessão, a oração-terapia gera um clima psíquico tão elevado que o opositor perde o contato com a vítima em face de esta erguer-se em superior onda vibratória, na qual não consegue ser alcançada pelo perseguidor

Toda vez que se equivoque, ao invés de uma reação de raiva pelo erro, permita-se a compaixão como direito que se tem pelo erro cometido, considerando-se o estágio de humanidade em que se encontra e age.