sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Perfume pessoal


O perfume é algo agradável aos nossos sentidos, deixa marcas que nos faz viajar, lembrar de pessoas, lugares, épocas... Traz um sentimento gostoso, reflete na autoimagem e na autoconfiança.
O que pensar de uma pessoa que exala um perfume pessoal agradável, inesquecível? É o que conta Adelino da Silveira no livro “Chico, de Francisco”, quando o Chico esteve em sua casa. Para contextualizar o acontecido, transcrevo um trecho do livro:

Era uma Terça-Feira de Carnaval. Ele (Chico) chegou à tarde.
Após hora e meia de conversa, foi banhar-se. Distraí-me, palestrando com os demais. Quando vi, a porta do banheiro estava aberta. Era a minha vez. Entrei, e fui encontrá-lo de joelho enxugando o piso com um pano velho.
-Chico..., exclamei!
-Preciso deixar tudo em ordem para não dar trabalho à Benedita (minha mãe).
Fato que não me sai da mente também é que quando entrei no banheiro, um indefinível perfume estava no ar. A impressão que tinha era que havia quebrado uma jarra desse perfume.
O quarto em que dormiu conservou-se assim por três dias.

As pessoas que visitavam o Chico em sua cidade, diziam da grande emoção e bem-estar que sentiam diante de sua presença. O que é isso, efeito físico promovido pelos benfeitores? Isso é possível, mas não fariam o tempo todo. Penso que são suas energias carregadas de seus pensamento, sentimentos e atos elevados. Como sabemos os pensamentos se compõem de imagens, de sentimentos e de energia. Conforme o teor dos pensamentos e da conversação haverá a emissão correspondente, num degrade que vai do perturbador ao sublime. André Luiz no livro Os Mensageiros fala do “sopro curador”, que é a habilidade que algumas pessoas desenvolveram para curar através do sopro. Para desenvolver esta habilidade, informa o benfeitor Alfredo no livro citado, é imprescindível que o ho­mem tenha o estômago sadio, a boca habituada a falar o bem, com abstenção do mal, e a mente reta, interessada em auxiliar.
Diante do exposto, reflita como é o mundo interior e, por conseguinte, os pensamentos e palavras da pessoa que reclama o tempo todo, que fala palavrões, que xinga por qualquer motivo! Certamente é tóxica, deprimente, pessimista causando ao seu portador e ao seu receptor dores de cabeça, indisposições, irritação, desconfiança...
O que exalamos?

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Autorrealizção


Você sabe o que é uma pessoa autorrealizada? Segundo o psicólogo Abraham Maslow é a pessoa que faz pleno uso de seus talentos, capacidades e potenciais.
Você acredita em si mesmo? Reconhece suas capacidades? Considera que possui potenciais aguardando para eclodir?
O uso pleno de suas faculdades tornaria sua vida diferente? Você investe mais em sua fraqueza e subestima ou em seus talentos? O que você escolhe fazer? Você aguarda alguma autorização para exercitar sua riqueza interior com ética e sabedoria?
Ainda segundo Maslow, a característica das pessoas autorrealizadas são:

1. percepção mais eficiente da realidade e relações mais confortáveis com ela
2. aceitação (de si mesmo, dos outros, da natureza)
3. espontaneidade; simplicidade; naturalidade
4. centralização nos problemas (em oposição à centralização no ego)
5. qualidade de desapego; necessidade de privacidade
6. autonomia; independência de cultura e ambiente
7. constante frescor de apreciação
8. experiências místicas e culminantes
9. Gemeinschaftsgeftlhl (sentimento de afinidade com os outros)
10. relações interpessoais mais íntimas e profundas
11. estrutura de caráter democrática
12. discriminação entre meios e fins, entre bem e mal
13. senso de humor filosófico, sem hostilidade
14. criatividade autorrealizadora
15. resistência à aculturação; transcendência a qualquer cultura particular.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Conteúdos Superiores


Na mensagem “Anencefalia” de Joanna de Ângelis, constante neste blog, a benfeitora fala algo em determinado trecho da missiva que achei surpreendente para o conhecimento psicológico. A referida citação é a seguinte: Desequipado (o ser humano) de conteúdos superiores que proporcionam a autoconfiança, o otimismo, a esperança... Este é o trecho que quero discorrer, implícita ou explicitamente, tem informações preciosas para compreender as qualidades humanas.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

As múltiplas faces da ansiedade


Transtorno do pânico
 Medo intenso e repentino, sem razão aparente. O indivíduo é tomado por uma enorme ansiedade e sintomas físicos como taquicardia, calafrios, boca seca, dilatação da pupila etc.  O ataque de pânico dura de 20 a 40 minutos. A sensação é de morte iminente. Quem passa por crises de pânico acaba desenvolvendo o "medo de ter medo".

Transtorno de ansiedade social
 Também conhecido como fobia social ou timidez patológica. Devido a ansiedade excessiva e persistente, as pessoas evitam a todo custo estar no centro das atenções, pois temem ser avaliados e julgados negativamente. Com o tempo, sua vida social, afetiva e profissional torna-se extremamente reduzida.

Fobias específicas
 Medo exacerbado e infundado em relação a certos objetos, animais ou situações. As mais comuns são o medo de avião, elevador, chuvas e trovoadas, altura, insetos, aves e dentista. Muitos pacientes acabam sofrendo grandes limitações em sua vida cotidiana.

Transtorno do stress pós-traumático
 Caracterizado por ideias intrusivas e recorrentes relativas a um evento traumático, sendo muito comum em pessoas que passaram por acidentes graves, catástrofes naturais e sequestro. Pode levar a um quadro de depressão, embotamento emocional, sensação de vida abreviada e incapacidade de vivenciar o prazer.

Transtorno de ansiedade generalizada

Sensação perseguidora de medo e insegurança. As pessoas preocupam-se demais até com os eventos mais corriqueiros. São impacientes, aceleradas e vivem com a sensação de que alguma coisa ruim vai acontecer a qualquer momento. Sofrem de insônia, irritabilidade e, sem tratamento, com o tempo desenvolvem outros transtornos de ansiedade.

Transtorno obsessivo-compulsivo
 Caracteriza-se por ansiedade acompanhada de pensamentos negativos, intrusivos e recorrentes (obsessões). Na tentativa de aliviar a ansiedade o indivíduo lança mão de atitudes repetitivas (compulsões) em forma de ritual. Banhos excessivos e demorados são comuns, bem como contar os degraus das escadas.

Revista Mente & Cérebro n. 171 – 04/2007

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Existência Ampliada


O psicólogo junguiano James Hollis diz que Uma existência ampliada é o que somos chamados a trazer a este mundo; nossa missão é contribuir com nossa sociedade e nossas famílias, e partilhar com os outros. Sua sugestão é bem diferente da mesmice e da massificação que muita gente prefere: seguir a correnteza! Para isso não precisa muito esforço e ainda tem o aval da maioria. No entanto, a onde se pretende chegar? Existe uma meta? Ou se anda em círculo?
No meu entendimento atual, existência ampliada pode ser:


*     superação de hábitos nocivos
*     mudar de reativo para proativo
*     educar a impulsividade e treinar o discernimento
*     vencer a grosseria e se tornar simpático
*     sair da toca e se tornar sociável
*     derrotar o pessimismo doentio e adotar o otimismo saudável
*     afastar-se da dependência e caminhar para a interdependência
*     compreender que a vida é maior do que as provas – não confundir meios com os fins
*     ultrapassar o individualismo egoísta e praticar a solidariedade fraterna
*     libertar-se da fantasia do materialismo e conquistar a convicção da imortalidade


A existência ampliada é ir além da socialização alienante que mede o valor das pessoas pela beleza, pelo dinheiro, pelo poder, etc., como se fossem mercadorias com tempo de validade. Vamos pegar o melhor da sociedade, o legado dos grandes luminares que deixaram seus esforços e achados em forma de ciência, arte, filosofia, conduta moral... Por nossa vez, vamos dar o melhor aos nossos amigos, familiares e à sociedade nos tornando homens novos:


*     altruístas
*     autênticos
*     autoconfiantes
*     autoestima elevada
*     autoimagem coerente
*     éticos
*     honestos
*     otimistas
*     solidários


Rompendo com o homem velho:

*     dissimulado
*     egocêntrico
*     egoísta
*     inseguro
*     medroso
*     neurótico
*     rabugento
*     vítima


Você está disposto a escolher a vida ampliada ou vai seguir a opção dos outros?

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Anencefalia


Vivemos num mundo ordenado onde vige a Lei Divina, conforme define O Livro dos Espíritos na pergunta 614:

-O que se deve entender por lei natural?
Resposta: A lei natural é a lei de Deus; é a única necessária à felicidade do homem; ela lhe indica o que ele deve fazer ou não fazer, e ele só se torna infeliz porque dela se afasta.

Uma vez compreendido que existem Leis que regem nossa evolução, não estamos a matroca esperando a sorte ou o azar dar as cartas. Nossa imaturidade ou maturidade, nossas escolhas ou fugas, nossos erros e acertos vão gerando consequências que reverberam em nossas vidas. A questão da anencefalia tão discutida ultimamente, também é o reflexo de atitudes anteriores.
Para melhor elucidar essa questão, Joanna de Ângelis psicografou uma mensagem através de Divaldo P. Franco em 11/04/12:

Nada no Universo ocorre como fenômeno caótico, resultado de alguma desordem que nele predomine. O que parece casual, destrutivo, é sempre efeito de uma programação transcendente, que objetiva a ordem, a harmonia.
De igual maneira, nos destinos humanos sempre vige a Lei de Causa e Efeito, como responsável legítima por todas as ocorrências, por mais diversificadas se apresentem.
O Espírito progride através das experiências que lhe facultam desenvolver o conhecimento intelectual enquanto lapida as impurezas morais primitivas, transformando-as em emoções relevantes e libertadoras.
Agindo sob o impacto das tendências que nele jazem, fruto que são de vivências anteriores, elabora, inconscientemente, o programa a que se deve submeter na sucessão do tempo futuro.
Harmonia emocional, equilíbrio mental, saúde orgânica ou o seu inverso, em forma de transtornos de vária denominação, fazem-se ocorrência natural dessa elaborada e transata proposta evolutiva.
Todos experimentam, inevitavelmente, as consequências dos seus pensamentos, que são responsáveis pelas suas manifestações verbais e realizações exteriores.
Sentindo, intimamente, a presença de Deus, a convivência social e as imposições educacionais, criam condicionamentos que, infelizmente, em incontáveis indivíduos dão lugar às dúvidas atrozes em torno da sua origem espiritual, da sua imortalidade.
Mesmo quando se vincula a alguma doutrina religiosa, com as exceções compreensíveis, o comportamento moral permanece materialista, utilitarista, atado às paixões defluentes do egotismo.
Não fosse assim, e decerto, muitos benefícios adviriam da convicção espiritual, que sempre define as condutas saudáveis, por constituírem motivos de elevação, defluentes do dever e da razão.
Na falta desse equilíbrio, adota-se atitude de rebeldia, quando não se encontra satisfeito com a sucessão dos acontecimentos tidos como frustrantes, perturbadores, infelizes...
Desequipado de conteúdos superiores que proporcionam a autoconfiança, o otimismo, a esperança, essa revolta, estimulada pelo primarismo que ainda jaz no ser, trabalhando em favor do egoísmo, sempre transfere a responsabilidade dos sofrimentos, dos insucessos momentâneos aos outros, às circunstâncias ditas aziagas, que consideram injustas e, dominados pelo desespero fogem através de mecanismos derrotistas e infelizes que mais o degrada, entre os quais o nefando suicídio.
Na imensa gama de instrumentos utilizados para o autocídio, o que é praticado por armas de fogo ou mediante quedas espetaculares de edifícios, de abismos, desarticula o cérebro físico e praticamente o aniquila...
Não ficariam aí, porém, os danos perpetrados, alcançando os delicados tecidos do corpo perispiritual, que se encarregará de compor os futuros aparelhos materiais para o prosseguimento da jornada de evolução.
*   *   *
É inevitável o renascimento daquele que assim buscou a extinção da vida, portando degenerescências físicas e mentais, particularmente a anencefalia.
Muitos desses assim considerados, no entanto, não são totalmente destituídos do órgão cerebral.
Há, desse modo, anencéfalos e anencéfalos.
Expressivo número de anencéfalos preserva o cérebro primitivo ou reptiliano, o diencéfalo e as raízes do núcleo neural que se vincula ao sistema nervoso central…
Necessitam viver no corpo, mesmo que a fatalidade da morte após o renascimento, reconduza-os ao mundo espiritual.
Interromper-lhes o desenvolvimento no útero materno é crime hediondo em relação à vida. Têm vida sim, embora em padrões diferentes dos considerados normais pelo conhecimento genético atual...
Não se tratam de coisas conduzidas interiormente pela mulher, mas de filhos, que não puderam concluir a formação orgânica total, pois que são resultado da concepção, da união do espermatozoide com o óvulo.
Faltou na gestante o ácido fólico, que se tornou responsável pela ocorrência terrível.
Sucede, porém, que a genitora igualmente não é vítima de injustiça divina ou da espúria Lei do Acaso, pois que foi corresponsável pelo suicídio daquele Espírito que agora a busca para juntos conseguirem o inadiável processo de reparação do crime, de recuperação da paz e do equilíbrio antes destruído.
Quando as legislações desvairam e descriminam o aborto do anencéfalo, facilitando a sua aplicação, a sociedade caminha, a passos largos, para a legitimação de todas as formas cruéis de abortamento.
... E quando a Humanidade mata o feto, prepara-se para outros hediondos crimes que a cultura, a ética e a civilização já deveriam haver eliminado no vasto processo de crescimento intelecto-moral.
Todos os recentes governos ditatoriais e arbitrários iniciaram as suas dominações extravagantes e terríveis, tornando o aborto legal e culminando, na sucessão do tempo, com os campos de extermínio de vidas sob o açodar dos mórbidos preconceitos de raça, de etnia, de religião, de política, de sociedade...
A morbidez atinge, desse modo, o clímax, quando a vida é desvalorizada e o ser humano torna-se descartável.
As loucuras eugênicas, em busca de seres humanos perfeitos, respondem por crueldades inimagináveis, desde as crianças que eram assassinadas quando nasciam com qualquer tipo de imperfeição, não servindo para as guerras, na cultura espartana, como as que ainda são atiradas aos rios, por portarem deficiências, para morrer por afogamento, em algumas tribos primitivas.
Qual, porém, a diferença entre a atitude da civilização grega e o primarismo selvagem desses clãs e a moderna conduta em relação ao anencéfalo?
O processo de evolução, no entanto, é inevitável, e os criminosos legais de hoje, recomeçarão, no futuro, em novas experiências reencarnacionistas, sofrendo a frieza do comportamento, aprendendo através do sofrimento a respeitar a vida…
*   *   *
Compadece-te e ama o filhinho que se encontra no teu ventre, suplicando-te sem palavras a oportunidade de redimir-se.
Considera que se ele houvesse nascido bem formado e normal, apresentando depois algum problema de idiotia, de hebefrenia, de degenerescência, perdendo as funções intelectivas, motoras ou de outra natureza, como acontece amiúde, se também o matarias.
Se exercitares o aborto do anencéfalo hoje, amanhã pedirás também a eliminação legal do filhinho limitado, poupando-te o sofrimento como se alega no caso da anencefalia.
Aprende a viver dignamente agora, para que o teu seja um amanhã de bênçãos e de felicidade.

Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica de 11 de abril de 2012, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.
Em 14.04.2012.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Você sabe o que foi na vida passada?


Ainda não temos acesso às recordações de vidas passadas por não sabermos lidar com determinadas recordações - não suportamos rever alguns lances sem entrar em desequilíbrio. Pessoas mais maduras tem retrocognições úteis, utilizando-as para melhorar. As vezes somos invadidos por lembranças diluídas que nos desconcertam, imaginem se viessem todos os detalhes! Tudo indica que em casos mais graves de transtornos mentais, porções maiores de lembranças invadem o consciente.

Precisar o que fomos na vida passada, ainda não é possível, mas dá para ter uma ideia. No livro Temas da Vida e da Morte p. 20, Manoel P. de Miranda diz que “As impressões mais fortes das experiências passadas fixam-se no corpo em formação, através de deficiências físicas ou psíquicas, saúde e inteligência, de acordo com o tipo de comportamento que caracteriza o estado evolutivo do Espírito.” Como vimos nosso corpo e nosso estado mental retratam os comportamentos anteriores. Observando nossas características, tendências e aptidões dá para ter uma ideia do que fomos e fizemos. Nosso corpo é saudável ou doente? Somos lúcidos ou confusos? Temos disciplina emocional ou somos descontrolados? Somos apaixonados ou temos aversão a qual profissão? Confiamos ou somos desconfiados na área afetiva? Esses traços dominantes não aparecem de um momento para outro e nem foram estabelecidos na vida atual. E hoje, na vida presente, como somos? Somos desleixados, massificados, seguindo a correnteza sem objetivos? Ou somos atentos à nossa vida, temos uma meta? Você tem a impressão que precisa fazer alguma coisa?
Nossa vida atual é um esboço da próxima vida.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Repensando a autoestima


Por mais que se saiba que o mais importante é a essência do indivíduo, a sociedade de consumo impõe os valores materialistas que avalia as pessoas pelo que elas têm, suas posses sinalizam sua vitória ou fracasso. Assim a pessoa se aliena de si mesma não tomando contato com sua essência, com sua singularidade, ela busca se padronizar, seguir os modelos elegidos como bem-sucedidos.
Quantos pais discursam que amam seus filhos igualmente, mas mostram mais satisfação com aquele que tira as notas melhores, ou com o filho que obteve mais sucesso na profissão? Como equacionar: Amor X Sucesso X Fracasso? É gratificante ver o filho alcançar seus objetivos, se realizar, contudo aquele que não conseguiu chegar lá perdeu a qualidade de filho? O que pesa na avaliação dos pais a qualidade de filho ou de sucesso?
Na área profissional a pessoa é avaliada pelo seu conhecimento técnico e pelos seus talentos, transformados em resultados para a empresa.
Nos bate-papos com os parentes e amigos, a curiosidade em saber do sucesso ou insucesso do outro é medido pelos seus bens: casa própria, carro, viagens, formação, vestimenta...
Essa ditadura do “ter”, do consumo, leva a sociedade a avaliar seus cidadãos pelo que eles têm, classificando-os de bem-sucedidos, mal sucedidos, bem formado, ignorante, etc. A autoestima fica atrelada a esse ditame. Não é um predicado do ser, sua inerência, mas um subproduto do seu “fazer”.
Precisamos rever nossa conceituação de autoestima, ela não deve ser exclusividade das conquistas passageiras do ego, que podem servir de incentivo, mas deve levar em conta o “Ser”, a centelha divina que somos. Como leciona Hammed: “A providência primeira e essencial, para que possamos nos curar do sentimento de baixa estima ou inferioridade, é a convicção na imortalidade das almas e na pluralidade das existências, somada à crença de que somos seres espirituais criados plenos e completos, vivendo uma experiência humana com o objetivo de nos conscientizarmos dessa nossa plenitude inata.” as dores da alma

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Suicídio por Sandra Caodaglio

O suicídio é infração às leis de Deus, considerada uma das mais graves que o ser humano pode praticar diante de seu Criador.
Suicídio Direto: é a destruição violenta do próprio corpo.
Suicídio Indireto: Os excessos ao ingerir álcool, desequilíbrios na alimentação, drogas, esportes de riscos.
Seja qual for a forma de suicídio, o praticante responderá pelo seu gesto segundo o grau de compreensão e evolução, existindo circunstâncias “atenuantes” (doenças mentais, ignorância, obsessões) e “agravantes” (conhecimento das leis de causa e efeito, praticar o ato em sã consciência).

CAUSAS DO SUICÍDIO

  • TRANSTORNOS MENTAIS
Suely Caldas Schubert em seu livro Transtornos Mentais aborda que muitos dos transtornos mentais podem levar ao suicídio (por exemplo, transtornos de ansiedade, personalidade múltipla, depressão, transtorno bipolar, transtornos psicóticos como esquizofrenia, autismo). Ainda esclarece que o espírito traz do passado todo o acervo conquistado. Se em reencarnações anteriores ele foi um suicida, esta idéia poderá reaparecer na reencarnação seguinte, pois este estado mental impregna fortemente o psiquismo da criatura, mas não significa que o espírito venha destinado ao suicídio. A Lei Divina sempre possibilita aos seres humanos o seu crescimento, seu progresso espiritual.

  • OBSESSÃO
Suely diz que o assédio destas entidades só acontece porque trazemos graves dívidas do passado. A nossa inferioridade moral é que dá acesso a essas interferências negativas. A perseguição é executada através de sintonia mental. O objetivo destes perseguidores é levar a sua vítima ao suicídio, pois sabem que as conseqüências deste ato serão de grande sofrimento não apenas após o despertar no plano espiritual, mas também pelas seqüelas físicas que se imprimirão no seu corpo físico na próxima reencarnação.

CONSEQUÊNCIAS DO SUICÍDIO
Nosso corpo não nos pertence! É um empréstimo que recebemos de Deus, e teremos que dar conta do que fizemos com ele no final da nossa reencarnação.
Acreditar que matar seu corpo vai resolver todos os seus problemas é uma visão materialista e imediatista que o levará à sua primeira grande decepção: somos seres eternos, imortais. A vida continua após a morte do corpo físico, e todos os seus problemas não serão resolvidos ao passar pelas portas trágicas do suicídio.
Estamos num planeta de provas e expiações, onde o sofrimento e a dor ainda se faz presente e é necessária para nossa evolução. Encarnamos novamente para vencer os reveses e as decepções que o dia a dia nos faz enfrentar. Não podemos enxergar o suicídio como uma porta de salvação; ele é, sim, o portal para inimagináveis torturas e sofrimentos.
A doutrina espírita muito tem ajudado as pessoas a repensarem sobre o ato suicida, apresentando relatos complexos e profundos sobre a situação em que se encontram as pessoas que cometeram este ato extremo.
Joanna de Ângelis no livro Após a Tempestade também nos fala dessas conseqüências: aqueles que esfacelam o crânio, reencarnam com a idiotia, surdez-mudez, conforme a parte do cérebro afetada; os que tentaram o enforcamento retornam com os processos da paraplegia infantil; os afogados com enfisema pulmonar; tiros no coração, cardiopatias congênitas irreversíveis; os que se utilizam de tóxicos e venenos, sofrem sob o tormento das deformações congênitas, úlceras gástricas e cânceres.
Em Ação e Reação de André Luiz, o Ministro Sânzio diz: ”— Da justiça ninguém fugirá...... logo que oportuno, quando torna a merecer o prêmio de um corpo carnal na Esfera Hu­mana, dentre as provas que repetirá, naturalmente se inclui a extrema tentação ao suicídio na idade precisa em que abandonou a posição de trabalho que lhe cabia, porque as imagens destrutivas, que arquivou em sua mente, se desdobrarão, diante dele, através do fenômeno a que podemos chamar circunstâncias reflexas, dando azo a recônditos desequilíbrios emocionais que o situarão, logicamente, em contacto com as forças desequili­bradas que se lhe ajustam ao temporário modo de ser. Se esse homem não houver amealhado recursos educa­tivos e renovadores em si mesmo, pela prática da frater­nidade e do estudo, de modo a superar a crise inevitável, muito dificilmente escapará ao suicídio, de novo, porque as tentações, não obstante reforçadas por fora de nós, começam em nós e alimentam-se de nós mesmos”.

Augusto Cury no seu livro O Vendedor de Sonhos escreve:

“- Não pense! Porque, se você pensar, vai perceber que quem se mata comete homicídios múltiplos: mata primeiro a si, e depois, aos poucos, os que ficam. Se pensar, entenderá que a culpa, os erros, as decepções e as desgraças são privilégios de uma vida consciente.... – Você já se sentenciou? Você sabia que o suicídio é a condenação mais injusta? Porque quem se mata executa contra si mesmo uma sentença fatal sem ao menos se dar o direito de defesa. Por que se autocondena sem se defender? Por que não se dá o direito de argumentar com seus fantasmas, encarar suas perdas e lutar contra suas idéias pessimistas? É mais fácil dizer que não vale a pena viver...”

PREVENÇÃO DO SUICÍDIO

No capitulo V do Evangelho Segundo o Espiritismo fica claro que o suicídio não trará a solução para os nossos problemas, e que a resignação e aceitação nos trarão um futuro melhor. Nós temos o livre-arbítrio e podemos atuar com uma conduta moral elevada, quitando nossos débitos de outra forma.
Trabalhar no bem, se instruir, vivenciar o amor, praticar a caridade, fé no Criador, orar e vigiar, ter uma conduta moral equilibrada, praticar o Evangelho no Lar, são veículos necessários como forma de progresso e reforma íntima.
Através do trabalho, ao tomar contato com a dor do próximo, percebemos que a nossa própria dor não é assim tão grande, e ainda temos a oportunidade de sermos úteis. A  vida física é a oportunidade que temos em nos elevarmos espiritualmente, cujo valor só veremos quando estivermos na dimensão espiritual.
Uma amiga querida me escreveu, num e-mail, que “o futuro não é um lugar onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. O caminho para ele não é encontrado, mas construído, e o ato de fazê-lo muda tanto o realizador quanto o destino”.
Que consigamos construir nosso futuro em alicerces sólidos, construídos na fé e determinação em nos transformar em pessoas melhores, não perdendo a essência do nosso “eu”, lidando saudavelmente com as nossas dores e cicatrizes para que na próxima existência possamos ter dias mais felizes e construtivos. No plano terreno, é normal vivenciarmos algum tipo de sofrimento, seja físico, material, mental ou emocional. Se precisar de ajuda especializada, busque! Não se torne algoz de si mesmo. Interrompa esse círculo vicioso de dor. Só depende de você. Não há tormentos e problemas que durem para sempre. Faça a vida vencer!

BIBLIOGRAFIA:
Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec
O Céu e o Inferno – Capítulo V (Segunda Parte) – Allan Kardec
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
O Problema do Ser, do Destino e da Dor – Léon Denis
Memórias de um Suicida - Yvonne A. Pereira
Ação e Reação – André Luiz
Transtornos Mentais - Suely Caldas Schubert
Após A Tempestade - Joanna de Ângelis
Revista “O Espírita” Dez/2004
O Perispírito e Suas Modelações – Luiz Gonzaga Pinheiro
Um Tratado da Vida – A Morte Súbita da Morte – J. Demétrio Loricchio
O Vendedor de Sonhos – Augusto Cury

sábado, 22 de outubro de 2011

Quem você pensa que é?



Algumas vezes exaltados temos surto de imaturidade e nos tornamos hilários, como por exemplo, soltando afirmação, ou, quem sabe, uma piada como esta: Você sabe com quem está falando? Para responder a indagação do surtado, o filósofo Mario Sergio Cortella faz uma explanação para situá-lo no panorama cósmico.





quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Validação Social


Como podemos desenvolver a assertividade e a autoafirmação se justificamos o que fazemos baseado no que os outros fazem?
Fumar, porque muitas pessoas fumam; beber, porque as pessoas do meu círculo pessoal bebem; trair minha esposa, porque existe uma aceitação social justifica,valida que eu faça o mesmo só porque muitas pessoas o fazem?

Se alguém joga lixo do seu carro na rua, isso me autoriza a fazer o mesmo?
Se algumas pessoas do meu trabalho são desonestas, eu tenho permissão para fazer o mesmo?

Para uma pessoa insegura é confortável justificar sua atitude baseado no consenso social. Se “todo mundo” faz, qual o problema de fazermos também? Isso não é um convite para a ela se infirmar mais ainda em suas decisões? O que nos leva a esse comportamento, a pressão do meio ou a nossa fragilidade? Fazer o que todo mundo faz dilui nossa responsabilidade?
O psicanalista Erich Fromm se posiciona da seguinte forma:

“Supõe-se, ingenuamente, que o fato de a maioria das criaturas compartilhar certas idéias e sentimentos prove a validez dessas idéias e sentimentos.O fato de milhões de criaturas compartilharem os mesmos vícios não os transforma em virtudes, o fato de elas praticarem os mesmos erros não os transforma em verdades e o fato de milhões de criaturas compartilharem a mesma forma de patologia mental não torna essas criaturas mentalmente sadias.”
O caminho da maturidade nos convida a sair das imposições sociais e a decidir individualmente, assumindo nossas escolhas. Tem situações que são difíceis, precisamos de um suporte de alguém, não há nenhum problema em pedir ajuda. Mas, quanto mais aprendermos a escolher e a decidir, mais aperfeiçoaremos o nosso discernimento. Também vamos nos tornando mais assertivos e mais autoafirmativos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Parto de gestante desencarnada


Uma mulher grávida sofre um acidente de carro e desencarna. O que acontece com o feto que está em seu útero, se ele, também, desencarna? O bebê fica preso ao corpo da mãe ou se separam automaticamente?
No livro Painéis da Obsessão, capítulo 16, de Divaldo P. Franco, psicografado pelo espírito Manoel P. de Miranda, tem curso um caso assim.
Depois de um acidente de carro a gestante, desencarnada, foi levada a um hospital espiritual para o devido socorro. Narra Miranda: “Surpreso, vi adentrar-se na sala alguns trabalhadores vinculados à Medicina, que procederam a uma cirurgia cesariana, nos mesmos moldes conforme sucede em qualquer hospital do mundo.
Após o ato, observei que o ser pequenino repousava ao lado da mãezinha que fora transferida para uma enfermaria especial...”
Mais adiante o médico desencarnado, Dr. Lustoza, esclarece: “Em muitos casos de gestantes acidentadas, em avançados meses de gravidez, em que ocorre, também, a desencarnação do feto, é de hábito nosso, quando as circunstâncias assim nos permitem, proceder como se não houvesse sucedido nenhuma interrupção da vida física. Em primeiro lugar, porque o Espírito, em tais ocorrências, quase sempre já se encontra absorvido pelo corpo que foi interpenetrado e modelado pelo perispírito no processo da reencarnação, merecendo ser deslindado por cirurgia mui especial para poupar-lhe choques profundos e aflições várias, o que não se daria se permanecesse atado aos despojos materiais, aguardando a consumpção. É muito penoso este período para o ser reencarnante, que pelo processo da natural diminuição da forma e perda parcial da lucidez, é colhido por um acidente deste porte e não tem crédito para a libertação mais cuidadosa. Quando isto se dá, os envolvidos são, quase sempre, irmãos calcetas, inveterados na sandice e na impiedade que sofrem, a partir de então, demoradamente, as conseqüências das torpezas que os arrojam a esses lôbregos sítios de tormentos demorados...”
Nesta colocação de Miranda, ele fala de duas condições, que eu dividi em azul e verde. Na parte azul, ele fala da mãe e do bebê que merecem ajuda e, portanto, são auxiliados na separação através de técnicos espirituais especializados. Como mostrei no começo do artigo, a mãe passa por uma gestação e parto como na Terra. No segundo caso, em que a mãe e o filho não são auxiliados, como descrito na parte verde, isso se dá por conta dos comportamentos deles que levam a isso.

Por fim, fica a curiosidade, o bebê na vida espiritual se torna adulto imediatamente? O benfeitor responde: “...o pequenino se desenvolverá como se a reencarnação se houvera completado, crescendo normalmente, participando das atividades compatíveis aos seus vários períodos em Institutos próprios...”
Acredito que esta situação de crescimento natural do bebê até se tornar adulto, depende do nível evolutivo do espírito. Um espírito mais evoluído toma a forma que mais lhe agrada, porque ele já possui autodomínio.

sábado, 8 de outubro de 2011

Somos frutos do passado?


"...quase todo neurótico gosta demais de ficar preso a seus sofrimentos passados, remoendo suas recordações cheio de autocompaixão. Muitas vezes sua neurose consiste no fato de estar preso ao seu passado e querer justificar tudo pelo que ocorreu no seu passado." 

Será que tudo que ocorre no presente derivou do passado? Se assim fosse, o presente não seria apenas repetição do passado?
Vamos imaginar que uma pessoa tenha sentimento de inferioridade porque repetidas vezes foi humilhada na infância. Foi a experiência do passado que formou o sentimento de inferioridade ou a atitude da pessoa ficar remoendo o passado, a ocorrência vexatória, como diz Jung, que propiciou?
Nossa vida presente é irrealizada porque as marcas do passado obstam nossos desejos ou porque não fazemos o que tem que ser feito?
O passado é um cárcere ou minha vontade é inexpressiva? 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dor Psicológica


Você já teve dor de dente? Provavelmente, sim, não é? Ou, talvez, outras dores como dor de estômago, dor de cabeça e tantas outras. A dor altera nossas idéias, nossas emoções e nossa disposição física. Seria possível com dor de dente latejante você:

 o   meditar?
 o   apreciar um prato de comida de sua predileção?
 o   fazer uma leitura aprazível?
 o   assistir uma palestra?

Tudo que seria aprazível em determinados momentos, ante a dor latejante seria enervante, entediante, enfim, insuportável.
Assim como a dor física dificulta ou impede determinadas atividades, a dor psicológica não é diferente, desencadeia uma série de perturbações.
A dor psicológica tem vários nomes, veja se algum deles é familiar nas suas experiências:

Ø bloqueio
Ø conflito
Ø distúrbio
Ø neurose
Ø transtorno
Ø trauma

Essas dores podem se manifestar por meio de: depressão, solidão, baixa autoestima, insegurança, medo, rejeição, culpa...
As dores psicológicas vão tirar o colorido da vida, a graça de uma diversão, o sabor de uma fruta, por fim, as experiências ficam contaminadas pelo humor perturbado.

Como é o passeio de um depressivo?
O que sente o solitário no meio da multidão?
Qual é a performance da pessoa sem autoestima?
Até onde chega uma pessoa insegura?
O mundo é tranqüilo para o medroso?
Você convence a pessoa rejeitada que a ama?
O culpado consegue esquecer o que fez?

A tolerância as dores físicas têm um limite, você ficaria alguns meses ou anos com dor de dente ou com uma perna fraturada? Provavelmente não! Por que ficamos com uma dor psicológica, como a rejeição, por alguns anos? Por que ficamos com uma “fratura psicológica”, como a depressão, por anos a fio? Por que nos permitimos ficar na fossa ou em recordações doentias por muito tempo? E por que não ficamos ruminando ou lembrando por muito tempo as lembranças gostosas e alegres?
Será que somos muito tolerantes a dor psicológica?