sexta-feira, 18 de maio de 2018
domingo, 13 de maio de 2018
01 Conduta Espírita - Programa Desafios e Soluções exibido em 07/10/16
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sábado, 24 de fevereiro de 2018
Sofrimento sem Diagnóstico
Muitas pessoas fazem um calvário
intérmino nos consultórios médicos e psicológicos, buscando tratamentos para
sofrimentos que nem sempre são diagnosticados. Essas ocorrências são conhecidas
pelos profissionais da saúde. É desconcertante escutar do especialista que o paciente
não tem nenhuma doença, e este alegar que sofre.
A ciência ainda não alcança o
Espírito imortal, multiexistencial; não conhece o períspirito; nem atina que
nossa sociedade física interage com
sociedade extrafísica, relação esta que reflete no comportamento pessoal
e social. A relação entre o mundo físico e o extrafísico se dá por meio da
faculdade humana chamada mediunidade, definida por Allan Kardec da seguinte
forma: “Toda pessoa que sente a influência dos Espíritos, em qualquer grau de
intensidade, é médium. Essa faculdade é inerente ao homem.”1
Uma pessoa não é consequente,
exclusivamente, da genética e do ambiente. É originário de uma longa trajetória
evolutiva transitada em todas as culturas, etnias, gênero e diversos papéis
socias... A personalidade de hoje é a síntese dessa história multimilenar.
As conquistas e desacertos das
vidas anteriores refletem na personalidade atual, através de qualidades,
culpas, conflitos pessoais e interpessoais. Determinados transtornos são
heranças de erros passados. Inimigos “gratuitos” que nos perseguem sem causa
atual, são desafetos do passado.
Essas heranças do pretérito são, muita vez, os tormentos atuais ocultos.
No livro Reencontro com a Vida, o
espírito Manoel P. de Miranda lista algumas enfermidades não alcançadas no
exame médico e esclarece o porquê. Diz ele: “Muitas enfermidades de diagnose
difícil, pela variedade da sintomatologia, têm suas raízes em distúrbios da
mediunidade de prova, isto é, aquela que se manifesta com a finalidade de
convidar o espírito a resgates aflitivos de comportamentos perversos ou
doentios mantidos em existências passadas.”2 A seguir o benfeitor
relaciona as enfermidades físicas e psicológicas:
Área física: “dores no
corpo, sem causa orgânica; cefalalgia periódica, sem razão biológica; problemas
do sono – insônia, pesadelos, pavores noturnos com sudorese –; taquicardias,
sem motivo justo; colapso periférico sem nenhuma disfunção circulatória,
constituindo todos eles ou apenas alguns, perturbações defluentes de
mediunidade em surgimento e com sintonia desequilibrada. ” idem
Área psicológica: “ansiedade, fobias variadas, perturbações emocionais,
inquietação íntima, pessimismo, desconfianças generalizadas, sensações de
presenças imateriais — sombras e vultos, vozes e toques — que surgem
inesperadamente, tanto quanto desaparecem sem qualquer medicação, representando
distúrbios mediúnicos inconscientes, que decorrem da captação de ondas mentais
e vibrações que sincronizam com o perispírito do enfermo, procedentes de
entidades sofredoras ou vingadoras, atraídas pela necessidade de refazimento
dos conflitos em que ambos — encarnado e desencarnado — se viram envolvidos.”
idem
Observe se você sofre padecimentos
não detectados pelos profissionais de saúde, faça uma leitura de tal situação à
luz do Espiritismo que elucida: “Coisa alguma acontece fora das Leis Cósmicas e
das necessidades de evolução.” Portanto, veja como indicativo de equívocos do
passado que pede reparação por meio da prática do amor. Praticar o amor é
acordar para a vida!
Referências:
1. Kardec, A. O Livro dos Médiuns.
Tradução J. H. Pires. Lake. cap. 14, item 159. 1991
2. Miranda, M. P. de., espírito.
Reencontro com a Vida, página 70. Divaldo P. Franco, médium. Editora Leal. 2006
3. Angelis, J., espírito.
Diretrizes para o Êxito, página 89. Divaldo. P. Franco, médium. Editora Leal.
2004.
Mario Mas
E-mail mariomas@uol.com.br
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terça-feira, 1 de agosto de 2017
Vontade
A academia da
vida dia a dia treina nossas capacidades em situações que parecem sem
importância, como conversar com alguém, cultivar a amizade, realizar um curso,
fazer um passeio, trabalhar, dar e receber afeto, dizer sim ou não, persistir.
Assim, as qualidades internas vão se posicionando: desejo, inteligência,
imaginação, memória. O gigante deste time á a vontade!
“Comparemos a
mente humana — espelho vivo da consciência lúcida — a um grande escritório,
subdividido em diversas seções de serviço.
Aí possuímos o
Departamento do Desejo, em que operam os propósitos e as aspirações,
acalentando o estimulo ao trabalho; o Departamento da Inteligência, dilatando
os patrimônios da evolução e da cultura; o Departamento da Imaginação,
amealhando as riquezas do ideal e da sensibilidade; o Departamento da Memória,
arquivando as súmulas da experiência, e outros, ainda, que definem os
investimentos da alma.
Acima de todos
eles, porém, surge o Gabinete da Vontade.
A Vontade é a
gerência esclarecida e vigilante, governando todos os setores da ação mental.
Só a Vontade é
suficientemente forte para sustentar a harmonia do espírito.” Pensamento e Vida
- Emmanuel
segunda-feira, 31 de julho de 2017
Cuidado com as Lembranças Amargas!
Apesar do mal
que faz as lembranças desagradáveis, nos permitimos ficar remoendo-os
indefinidamente. Leia a advertência do Dr. Bezerra de Menezes a um grupo de
recém desencarnados ainda frágeis que estão sendo levados para uma cidade
espiritual:
“Pediu-nos calma
e decisão, silêncio e prece e, sobretudo, lembrou-nos a obrigação de esquecer qualquer falta mais grave do
passado para não cairmos em sintonia com os Espíritos ignorantes,
penitentes ou malfeitores... Competia-nos manter harmonia e serenidade em nós
mesmos...”
“Acentuou que as
reminiscências de crimes transcorridos não deveriam perturbar-nos e que
bastaria sintonizar-nos excessivamente com o pretérito para causarmos sérios
prejuízos a outrem e a nós mesmos, em circunstância delicada quanto aquela.” Livro
Voltei
As lembranças
perturbadoras fazem ressurgir emoções desagradáveis, imagens doentias, energias
tóxicas, além de evocar as pessoas envolvidas na lembrança, encarnados e
desencarnados. E, como alerta o Benfeitor, com tais lembranças entramos em
sintonia com malfeitores desencarnados.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
O futuro já começou
O
ser humano é um Espírito Imortal que evolui através da reencarnação, as vidas
sucessivas. Ao reencarnar o Espírito não é tabula
rasa, ele traz em sua bagagem arquivos de milhares de existências que se
apresentam como capacidades, virtudes, hábitos, valores, inteligência,
tendências, conflitos, equilíbrio, doenças, vocação, talento, dom, destempero que
são seus patrimônios evolutivos que o tipificam. Estas aquisições vão refletir
na formação da nova personalidade como se fossem comportamentos inatos.
Assim
como as conquistas das vidas anteriores contribuíram na formação da
personalidade atual, as características atuais são os ingredientes ou os germes
da existência futura. O mau-caratismo, a irresponsabilidade, o vício, a
intrepidez, a solidariedade, a operosidade, a honestidade cultivados hoje serão
as tendências e as aptidões da futura personalidade.
Há
situações que desestruturam de tal forma a personalidade que o seu futuro já se
desenha dramático como a do homicida cruel e a do suicida que geram
desequilíbrios diversos e inevitáveis nos seus pensamentos, emoções, afetividade
e no corpo. Seguindo outra vertente, o sujeito ético, altruísta, construtivo
está esboçando um futuro de equilíbrio, bem-estar subjetivo, esperança...
Mais
alguns exemplos:
Há
pessoas que acham que estão no mundo para atenderem apenas os seus interesses e
serem servidas - são ego-centradas - o mundo gira ao seu redor. Os outros são apenas
apetrechos, trampolins, objetos para promoverem seus desejos. Não fazem nada
para o próximo. Nessa centralização de seus desejos doentios e insaciáveis,
mais se perturbam, mais querem e nunca se pacificam. Invejam as conquistas
alheias e temem perder o que tem, policiam o tempo todo seus haveres. Uma
pessoa voltada somente para si mesmo é agradável estar junto dela? Como será
seu círculo social no futuro?
Por
outro lado, aqueles que já despertaram, aprenderam a sair do egocentrismo desfrutam
da permuta e do crescimento do contato com o outro. Aprendem a gerar amizade,
simpatia, trocam experiências, afetos. Uma pessoa dessa todos querem por perto.
Ela terá boas amizades no futuro?
Você
leitor, analisando suas tendências e aptidões atuais como será o seu futuro?
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quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Álcool e Sementes
Para lidar com as exigências da vida tais como se
relacionar, trabalhar, estudar, amar, se comunicar precisamos de instrumentos
adequados para realizá-los, que são nossos atributos naturais tais como as
inteligências, as habilidades, as capacidades... E onde estão estes atributos?
Dentro de nós, em nossa mente. Neste reservatório temos tudo o que precisamos e
mais do que imaginamos. Lembre-se que Jesus1 anunciou esta grandeza
interna, ignorada, ao afirmar que “Aquele que crê em mim, as obras que eu faço,
ele também fará, e fará maiores do que estas...”.
De forma figurativa, vamos nomear os atributos como se fossem sementes
portadoras de potencialidades que carregamos em nosso interior. Semente2 é “aquilo que, com o tempo, há de produzir certos efeitos...
germe, origem”. Assim, possuímos as sementes da inteligência, da amizade, da
capacidade profissional, da maternidade, da honestidade... Temos sementes para
todas as demandas da vida, algumas são mais exigidas outras menos dependendo do
programa reencarnatório, dos interesses, dos limites e da relação com a
existência. Uma mulher que se dedica a família e a maternidade vai desenvolver
mais as sementes da maternidade e suas congêneres. Um bancário vai aperfeiçoar
mais as sementes das finanças... Além das sementes mais usadas por causa de
nossas necessidades atuais, podemos germinar outras em áreas diversas da vida
movidos pela curiosidade e pelo prazer em saber.
Algumas pessoas suprimem ou subdesenvolvem
determinadas sementes. Por exemplo, uma mulher quer ter um filho e não consegue
por causa de um impedimento orgânico. Às vezes ela acaba desistindo de seu
desejo e cultiva a agonia ou a revolta. Apesar da frustração, isso não a impede
de exercer a maternidade através da adoção de uma criança, ou cuidando e dando
amor aos carentes do seu entorno.
No caso do alcoolismo, que sementes o indivíduo
deixou de germinar para precisar compensar com a bebida? É baixa autoestima, se
acha desinteressante, se julga inferior, se considera incompetente, é tímida, é
insegura, tem dificuldades de enfrentar situações difíceis? A bebida não muda
para melhor o comportamento dela, ao contrário, estraga! Além disso, traz o mal
estar da ressaca, vexames, o autojulgamento de fracassar ao ter que beber para
enfrentar a vida.
Durante toda a existência o indivíduo precisa se expor,
enfrentar pessoas e situações diversas. Será que sempre dependerá do álcool
para fazer isso? E quando não tiver a bebida por perto, não fará nada?
A bebida acaba com sua saúde física, emocional,
cognitiva e espiritual, afeta seu rendimento nos estudos, no trabalho, na
família, nas amizades. Atraí espíritos alcoólatras que vão sugar suas energias
e levá-lo ao esgotamento e a depressão.
Se você utiliza o álcool para se encorajar, não
vai desenvolver a semente da coragem. Veja mais alguns exemplos:
- Você esta
com baixa autoestima? Desenvolva a semente da autoestima elevada, aprenda
a se respeitar e a se amar.
- Você se acha
desinteressante? Desenvolva a semente dos valores pessoais.
- Você se
julga inferior? Desenvolva a semente de se ver como um ser humano igual
aos outros, descubra suas qualidades.
- Você se
considera incompetente? Desenvolva a semente da competência através de
cursos, especialização, leitura...
- Você se
sente tímido? Desenvolva a semente da boa autoimagem, da assertividade!
Faça teatro, curso de oratória, aprenda a expor suas ideias com ética.
- Você se acha
insegura? Desenvolva a semente da autoconfiança.
- Você se acha
triste? Desenvolva a semente da alegria sendo ético, otimista, se
valorizando.
Não substitua seus potenciais pelo álcool!
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quinta-feira, 25 de agosto de 2016
Descomplicando a Vida
Você já teve dor de dente latejante ou cólica
renal? Quando você está com dor, como fica sua disposição geral? Provavelmente
comprometida, não é? Agora transfira a dor física para o âmbito psicológico, a
tradução da dor na área psicológica é sofrimento, conflito, transtorno, confusão
podemos sintetizá-lo como comportamento neurótico. Portanto, uma pessoa
neurótica está um pouco alterada internamente com sentimentos confusos,
incertezas, medos, etc. Neste estado ela faz uma leitura de sua vida e do seu
entorno consoante sua perturbação, quase tudo vai parecer mais difícil. A
pergunta que se faz é: o que é mais complicado o mundo ou o modo pessoal
de ver a vida? A propósito a psicóloga positiva Barbara L. Fredrickson, no seu
livro Positividade, página 28 afirma: “ao contrário das emoções negativas, que
limitam as ideias sobre ações possíveis, as emoções positivas ampliam o
julgamento sobre elas, abrindo nossa consciência para uma ampla gama de
pensamentos e ações. Por exemplo, a alegria desperta a necessidade de brincar e
ser criativo. O interesse estimula a exploração e o aprendizado, enquanto a
serenidade nos leva a apreciar as circunstâncias e integrá-las a uma nova visão
de nós mesmos e do mundo ao nosso redor.”
Alimentar ressentimento, ódio, indiferença,
provocar os outros, ver o lado negativo da vida é complicar-se bastante,
gerando uma série de tormentos psicológicos, físicos, espirituais e sociais. A
pessoa acaba se auto-obsediando pelas fixações doentias, facilitando a atuação
do obsessor espiritual.
Quando o Espiritismo propõe os bons pensamentos,
as boas leituras, a paciência, o perdão, o amor, etc., não o faz para nos
tornar “bonzinhos”, mas para sermos equilibrados, lúcidos, amistosos,
confiantes, alegres, otimistas, enfim caminhar para o amadurecimento,
descomplicando e facilitando a existência.
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Você é do grupo do Sim ou do Não?
O que se espera de uma pessoa equilibrada e madura
é que seja amistosa, sociável, autêntica, gentil, porque com a maturidade
relativa ela já terá resolvido muitos conflitos pessoais. A pessoa imatura, com
baixa autoestima, sentimento de inferioridade ou de rejeição, se sente
inadequada, desinteressante, e isso a faz sofrer. Uma tentativa de compensar ou
de superar esse sofrimento psíquico é querer agradar ou concordar com todo o mundo.
São aquelas pessoas que quase sempre dizem sim. Essa criatura na maioria das
vezes, a contragosto, quer ser aceita e ser vista como simpática, amistosa,
legal, sorridente, sempre disponível, por vezes passando por cima de seus
valores. O que vai acarretar negar a si mesma para agradar aos demais?
Certamente que algum conflito vai atormentá-la mexendo no seu autoconceito1.
A boa imagem que queria passar para os outros fica prejudicada, alterada,
portanto sem poder agradar, ao contrário transmite a imagem de falsa,
inautêntica, “Maria vai com as outras”.
Não
Na categoria do Não estão às pessoas que
não concordam com nada, contestam tudo ou se negam a dar a sua opinião.
A palavra mais representativa das criaturas que não
concordam com nada é a “contraposição”, cujos sinônimos2 são: “atacar,
objetar, rebater, retorquir, refutar, desmentir, contrariar, contraditar,
rebater, contestar, contradizer, adversar, discutir, opor, disputar.” Parece
que estas pessoas estão brigando e se defendendo o tempo todo, não concordam
com nada, não aceitam coisa nenhuma. O móvel da oposição ou da refutação não é
um posicionamento pertinente, é derivado de tormento pessoal que o marcou como
se achar inferior, ter sofrido rejeitado ou padecido algum trauma.
Diferente desses contestadores radicais tem o
grupo dos que usam o Não para se
omitir, não dão suas opiniões, não sabem de nada, não viram nada, não escutaram
nada enfim não querem confusão. Elas se omitem ou ficam em cima do muro
pensando que são neutras. Parece que assim elas evitam problemas com os outros,
mas a suposta paz é só na aparência porque o seu mundo interno está uma
balburdia.
Sugestão de solução: resolver os conflitos e
desenvolver novas qualidades.
Nota
1. O autoconceito é quem e o que, em nível
consciente ou subconsciente, nós pensamos ser – nossos traços físicos e
psicológicos, nossas qualidades e imperfeições, nossas possibilidade e
limitações, nossas forças e fraquezas. p. 36 Autoestima e Seus Seis Pilares.
Autor: Nathaniel Branden
2. Dicionário de Sinônimos Online –
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quarta-feira, 27 de julho de 2016
quarta-feira, 6 de julho de 2016
terça-feira, 5 de julho de 2016
Eu não pedi para nascer!
O que fazer para agradar uma pessoa ingrata? Nada!
Por que ela está doente e não é capaz de reconhecer qualquer gentileza, agrado,
carinho... Dar-lhe um presente ou carinho provoca uma reação momentânea de
contentamento e em seguida volta ao desagrado. Ela não é agradada com a
qualidade e nem com a quantidade de presentes. As pessoas desprevenidas que a
amam tentam agradá-la dando muitos presentes, e sempre precisa mais, mais...
Como ela é infeliz e não se sacia responsabiliza os outros por sua
infelicidade, acusando-os de não compreendê-la, de não fazer as coisas para ela
com amor.
Os principais alvos de sua revolta e reclamação
são os pais, transferem para eles a responsabilidade pela vida emocional
miserável que levam. Costumam ofendê-los e atacam: eu não pedi para nascer! Vocês me colocaram no mundo, agora
aguenta! Na cabeça deles os pais são obrigados a dar amor, dinheiro, alimento,
roupas, viagens...
Por conta dos seus temperamentos, dos conflitos,
da falta de responsabilidade, do desinteresse dificilmente consegue uma profissão
que lhes agrade. Entra e sai dos empregos sempre acusando a empresa de
explorá-los, de exigir demais deles, etc.
Um caso típico de ingratidão que acompanhei, os
pais compraram uma franquia de café para o filho, ele ficou empolgado, parecia
que ia se encontrar, que as coisas iriam mudar. No começo foi bem, ele tinha um
funcionário em quem jogava tudo em suas costas. Mas tinha um problema, ele
estava lá! Sim, ele, o neurótico ingrato estava lá projetando seus tormentos no
seu trabalho. A onde ele está ele enchia o ambiente de defeitos, reclamações,
desconfianças, provocações... Não demorou para surgir os desentendimentos, a
dificuldade de manter uma rotina, logo as vendas diminuírem e fechou o negócio!
Ele depressa encontrou os culpados pelo insucesso: seus pais! E acusava: “vocês
que me colocaram nesse negócio”, “vocês sabiam que eu não tinha experiência!” “Vocês
queriam se livrar de mim...”.
Se esta pessoa fosse colocada em um suposto
paraíso, onde tudo é perfeito e ele pudesse desfrutar da plena felicidade e da alegria,
iria reclamar dizendo: as pessoas aqui acham graça em tudo, estão sempre sorrindo,
não reclamam de nada, parece que não enxergam a realidade, isso soa falso! A
realidade que ele acredita e que os outros não veem é a sua, subjetiva, ou
seja, seu mundo interno cheio de conflitos, de confusão, de perturbação. Ele
acha que o mundo é assim, porque é o que ele sente internamente.
Tudo que se lhe der é insuficiente: presentes,
dinheiro, emprego, amizades reais, etc. Seu problema é interno, são os seus
conflitos que precisam ser enfrentados. As causas desse desassossego podem ser
as experiências infantis sem afeto ou de muito estresse com brigas e ameaças,
como também reflexos de vidas anteriores.
terça-feira, 28 de junho de 2016
Quando as coisas estão bem, algo ruim vai acontecer?
Você conhece pessoas que ficam preocupadas quando
as coisas estão indo bem, achando que algo ruim vai acontecer? Elas presumem
que existe uma ligação causal entre estar
bem X acontecimento ruim! Então,
para não correr o risco do inconveniente, elas se protegem evitando falar das
coisas boas que estão lhe acontecendo; às vezes não curte o que está ocorrendo;
batem três vezes na madeira; ficam de sobreaviso. Isso dá a ideia de que elas
não merecem ser felizes, que é errado acontecer coisas boas e por isso serão
punidas com algo malfazejo.
Penso, até o momento, que não existe nenhuma
associação entre um acontecimento bom, feliz e uma obrigatória consequência prejudicial.
Por força das energias boas e da afinidade, as coisas boas atraem situações
correlatas, como as ruins atraem seus equivalentes.
Quando algo bom está acontecendo não quer dizer
que coisas desagradáveis não aconteçam na sociedade como doenças, desempregos,
acidentes, guerras... Por exemplo, uma
pessoa avalia que está num bom momento, a maré está em alta para ela, arrumou
um (a) namorado (a), conseguiu uma bolsa de estudo muito desejada, está feliz e
com boas perspectivas. De repente recebe uma notícia indesejada no trabalho:
foi demitida! Uma pessoa supersticiosa faz a ligação entre a boa sorte e o azar
como consequência e conclui: era muito bom para ser verdade! Alguém mais
realista, concluiria que é algo natural. Não é por que esta pessoa está feliz e
esperançosa que não esteja sujeita a demissão ou a um incidente. Portanto, não
foi a felicidade que trouxe a demissão, mas outras questões como sua
competência, o interesse da empresa, o mercado de trabalho, etc.
Acredito que uma pessoa supersticiosa faz uma
mescla de sentimentos: euforia diante da coisa boa e o medo de perder, somado a
sentimentos de desmerecimento e de inadequação. A culpa consciente ou
inconsciente (aquela que vem do passado) faz o indivíduo se julgar culpado,
errado, merecedor de punição.
segunda-feira, 27 de junho de 2016
segunda-feira, 20 de junho de 2016
Personalidade e Papéis
De modo geral um Espírito de evolução mediana
quando reencarna esquece a personalidade anterior, ou seja, a pessoa que foi na
reencarnação anterior e as várias reencarnações que já viveu. O Espírito mais evoluído
tem mais domínio sobre si mesmo podendo lembrar-se de várias vidas. Para
algumas pessoas as lembranças servem de provas ou de expiação, a fim do sujeito
não esquecer os erros passados e se esforçar para acertar. Ainda há pessoas que
as lembranças servem de estímulo no empreendimento evolutivo. Lembrando ou não
do passado, a existência atual é influenciada pelas personalidades que fomos
anteriormente, aparecendo em forma de aptidões, tendências, conflitos, etc.
Ao reencarnar vamos assumindo novos papéis
influenciados pelos papéis anteriores (das vidas passadas). Pense em um
indivíduo que na vida passada foi uma pessoa insociável, vivia do trabalho para
casa, sem amizades, introspectivo... Ele vestiu o papel do “prefiro ficar sozinho
no meu canto, sou mais feliz” e pouco fez para mudar. Na vida presente ele
reencarna em um ambiente afetivo, amistoso, com uma mãe psicóloga,
psicodramatista e um pai que é professor universitário. Como se vê são pais bem
sociáveis, lidam com muitas pessoas, são intelectuais, portanto um ambiente
familiar favorável ao bom desenvolvimento. Apesar de o filho receber estes
estímulos positivos dos pais: afeto, sociabilidade, comunicabilidade,
intelectualidade, prazer em ler, etc., ele não vai conseguir assimilar todo
esse material, filtrando boa parte por falta de possibilidade de perceber e
assimilar. Haverá uma mescla entre a personalidade anterior: sem amizade,
introspectivo, insociável e a personalidade atual criada em um ambiente
amistoso, resultando em uma pessoa que se dá bem em ficar sozinha, mas que
quando está em um grupo participa se relaciona, mas não é o seu forte. Alguém
poderia questionar se esta pessoa ao desencarnar, na vida espiritual não
poderia trabalhar para superar seus conflitos e limites? Sim, é claro que sim,
depende dele se esforçar para melhorar, mas ele o faz?
Os papéis sociais podem enriquecer ou atormentar a
personalidade, veja alguns exemplos:
Papéis positivos
- pai/mãe –
vai aprender a amar, cuidar, prover, educar, doar-se...
- gestor – vai
aprender liderar, trabalhar em grupo, buscar resultados...
- vencedor –
aprende a ir atrás de seus sonhos, é determinado, estudioso...
Papéis negativos
- vítima – só
comigo acontece estas coisas, nada muda na minha vida...
- doente –
vive em função dos medicamentos e dos médicos
- perfeccionista
– tem que ser o melhor, precisa acertar todas...
Tanto os papéis positivos como os negativos podem
atormentar se o indivíduo se identificar com ele, é como se a pessoa ficasse
grudada no papel. Por exemplo, o papel de mãe pode ser nutritivo quando ela dá
amor e coloca limites, ensina e deixa o filho fazer o que está ao seu alcance.
Uma mãe neurótica sobrecarrega o filho de preocupações e atividades, uma mãe
superprotetora não deixa o filho fazer nada, faz tudo por ele.
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segunda-feira, 13 de junho de 2016
Valores e Consumo
Os meios de comunicação oferecem uma enxurrada de
produtos que prometem prazer, sucesso e felicidade, se você não obtê-los é um
fracassado destinado ao sofrimento. Bebidas que garantem alegria e a amizade,
cremes e xampus que eternizam a juventude, roupas que tornam o seu usuário
importante, viagens anti estresse... Tudo ao seu dispor, é só consumir.
Poucas pessoas escutam suas dores e sofrimentos a
fim de cuidarem melhor de si mesmas, ao invés procuram os artifícios sociais
imediatos. Bateu uma tristeza, o shopping é o remédio. A pessoa se sente
inferior, um curso de MBA ou um carro novo resolve. A autoimagem não está a
contento, a mulher pinta os cabelos e o homem deixa a barba crescer, pronto!
Comprar um sapato todo mês, tomar chope quase
todos os dias passa a ser uma necessidade
condicionada que vai dominando o indivíduo e se tornando uma compulsão, que o
domina - agora ele não tem escolha se vê compelido a comprar, comprar... Antes
já comprava sem necessidade, agora com a compulsão compra qualquer coisa que é
desnecessária, desfrutando uma migalha de prazer e um punhado de angústia. Esta
reflexão não é uma condenação às conquistas benéficas da ciência e dos avanços
da cultura que melhora a saúde, as relações sociais, os lazeres, o
conhecimento, o conforto, mas reflete em não transformar “os meios em fins”. A
vida não se resume em consumir, ela é maior do que isso objetiva a evolução
espiritual!
Nesse enredo maluco o indivíduo vai se emaranhando
cada vez mais, os apelos da mídia continuam afirmando que ele vai chegar lá, ou
seja, vai obter prazer, sucesso e felicidade, basta consumir um pouco mais. Uma
provocação aliciadora: você não vai desistir, não é? O mundo não é dos
covardes! Veja quantos chegaram lá, persista, você vai ser um vencedor!
Enquanto isso, seu mundo interno está entregue a
poeira, abandonado. Chega uma hora que essa mesmice cansa, o vazio começa a dar
sinais, o tédio aparece eloquentemente aludindo à decadência dessas promessas
irreais.
Para sair das dependências dos artifícios sociais
precisamos desenvolver valores que dignificam a vida.
- em vez de se
soltar através do estímulo da bebida, desenvolver a extroversão e a
autossegurança.
- em vez do exagero
dos cremes e xampus, aceitar a idade e o corpo.
- em vez de
roupas que dão status, desenvolver a autoconfiança.
- em vez do
excesso das viagens contra o estresse, cultivar a paciência e a
tolerância.
- em vez da
droga diante do vazio, despertar a fé em si mesmo e em Deus.
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terça-feira, 7 de junho de 2016
domingo, 5 de junho de 2016
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Tocar e beijar
Dar as mãos, tocar o ombro, dar um abraço, dar um
beijo, é tão complicado assim? Sim e não. Para a turma do “não é complicado” é
quase despercebido esse contato, porque é tão natural que a pessoa não fica
ensaiando: “dou a mão ou não dou?”, “beijo ou não beijo?”, acontece.
Para o grupo do “é complicado”, exige muito
esforço carregado de dúvidas com relação ao que o outro pensa dele:
º será
que eu vou incomodar?
º será
que a pessoa vai pensar mal?
º será
que ela pensa que eu quero algo a mais?
Também tem a preocupação de o outro aproveitar dele
- do neurótico:
º me
incomoda ser tocado
º ele
quer se aproveitar de mim
º ele
quer mais do que um simples abraço
Aqui a pessoa tanto pode achar que vai incomodar
os outros, como se sentir sendo invadida. Em ambas as situações a paranoia é do
próprio indivíduo que projeta nos outros seus tormentos pessoais. Algumas
pessoas quando são abraçadas parece uma geladeira, e reclamam: “eu não gosto dessa
pegação!” Esta pessoa não sabe distinguir em que área do afeto foi dirigido o
abraço: para o sexo, para a amizade ou para o acolhimento materno/fraterno! Uma
vez escutei de uma pessoa culta que homem e mulher quando se abraçam estão
querendo sexo! Para ele não existe amizade e afeto, só sexo. Os conflitos nessa
área têm várias fontes:
º pais
que não tem contato entre si
º pais
que evitam tocar os filhos
º experiências
de abuso
º traumas
no relacionamento afetivo e sexual
Os efeitos dessas relações inamistosas podem ter
vários desdobramentos na afetividade pessoal, como a pessoa não aceitar um
abraço porque se acha desprezível, um efeito oposto é o sujeito se tornar
pegajoso por causa da carência, outros associam o toque ao sexo por isso evitam
o contato, por que se excitam. É comum encontrar pessoas que conceituam o sexo
como sujo, vergonhoso, pecaminoso, indecente. Estas colocações estão ligadas a
interpretações distorcidas da religião e do moralismo dos pais. Por conta
desses extravios muita gente prefere reprimir sua afetividade e sexualidade
para não sofrer, e vivem atormentados. Outras pessoas para romper com o
tolhimento que foram condicionados extrapolam se envolvendo em relacionamentos
problemáticos. Há aqueles que negam a afetividade e se entregam ao sexo
aberrante.
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