Mais importante do que curar alguém é ajudá-lo a entender porque adoeceu e qual o significado deste adoecimento dentro do seu "momento evolutivo". Ryon Braga
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Meu insight
Desde que me formei em psicologia em 1989 quis conhecer a fundo a personalidade, a singularidade e a diversidade do comportamento humano. Lia os vários autores com sede de esclarecimento, ajudaram bastante, contudo muitas questões ficaram sem respostas. Depois de 21 anos de formado tive alguns insights por meio do atendimento clínico e da leitura: a pessoa ou a personalidade não é o soma, o corpo. Como reencarnacionista eu sabia disso, mas fiquei preso numa leitura equivocada que fiz da psicologia por minha sede de saber científico, isto é, eu queria o esclarecimento da personalidade dada pela Psicologia. Quando lia e assistia as aulas e palestras de grandes expoentes da psicologia, atentava para a explicação que cada escola dava para o comportamento humano e suas propostas psicoterapêuticas. No entanto, essas escolas ficavam adstritas ao período infantil até a quarta idade, construindo toda sua teoria em cima desse período. O que é importante e válido, mas insuficiente. Isso é apenas arranhar a personalidade, é como pegar um fragmento da personalidade e estudá-lo a fundo como se fosse o todo. Uma pessoa tem “também”, pensamentos, emoções e comportamentos alheios a sua formação e socialização atual. Como explicar isso pelo paradigma materialista? Quando isso ficou claro, o paradigma reencarnacionista ganhou outro contorno para mim, passei a compreender mais a personalidade e seu drama evolutivo. A personalidade tem características seculares!!! As peculiaridades das personalidades anteriores estão tão presentes na pessoa atual, como as características atuais serão as bases da próxima personalidade, há um continuum entre as várias existências inimagináveis para a ciência oficial.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Novo Blog
Agora tenho o Blog do programa Desafios e Soluções onde vou tratar do tema Obsessão Espiritual e Transtornos Psicológicos.
Alguns dos artigos desta página estão lá, provisoriamente, até começar a desenvolver artigos sobre obsessão.
O endereço é: www.radioboanova.com.br/desafiosesolucoes
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Dica terapêutica
Medo do fracasso: "Recuar; não correr riscos; nivelar-se pelo mínimo para evitar a dor ou a vergonha de falhar". Joseph Zinker
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Talentos
Algumas mudanças ocorrem em nosso corpo independente de nossa vontade, os cabelos e as unhas crescem, a pele muda periodicamente, os ossos crescem durante o desenvolvimento e outras tantas alterações que não vemos. Você acha que nossos talentos também aparecem espontaneamente – do nada? É comum ouvir comentários sobre os talentos alheios: “nossa como fulano é criativo”, “puxa, sicrano é inteligente”. Parece algo dado, pronto, que por sorte alguns privilegiados herdaram do nada. Enquanto isso, o pé-frio tem que se conformar com seu cruel destino. Só lhe resta cruzar os braços e deixam o tempo passar. Felizmente alguns dos desvalidos, inquietos, não concordam com sua sina e afrontam o destino. Essas pessoas estão acordando, saindo do torpor, da indiferenciação para a diferenciação. Já começam a se auto-observar, percebem os resultados dos esforços pessoais em si mesmos, é possível se aprimorar! É isso mesmo, os talentos são desenvolvidos e aprimorados incessantemente. Quem já nasce com talentos mais aprimorados, suaram bastante em encarnações passadas para brilhar hoje. Todos nós temos talentos mais desenvolvidos e outros menos trabalhados.
O que você faz com seus talentos?
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Doação de órgãos
A doação de órgãos é um exercício antiegoísmo e de desapego do corpo, já em vida, para pessoas que estão na fila de transplantes, sofrendo, que podem se beneficiar de nossos órgãos depois que não precisaremos mais deles, uma vez constatada nossa desencarnação.
Doar os órgãos é fazer o bem, é desejar o bem de quem passa por provas difíceis, vamos fazer nossa parte?
Hoje em dia para ser um doador não é preciso deixar nenhum documento escrito, basta deixar a família avisada do seu desejo de doação.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Um mal herdado
A cefaleia crônica em crianças em idade escolar, caracterizada por episódios repetidos e dor de cabeça, pode estar associada ao tabagismo materno durante a gestação. Esta é a conclusão da pesquisa realizada na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. A explicação para a influência do uso do cigarro durante a gravidez no desenvolvimento de cefaleia na idade escolar da criança, segundo os pesquisadores, é que existem evidências de que a nicotina interfere na circulação placentária do lado fetal e isso, consequentemente, poderia desenvolver maior sensibilidade à dor posteriormente. Outra hipótese é que a própria nicotina e outras drogas contidas no cigarro, poderiam levar a alterações na formação do sistema nervoso durante o período da embriogênese, processo de formação do embrião, alterando a síntese de transmissores neuroquímicos no cérebro do feto, fenômeno chamado de embriotoxidade. Psique Ciência & Vida nº 48
Dica terapêutica
A autoestima, quando plenamente realizada, é a vivência de que somos adequados para a vida e suas exigências.
Em específico, a autoestima é:
1. confiança em nossa capacidade de pensar; confiança em nossa habilidade de dar conta dos desafios básicos da vida; e
2. confiança em nosso direito de vencer e sermos felizes; a sensação de que temos valor, e de que merecemos e podemos afirmar nossas necessidades e aquilo que queremos, alcançar nossas metas e colher os frutos de nossos esforços. Nathaniel Branden
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Álcool X Evolução
Certamente a combinação álcool (e outras drogas) e evolução não combinam, porque a evolução leva a expansão consciencial, refletindo na concepção de vida, na compreensão da finalidade existencial, na responsabilidade pela saúde e pela doença, etc. Uma pessoa lúcida não coloca em risco seu corpo e sua existência, porque sabe que todo dano causado em seu soma afetará seu psicossoma ou corpo espiritual, comprometendo tanto a vida atual como a vida extrafísica e a próxima existência. Leia o que diz essa matéria da revista Mente & Cérebro:
O abuso do álcool “...é um padrão de utilização que causa algum tipo de dano à saúde física ou mental do indivíduo, ou mesmo em outras áreas da vida, como a social e a ocupacional, além de conflitos com a lei.
...
Ao atingir o sistema nervoso central, a substância pode causar diversos problemas neurológicos e psiquiátricos, como depressão e ansiedade até problemas irreversíveis de memória, como é o caso da síndrome de Wernicke-Korsakoff, em que há perda da memória recente. Os jovens, cujo sistema central ainda está em formação são mais afetados.
O uso crônico de álcool também pode ocasionar uma alteração denominada neuropatia periférica, caracterizada pela degeneração das ramificações de nervos (braços e pernas), levando a dores e formigamentos bastante desconfortáveis.
É bastante comum a associação do alcoolismo a problemas no fígado, como a cirrose hepática – degeneração ocasionada pela agressão crônica ao órgão, em geral levando à morte quando não é possível realizar um transplante.
...
Os indivíduos dependentes de álcool são, ainda, mais propensos a problemas de impotência e infertilidade, tanto homens como mulheres.” Revista Mente & Cérebro 10/2009
Você tem este vício? Use a soberania de sua vontade para vencê-lo!
Você usa a bebida para se soltar, se descontrair? Isso não elimina sua timidez ou inibição, só sua conscientização vence seus conflitos.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Dica terapêutica
Somente com o entendimento e a reciclagem das marcas negativas deixadas pelas experiências emocionais passadas será possível superar carências e frustrações, ainda hoje presentes nos relacionamentos afetivos interpessoais. Málu Balona
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Esgotamento da neurose
Estou chamando de neurose as perturbações, os conflitos, a ansiedade que estamos sujeitos no dia-a-dia.
Em algumas fases de nossas vidas algumas situações nos perturbam, parecem intransponíveis; passa o tempo, quando nos damos conta nem pensamos mais naquela dificuldade. Na infância você pode ter tido um conflito que na adolescência desapareceu, como na adultidade algumas coisas que nos desconcertavam na adolescência, não é mais problema. Por exemplo, na adolescência, o jovem pode cismar com seus dentes ou nariz e achar que é feio, ridículo, que ninguém vai gostar dele. Quando chega a maioridade ele não dá mais bola para isso, ao contrário, tira proveito com brincadeiras de si mesmo. Na fase adulta podemos ficar muito preocupados com o que os outros pensam de nós, depois de certo tempo isso não é mais importante. Outras vezes os conflitos podem estacionar ou piorar e ser transferido para outra fase, nesse caso precisa ser trabalhado/enfrentado de forma mais direta para superá-lo.
Tudo passa, “a mudança não muda”, o progresso é inevitável. Você já reparou a progressão de tudo? Em nosso caso de ser humano a sequência é essa: óvulo – feto – bebê – infância – adolescência - maioridade - terceira idade – quarta idade... Na área psíquica se dá o mesmo e de forma permanente, isso significa ampliar nossa inteligência, nossa percepção, nossa razão, nossa racionalidade, nossos sentimentos, nossa intuição, enfim ampliar nossa lucidez e discernimento. Com isso, aquilo que nos afligia no passado, baseado numa visão limitada e carregada de ignorância, ganha outro contorno com a ampliação da consciência. Em cima desse raciocínio, podemos dizer que sofremos por conta da ignorância crassa, falta de evolução, ou da ignorância cultivada – que é pior! Qual é o seu caso?
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Adoro ler
Eu sempre tive muita inquietação para ler, gosto de livrarias e sebos – as vezes estes lugares são um passeio para mim. Sempre fui assinante de mais de uma revista; livro, todo mês compro alguns. Leio ao mesmo tempo em torno de 15 livros mais as revistas; faço pesquisa na internet em vários sites de assuntos ligados a comportamento e obsessão para meus programas - isso é uma maravilha! Quando não consigo ler num final de semana (raramente), sinto que falta alguma coisa. Quando é oportuno pergunto as pessoas como elas leem, se mais de uma leitura ou não, isso por causa da minha inquietação. Outro dia soube que uma pessoa conhecida, lê mais de 160 livros ao mesmo tempo, fora outras publicações! Fiquei aliviado, os 15 livros que leio é fichinha.
Meu depoimento é um convite a leitura – vamos ler mais!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Rosto bonito?
Um rapaz bem apessoado, olhos verdes, corpo atlético procurou psicoterapia porque não conseguia se relacionar com ninguém. No bairro onde morava não tinha amigos, na faculdade ficava isolado, mal conseguia sair sozinho para qualquer lugar. Do ponto de vista físico ele tinha passaporte para estar em qualquer lugar e ser bem aceito, porque a sociedade valoriza muito a aparência. Por conta disso ficamos com a impressão que pessoas bonitas são inteligentes, sensatas e éticas, sem considerar seu mundo íntimo. Não que pessoas bonitas não tenham esses predicados, tem, quando foram bem educadas e desenvolveram tais qualidades. Mas beleza física não é sinônimo de valores... Voltando ao cliente, no seu caso, a compleição física não implicava quase nada em sua vida, não é um cartão de visita. Seu mundo interno é carregado de “sombras”, os temas de seu tormento pessoal giravam em torno do ridículo, ele se achava inadequado, grotesco, motivo de zombaria dos outros. Para o senso comum ou na perspectiva do paradigma materialista é um contra senso, porque ele aparenta ares de normalidade e parece que é senhor de si mesmo. Ledo engano, ele é submisso aos conflitos que o maceram. Ele não tem autonomia razoável de fazer escolhas, seus tormentos internos dão as cartas. O paradigma materialista no afã de explicar as causas de tal disparate arranha apenas os efeitos, sem cogitar das causas.
As causas estavam na existência anterior como uma regressão revelou, no passado ele fora uma pessoa execrável, tinha o corpo deformado, as pessoas olhavam-no com asco, ele vivia de esmolas. Ele trouxe para a existência atual os reflexos da imagem anterior, por isso, evitava as pessoas!
Isso acontece com muitas anoréxicas, elas têm uma visão distorcida de si mesmas, por fora é magra, por dentro se sentem gordas.
Não adianta mostrarmos uma aparência enxuta para os outros e vivermos um inferno por dentro, o ideal é sanear nosso mundo íntimo. Assim estaremos mais lúcidos, saberemos lidar com a vida e vivê-la. Cuidar do corpo é importante, porém reduzir a vida ao corpo é simplificar demais a vida – coisa de criança.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Dica terapêutica
...um processo terapêutico bem sucedido não necessita, obrigatoriamente, eliminar a patologia, debelar seus sintomas ou prolongar a vida. Ele é voltado para a catálise do autoconhecimento do cliente, para o espelhamento da verdade a seu respeito, para a eliminação da ilusão e, para a religação com os seus "objetivos evolutivos." Ryon Braga
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Perda de tempo
Você já pensou que gastamos 1/3 de nossas vidas dormindo? Dormir é importante, ajuda a repor as energias e a recomposição pessoal. Enquanto o corpo dorme e o espírito se liberta do corpo, será que fazemos alguma coisa útil na vida espiritual? Para ter uma idéia do que fazemos fora do corpo, basta analisar como é nosso cotidiano. As características marcantes de nossa personalidade se apresentam dentro e fora do corpo, o que fazemos explícita ou implicitamente aqui, lá não vai ser muito diferente.
Se não vejamos:
o quanto tempo gastamos lendo um livro desinteressante, só porque já começamos a ler, vamos até o fim?
o quanto tempo gastamos vendo um filme sem graça?
o quanto tempo gastamos vendo uma novela que não sai daquilo?
o quanto tempo gastamos com preguiça que cansa mais?
o quando tempo gastamos com encontros ou bate-papo desagradáveis?
o quanto tempo gastamos com reclamação?
Se as leituras e os filmes fossem mais nutritivos, as novelas mais enriquecedoras, a preguiça um descanso produtivo, os encontros e bate-papos divertidos e construtivos, e a crítica uma atitude proativa tudo seria melhor. Não haveria aquela idéia de tempo perdido e nem a impressão de que falta fazer alguma coisa que não sabemos o que é. Se na questão do tempo você se baseia nas pessoas imaturas que não acordaram para a vida e pensam que a Terra é um parque de diversão, então o quadro acima vai parecer “normal”. Se você já despertou, então vai perceber que tudo aquilo pode distraí-lo do essencial: evoluir!
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Dica terapêutica
A forma como nos sentimos acerca de nós mesmos é algo que afeta crucialmente todos os aspectos da nossa experiência, desde a maneira como agimos no trabalho, no amor e no sexo, até o modo como atuamos como pais, e até aonde provavelmente subiremos na vida. Nossas reações aos acontecimentos do cotidiano são determinadas por quem e pelo que pensamos que somos. Os dramas da nossa vida são reflexos das visões mais íntimas que temos de nós mesmos. Assim, a auto-estima é a chave para o sucesso ou para o fracasso. É também a chave para entendermos a nós mesmos e aos outros. Nathaniel Branden
domingo, 24 de janeiro de 2010
Seus cabelos são sua identidade?
Você conhece muitas mulheres que estão de bem com os seus cabelos? É raro, não é? Para algumas mulheres o cabelo é quase a identidade: meus cabelos são lisos, logo, existo! Felizmente, muitas já se libertaram dessa escravidão.
Foi com essa idéia da identidade-cabelo que uma garota procurou a psicoterapia, ela já tinha as respostas para seu insucesso com os rapazes: o cabelo! Ela já havia feito de tudo com seus cabelos: primeiro longos e depois curtos, combinando com as cores preta, loira, vermelho... E, nada! Ela ficou intrigada, como pode já fiz de tudo com os meus cabelos!
Ela não tinha tentando ainda mexer em suas crenças ou convicções sobre sua identidade e cabelos. Assim como a anoréxica vê no espelho uma imagem gorda, minha cliente só via fragmentos de sua imagem corporal: os cabelos. A imagem corporal não estava boa porque havia conflitos na autoimagem! Isso mesmo, por dentro ela não estava bem, estava com a autoestima baixa, se sentia sem importância, se achava desinteressante. Esse estado interior refletia nas suas idéias, nas suas emoções, no seu comportamento e na sua imagem corporal, pronto o kit “patinho feio” está formado. Ela tinha que desaguar esse conflito em alguma coisa, a onde? No cabelo! Como a ditadura da moda e das indústrias de cosméticos dita as regras do que é bonito e aceitável, ela foi fisgada. Quando ela trabalhou seus conflitos internos, recuperou a autoimagem e a seguir a imagem corporal. O coitado do cabelo deixou de ser massacrado, com tantas tintas e cortes, recuperou seu papel como apenas uma parte na imagem corporal.
Mudança de comportamento 2
No artigo que escrevi sobre mudança de comportamento, questionei sobre autopesquisa e autoconhecimento, porque como psicólogo raramente encontro pessoas que fazem isso, só quando algo acontece, como uma doença, uma decepção, uma dificuldade, a pessoa se observa. Isso mostra uma alienação de si mesmo e a conseqüente falta de autogestão.
Nós temos metas exteriores como fazer faculdade, ter uma boa profissão, comprar uma casa e um carro, casar, etc. para ter um certo conforto, essas conquistas são ditadas pela sociedade como “um lugar ao sol”. Essa coerção tem seu valor, pois mobiliza o indivíduo a ir atrás de alguma coisa. É uma alomotivação ou heteromotivação, vem de fora, é uma iniciativa exterior que faz a vez da pessoa. Com o passar do tempo o progresso alcança todos, até que a automotivação desabrocha e o indivíduo não precisa mais de um empurrãozinho externo, e começa a buscar o que lhe interessa. Vai chegar um momento em que as metas do indivíduo será superar seus medos, sua insegurança, sua insociabilidade, sua irritação, suas crises, sua inapetência sexual, isso feito paulatinamente, passo a passo, mediante um programa bem elaborado. Você já pensou nisso? Você acha que a natureza e o tempo vai mudar seus comportamentos ou essa é uma tarefa sua?
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Dica terapêutica
Os neuróticos são incapazes de viver no presente, pois carregam cronicamente consigo situações inacabadas. Sua atenção é pelo menos em parte, absorvida por essas situações. Fritz Perls
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Programa de rádio do dia 15/01/10
Narcisismo
Para que tenhamos saúde psicológica precisamos nos amar como propôs Jesus – 1º mandamento: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Quem não se ama tende a seguir modelos externos, estranhos, e a se maltratar. Porém, quando esse amor a si mesmo é exagerado e em detrimento do próximo, algo está errado. A psicanálise conceitua o narcisismo como o amor demasiado dirigido a si mesmo, em vez de ser dirigida a outra pessoa do sexo oposto. O narcisista sempre busca elogios, admiração, alimenta-se do interesse alheio. Os outros servem somente para afirmar sua personalidade.
A explicação psicológica para o narcisismo gira em torno da infância sem afeto, maus tratos, etc. É fato que essas condições podem afetar a criança, mas não é só isso. No paradigma espírita, a criança é um espírito imortal, pluriexistencial, com uma história longa que lhe moldou a personalidade que é. Ao reencarnar infunde na personalidade nascente os traços marcantes de sua história, que pode se sobrepor a influência parental e social, quando evoluída, ou se submeter a tais influências por conta de suas tendências e fragilidades, quando imatura. Por isso, o narcisista não teve sua configuração estabelecida exclusivamente na experiência infantil, a carência, os maus tratos, foram os catalisadores. O narcisista vivenciou personalidades cujas experiências de admiração, beleza, poder, centro das atenções lhe marcaram. O oposto também pode ter ocorrido, como as experiências de desprezo, rejeição, abandono, geradores de tormentos, podem tê-lo levado a buscar a compensação por meio do poder, do dinheiro... Sua autoavaliação exagerada, distorcida o fez acreditar que é especial, diferente – ele vive enganado!
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