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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Acaso


Será que acontecimentos significativos em nossa vida, podem ser obras do acaso, da gratuidade? O que dizem os benfeitores espirituais? Vejamos:

“O acaso é o nome que se dá a um processo elaborado com segurança e sabedoria, a fim de que ocorra no momento próprio, na circunstância exata, com a pessoa elegida.”1

...ninguém jornadeia à mercê do acaso, sujeito a ocorrências de dor e sombra sem que as mereça, fácil compreender-se que os credenciados pelo esforço pessoal ao serviço edificante recolhem maior quota de ajuda, conforme o ensino evangélico de que “mais recebe aquele que mais dá”.2 106 tramas do destino

1. Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis, Vitória sobre a depressão
2. Divaldo P. Franco/Manoel P. de Miranda, Tramas do destino

terça-feira, 28 de junho de 2016

Quando as coisas estão bem, algo ruim vai acontecer?

Você conhece pessoas que ficam preocupadas quando as coisas estão indo bem, achando que algo ruim vai acontecer? Elas presumem que existe uma ligação causal entre estar bem X acontecimento ruim! Então, para não correr o risco do inconveniente, elas se protegem evitando falar das coisas boas que estão lhe acontecendo; às vezes não curte o que está ocorrendo; batem três vezes na madeira; ficam de sobreaviso. Isso dá a ideia de que elas não merecem ser felizes, que é errado acontecer coisas boas e por isso serão punidas com algo malfazejo.
Penso, até o momento, que não existe nenhuma associação entre um acontecimento bom, feliz e uma obrigatória consequência prejudicial. Por força das energias boas e da afinidade, as coisas boas atraem situações correlatas, como as ruins atraem seus equivalentes.
Quando algo bom está acontecendo não quer dizer que coisas desagradáveis não aconteçam na sociedade como doenças, desempregos, acidentes, guerras...  Por exemplo, uma pessoa avalia que está num bom momento, a maré está em alta para ela, arrumou um (a) namorado (a), conseguiu uma bolsa de estudo muito desejada, está feliz e com boas perspectivas. De repente recebe uma notícia indesejada no trabalho: foi demitida! Uma pessoa supersticiosa faz a ligação entre a boa sorte e o azar como consequência e conclui: era muito bom para ser verdade! Alguém mais realista, concluiria que é algo natural. Não é por que esta pessoa está feliz e esperançosa que não esteja sujeita a demissão ou a um incidente. Portanto, não foi a felicidade que trouxe a demissão, mas outras questões como sua competência, o interesse da empresa, o mercado de trabalho, etc.

Acredito que uma pessoa supersticiosa faz uma mescla de sentimentos: euforia diante da coisa boa e o medo de perder, somado a sentimentos de desmerecimento e de inadequação. A culpa consciente ou inconsciente (aquela que vem do passado) faz o indivíduo se julgar culpado, errado, merecedor de punição.