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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Cuidado com as Lembranças Amargas!

Apesar do mal que faz as lembranças desagradáveis, nos permitimos ficar remoendo-os indefinidamente. Leia a advertência do Dr. Bezerra de Menezes a um grupo de recém desencarnados ainda frágeis que estão sendo levados para uma cidade espiritual:

“Pediu-nos calma e decisão, silêncio e prece e, sobretudo, lembrou-nos a obrigação de esquecer qualquer falta mais grave do passado para não cairmos em sintonia com os Espíritos ignorantes, penitentes ou malfeitores... Competia-nos manter harmonia e serenidade em nós mesmos...”

“Acentuou que as reminiscências de crimes transcorridos não deveriam perturbar-nos e que bastaria sintonizar-nos excessivamente com o pretérito para causarmos sérios prejuízos a outrem e a nós mesmos, em circunstância delicada quanto aquela.” Livro Voltei


As lembranças perturbadoras fazem ressurgir emoções desagradáveis, imagens doentias, energias tóxicas, além de evocar as pessoas envolvidas na lembrança, encarnados e desencarnados. E, como alerta o Benfeitor, com tais lembranças entramos em sintonia com malfeitores desencarnados.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Pés grandes

Como quantificar o grau de estresse ou de tormentos que a sociedade nos causa com o trânsito, a violência, o clima, a competição, etc., e qual é o percentual pessoal de problematizar a vida? Trocando em miúdos, é a sociedade complexa que nos atormenta, ou nós nos atormentamos com a sociedade? Obviamente as duas partes tem a sua quota de elementos afligentes. Como não podemos mudar o mundo, podemos mudar a nós mesmos, superando os melindres, as crenças falsas, a baixa autoestima, etc.
Um rapaz procurou a psicoterapia angustiado, triste, não queria mais sair de casa, ficava trancado em seu quarto o dia todo escutando música. Os pais não sabiam mais o que fazer, pensavam que ele estivesse usando drogas ou tinha alguma “doença mental.” Na terapia ele deu voltas para falar do assunto que o afligia: os seus pés! Isso mesmo, os seus pés. Achava que seus pés eram grandes demais, tinha vergonha que as pessoas olhassem para eles. Usava calças largas ou a boca da calça mais larga para cobrir seus pés. Virou uma paranoia, ficava monitorando os olhares dos outros, via o que não existia.
Essa cisma começou no ensino fundamental, onde é comum a garotada colocar apelidos uns nos outros. Qualquer coisa diferente em um colega é motivo para gozação: gordo, magro, alto, baixo, mãos grandes ou pequenas, nariz grande ou pequeno, pés grandes ou pequenos, enfim, tudo é motivo para chacota. Meu cliente não tinha os pés enormes, pela altura dele era para calçar 42, e calçava 44, quase imperceptível por sua altura. O apelido de pezão pegou mais pelo incomodo do rapaz, do que pelo tamanho do pé. O sentimento de inferioridade que alimentava contribuiu para acatar as gozações como verdadeiras. Quando os amigos tiravam sarro, ele ficava vermelho, paralisado, se sentindo pior como pessoa.
Quantos homens se sentem inadequados por causa da barriga, da calvície, da profissão, da altura, etc., evitando o convívio social ou até um relacionamento afetivo porque se acham inadequados?
As mulheres têm áreas pontuais de queixa: cabelos, seios, bumbum, pernas, rugas, celulites e barriga.

Não são estas condições em si que causam o sofrimento ou a falta de aceitação, mas o que se pensa delas. Uma pessoa “resolvida”, com boa autoestima e autoconfiança não se limita, nem se paralisa se suas formas não forem perfeitas. Por outro lado, uma criatura “perfeita nas formas”, com baixa autoestima, insegura vai arranjar motivos para ser infeliz. Aqui cabe ponderar também o nível de evolução de cada pessoa.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Degustação - Árdua Ascensão

Estou lendo o livro “Árdua Ascensão” de Victor Hugo, psicografado por Divaldo P. Franco. É incrível a clareza com que Victor Hugo narra os acontecimentos. Para você degustar um pouco desta bela obra, antes de lê-lo na íntegra (é uma sugestão), veja uma de suas colocações:

“...diante das próprias angústias, o eu espiritual rompeu-lhe os depósitos do inconsciente, onde se arquivam as existências pretéritas, passando a viver conflitos difíceis de ser elucidados.
Misturavam-se-lhe, no campo das ideias, as impressões mais vigorosas do ontem, portanto, mais deprimentes, com os acontecimentos atuais, atordoantes e desagradáveis.”


Veja como você lida com as angústias, para que elas não acionem no inconsciente tormentos do passado.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Escritor, palestrante, professor leia isto!

Silveira Sampaio quando encarnado foi Autor, Ator, Diretor, Médico e Empresário, escreveu peças de teatro.

Depois que desencarnou escreveu através de Zibia Gasparetto três livros: Bate papo com o Além, O mundo em que eu vivo e Pare de sofrer.

No livro Bate papo com o Além ele conta uma surpreendente experiência que teve na vida espiritual, o curso de Responsabilidade que participou.

Diz Silveira: “Nosso modo de viver, nossas mensagens e imagens, tudo quanto fazemos é registrado pelos outros, e dessa forma nossa influência pode mudar seu comportamento e interferir no seu livre arbítrio. Portanto, precisamos saber como proceder.
Quantas coisas fizemos motivados pelos exemplos de outras pessoas? Vai daí que, quando erramos, podemos arrastar conosco várias pessoas, e embora elas sejam fracas e também responsáveis, não deixamos de ter concorrido para isso.
Mas o pior mesmo não é isso. Todos nos influenciamos pelo comportamento ainda falho e leviano, e somos enleados pelos fios incontáveis dos compromissos recíprocos, solicitando reajuste. O mais grave é o líder, o escritor, o homem que transmite uma mensagem e os outros aceitam. O que tem verve para ser ouvido, acatado.. Suas palavras são repetidas, saboreadas, compreendidas. Ele por certo é aceito pelos que estão em sua faixa de gravitação mental, no mesmo nível em que se expressa; mas vejam bem, mesmo assim isso não o exime de responder pelo que disse ou fez, já que ele poderia melhorar e elevar essas criaturas que o aceitam e o admiram.
Sim, meus amigos, a responsabilidade do escritor, do contador de histórias, do literato é muito grande.
Nesse curso estamos vários autores, muitos célebres no mundo, o que me deixa menos triste, porquanto eu, ao lado deles, represento nada. Conforta-me saber que se até eles erraram, eu então até que posso me considerar menos ruim. Mas que tal é o curso?
Filmes nos mostrando a trajetória com todas as consequências de uma obra escolhida como tema. Vocês sabem que eles têm um registro de todos os acontecimentos do mundo e, o que é mais interessante, abrangendo as várias dimensões da vida ao mesmo tempo? Terei sido claro?
Ver ao mesmo tempo o que aconteceu na Terra e na dimensão do nosso mundo. É tão emocionante que supera o filme mais bem urdido por Hitchcock. Ver o homem encarnado agindo, seus pensamentos, os pensamentos dos outros homens que com ele se relacionam e ainda os vários espíritos que os acompanham tentando influenciá-los, alguns para o bem, outros para o mal.
Ah!, que torcida! Vocês podem imaginar. Os bons são os "mocinhos" simpáticos, os "maus" são os bandidos. O pior é que os homens muitas vezes ouvem mais os "bandidos" do que os "mocinhos". Mas, o que fazer?, afinidade é lei da Natureza.
Somos mais de 50 estudantes nessa classe. A cada dia eles focalizam uma obra de um dos alunos, mostrando sua trajetória. Já pensaram como é emocionante para um escritor lançar uma edição e poder acompanhar cada livro, saber quem o manuseou, o que sentiu, como o recebeu, que sentimentos provocou neles, quais as implicações emocionais resultantes, sua opinião a nosso respeito?
Não acham formidável? É..., nenhum de nós podia imaginar uma coisa dessas. Cada dia é um na berlinda, e nós, apesar de edificados com a aula, não conseguíamos nos libertar do prazer maroto de dissecar intelectualmente nosso companheiro em foco.
Mas como a justiça é mãe de todos, veio lá o dia em que assistimos, num teatro de São Paulo, a representação de "No País dos Cadilaques".
Pela primeira vez perdi o dom da palavra. Fiquei mudo. Apesar de não ser peça pornográfica, os enfoques eram maliciosos e pude ver como a imaginação ágil dos espectadores vestia e desvestia minhas ideias, conduzindo-as a extremos verdadeiramente lamentáveis.
A crítica aos costumes que eu me orgulhava de haver formulado assumia forma grosseira e sem expressão, pela maneira com que eu expressara minhas ideias.
Vi, estarrecido, espíritos perturbadores, em atitudes zombeteiras, colarem-se a alguns destes assistentes de forma tão repelente que me fez empalidecer.
Quis sumir dali. Não ter jamais escrito nada, ser analfabeto e burro. Mas não pude. Tive ainda que acompanhar vários deles depois do espetáculo, para ver onde e a que extremos minhas imagens os conduziriam.
Confesso que não tive a intenção de brincar, embora os colegas, por sua vez, tirassem sua desforra da minha cara sem graça.
Saí da aula sério, pensativo, sóbrio e circunspecto.
É..., sei que preciso mudar... 


Quais marcas estamos deixando no mundo e nas pessoas?

sexta-feira, 15 de março de 2013

Tatuagem e Zoantropia


No livro Estudando a Mediunidade, Martins Peralva define a licantropia como: “o fenômeno pelo qual Espíritos «pervertidos no crime» atuam sobre antigos comparsas, encarnados ou desencarnados, fazendo-os assumir atitudes idênticas às de certos animais.” Aqui utilizo o termo zoantropia e licantropia como sinônimos, seguindo a definição acima.
No livro Libertação de André Luiz tem um exemplo de licantropia, onde uma mulher que matou o marido e quatro filhos é julgada por um líder das regiões inferiores pelo crime cometido. Este líder, através da hipnose, conjugado com a culpa que a criminosa sente, sugere que ela é uma loba, um animal pelos crimes cometidos; a mulher entra em processo de transformação do perispírito (corpo espiritual) até assumir a forma de uma loba. A descrição de André Luiz ilustra melhor o processo: “A medida que repetia a afirmação (o hipnotizador), qual se procurasse persuadi-la a sentir-se na condição do irracional mencionado, notei que a mulher, pro­fundamente influenciável, modificava a expressão fisionômica. Entortou-se-lhe a boca, a cerviz cur­vou-se, espontânea, para a frente, os olhos alteraram-se, dentro das órbitas. Simiesca expressão revestiu-lhe o rosto.
Via-se, patente, naquela exibição de poder, o efeito do hipnotismo sobre o corpo perispirítico.
Como menciona Peralva, a atuação do obsessor é sobre encarnados e desencarnados. Entre os encarnados vemos a zoantropia em pessoas que fazem  tatuagem radical em seu corpo, aquelas que alteram sua fisionomia, com saliências parecendo um lagarto, um diabo, um vampiro, caveiras... Essas pessoas estão sendo hipnotizadas por seus verdugos para deformá-las, ridicularizá-las? Uma outra possibilidade é a pessoa desejar transformar o seu corpo tal como ele se encontrava antes de reencarnar. Muitos deles colocam chifres, dentes de vampiros, cortam a língua. Existem líderes ou chefes de obsessores que se transformam com feições horrendas para causar temor e dominar seus seguidores ou a fim de apavorar suas vítimas. O que se percebe nessa transformação é a auto e a alo-fascinação obsessiva que leva a raciocínios equivocados sobre a autoimagem.
Nas regiões inferiores da erraticidade (mundo espiritual), os espíritos aí fixados temporariamente apresentam deformidades perispirituais por vários motivos: auto-hipnose, alo-hipnose, ódio, crueldade, transtornos, deformações decorrentes do tipo de desencarnação, etc. A propósito, no livro Os Mensageiros, André Luiz relata o que viu em determinada região sombria: “Os monstros, que fugiam à nossa aproximação  escondendo-se no fundo sombrio da paisagem, eram indescritíveis e, obedecendo a determinações de Aniceto, não posso ensaiar qualquer informe nesse sentido, a fim de não criar imagens mentais de ordem inferior no espírito dos que, acaso, ve­nham a ler estas humildes notícias.” Quando tais pessoas mostruosas reencarnam, elas não querem fazer com o seu corpo a feição que tinham na vida espiritual?


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Suicídio por Sandra Caodaglio

O suicídio é infração às leis de Deus, considerada uma das mais graves que o ser humano pode praticar diante de seu Criador.
Suicídio Direto: é a destruição violenta do próprio corpo.
Suicídio Indireto: Os excessos ao ingerir álcool, desequilíbrios na alimentação, drogas, esportes de riscos.
Seja qual for a forma de suicídio, o praticante responderá pelo seu gesto segundo o grau de compreensão e evolução, existindo circunstâncias “atenuantes” (doenças mentais, ignorância, obsessões) e “agravantes” (conhecimento das leis de causa e efeito, praticar o ato em sã consciência).

CAUSAS DO SUICÍDIO

  • TRANSTORNOS MENTAIS
Suely Caldas Schubert em seu livro Transtornos Mentais aborda que muitos dos transtornos mentais podem levar ao suicídio (por exemplo, transtornos de ansiedade, personalidade múltipla, depressão, transtorno bipolar, transtornos psicóticos como esquizofrenia, autismo). Ainda esclarece que o espírito traz do passado todo o acervo conquistado. Se em reencarnações anteriores ele foi um suicida, esta idéia poderá reaparecer na reencarnação seguinte, pois este estado mental impregna fortemente o psiquismo da criatura, mas não significa que o espírito venha destinado ao suicídio. A Lei Divina sempre possibilita aos seres humanos o seu crescimento, seu progresso espiritual.

  • OBSESSÃO
Suely diz que o assédio destas entidades só acontece porque trazemos graves dívidas do passado. A nossa inferioridade moral é que dá acesso a essas interferências negativas. A perseguição é executada através de sintonia mental. O objetivo destes perseguidores é levar a sua vítima ao suicídio, pois sabem que as conseqüências deste ato serão de grande sofrimento não apenas após o despertar no plano espiritual, mas também pelas seqüelas físicas que se imprimirão no seu corpo físico na próxima reencarnação.

CONSEQUÊNCIAS DO SUICÍDIO
Nosso corpo não nos pertence! É um empréstimo que recebemos de Deus, e teremos que dar conta do que fizemos com ele no final da nossa reencarnação.
Acreditar que matar seu corpo vai resolver todos os seus problemas é uma visão materialista e imediatista que o levará à sua primeira grande decepção: somos seres eternos, imortais. A vida continua após a morte do corpo físico, e todos os seus problemas não serão resolvidos ao passar pelas portas trágicas do suicídio.
Estamos num planeta de provas e expiações, onde o sofrimento e a dor ainda se faz presente e é necessária para nossa evolução. Encarnamos novamente para vencer os reveses e as decepções que o dia a dia nos faz enfrentar. Não podemos enxergar o suicídio como uma porta de salvação; ele é, sim, o portal para inimagináveis torturas e sofrimentos.
A doutrina espírita muito tem ajudado as pessoas a repensarem sobre o ato suicida, apresentando relatos complexos e profundos sobre a situação em que se encontram as pessoas que cometeram este ato extremo.
Joanna de Ângelis no livro Após a Tempestade também nos fala dessas conseqüências: aqueles que esfacelam o crânio, reencarnam com a idiotia, surdez-mudez, conforme a parte do cérebro afetada; os que tentaram o enforcamento retornam com os processos da paraplegia infantil; os afogados com enfisema pulmonar; tiros no coração, cardiopatias congênitas irreversíveis; os que se utilizam de tóxicos e venenos, sofrem sob o tormento das deformações congênitas, úlceras gástricas e cânceres.
Em Ação e Reação de André Luiz, o Ministro Sânzio diz: ”— Da justiça ninguém fugirá...... logo que oportuno, quando torna a merecer o prêmio de um corpo carnal na Esfera Hu­mana, dentre as provas que repetirá, naturalmente se inclui a extrema tentação ao suicídio na idade precisa em que abandonou a posição de trabalho que lhe cabia, porque as imagens destrutivas, que arquivou em sua mente, se desdobrarão, diante dele, através do fenômeno a que podemos chamar circunstâncias reflexas, dando azo a recônditos desequilíbrios emocionais que o situarão, logicamente, em contacto com as forças desequili­bradas que se lhe ajustam ao temporário modo de ser. Se esse homem não houver amealhado recursos educa­tivos e renovadores em si mesmo, pela prática da frater­nidade e do estudo, de modo a superar a crise inevitável, muito dificilmente escapará ao suicídio, de novo, porque as tentações, não obstante reforçadas por fora de nós, começam em nós e alimentam-se de nós mesmos”.

Augusto Cury no seu livro O Vendedor de Sonhos escreve:

“- Não pense! Porque, se você pensar, vai perceber que quem se mata comete homicídios múltiplos: mata primeiro a si, e depois, aos poucos, os que ficam. Se pensar, entenderá que a culpa, os erros, as decepções e as desgraças são privilégios de uma vida consciente.... – Você já se sentenciou? Você sabia que o suicídio é a condenação mais injusta? Porque quem se mata executa contra si mesmo uma sentença fatal sem ao menos se dar o direito de defesa. Por que se autocondena sem se defender? Por que não se dá o direito de argumentar com seus fantasmas, encarar suas perdas e lutar contra suas idéias pessimistas? É mais fácil dizer que não vale a pena viver...”

PREVENÇÃO DO SUICÍDIO

No capitulo V do Evangelho Segundo o Espiritismo fica claro que o suicídio não trará a solução para os nossos problemas, e que a resignação e aceitação nos trarão um futuro melhor. Nós temos o livre-arbítrio e podemos atuar com uma conduta moral elevada, quitando nossos débitos de outra forma.
Trabalhar no bem, se instruir, vivenciar o amor, praticar a caridade, fé no Criador, orar e vigiar, ter uma conduta moral equilibrada, praticar o Evangelho no Lar, são veículos necessários como forma de progresso e reforma íntima.
Através do trabalho, ao tomar contato com a dor do próximo, percebemos que a nossa própria dor não é assim tão grande, e ainda temos a oportunidade de sermos úteis. A  vida física é a oportunidade que temos em nos elevarmos espiritualmente, cujo valor só veremos quando estivermos na dimensão espiritual.
Uma amiga querida me escreveu, num e-mail, que “o futuro não é um lugar onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. O caminho para ele não é encontrado, mas construído, e o ato de fazê-lo muda tanto o realizador quanto o destino”.
Que consigamos construir nosso futuro em alicerces sólidos, construídos na fé e determinação em nos transformar em pessoas melhores, não perdendo a essência do nosso “eu”, lidando saudavelmente com as nossas dores e cicatrizes para que na próxima existência possamos ter dias mais felizes e construtivos. No plano terreno, é normal vivenciarmos algum tipo de sofrimento, seja físico, material, mental ou emocional. Se precisar de ajuda especializada, busque! Não se torne algoz de si mesmo. Interrompa esse círculo vicioso de dor. Só depende de você. Não há tormentos e problemas que durem para sempre. Faça a vida vencer!

BIBLIOGRAFIA:
Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec
O Céu e o Inferno – Capítulo V (Segunda Parte) – Allan Kardec
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
O Problema do Ser, do Destino e da Dor – Léon Denis
Memórias de um Suicida - Yvonne A. Pereira
Ação e Reação – André Luiz
Transtornos Mentais - Suely Caldas Schubert
Após A Tempestade - Joanna de Ângelis
Revista “O Espírita” Dez/2004
O Perispírito e Suas Modelações – Luiz Gonzaga Pinheiro
Um Tratado da Vida – A Morte Súbita da Morte – J. Demétrio Loricchio
O Vendedor de Sonhos – Augusto Cury

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Medo


Palestra realizada no Grupo Auta de Souza em 12/06/10

O medo é uma reação proporcional ao perigo que a pessoa tem de enfrentar – o perigo é manifesto e objetivo, ao passo que a ansiedade é uma reação desproporcional ao perigo, ou até mesmo uma reação ante um perigo imaginário – o perigo é oculto e subjetivo. 26 A Personalidade Neurótica de Nosso Tempo

O medo é uma forma de lidar com o perigo
Ele nos torna atentos ou nos faz fugir
É a reação adequada ao perigo

Diferentes manifestações do medo
o    medo:

  • o    da morte
  • o    do desconhecido
  • o    do escuro
  • o    de multidões


No livro Nosso Lar Narcisa informa que eles tem curso contra o medo:
Há uma elevada porcentagem de existências humanas estranguladas simplesmente pelas vibrações destrutivas do terror, que é tão contagioso como qualquer moléstia de perigosa propagação.
Classificamos o medo como dos piores inimigos da criatura, por alojar-se na cidadela da alma, atacando as forças mais profundas.
Observando-me a estranheza, continuou:
A calma é garantia do êxito. Mais tarde, compreenderá tais imperativos de serviço.



Baseado no livro: Conflitos Existenciais de Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis

Erros

  • o    praticados na fase inicial de conquista da razão
  • o    por conta do despertar da consciência
  • o    ressurgem dos arquivos profundos e reaparecem na personalidade


Culpa

A culpa sempre se insculpe no inconsciente como um necessidade de punição, através de cujo mecanismo o ego se liberta do delito. O despertar do espírito


  • o    no inconsciente responde por inúmeros desequilíbrios
  • o    tem vários desdobramentos
  • o    induz ao medo
  • o    é um medo absurdo que se transforma em transtorno (desordem) de comportamento
  • o    agravado pela aceitação da pessoa que o aumenta em face da insegurança pessoal
o    

  • o    quando o medo é assinalado pela timidez
  • o    leva a alienação social
  • o    ruminando pensamentos pessimistas em relação a si


É natural o medo ante situações novas, com possibilidade de insucesso
Gera ansiedade, incerteza

Quando o medo extrapola

  • o    gerando situações conflitivas
  • o    dando largas à imaginação atormentada
  • o    instala-se o transtorno fóbico

Fatores endógenos

  • o    comportamentos infelizes de reencarnação passada
  • o    instala no inconsciente as matrizes do receio de ser identificado
  • o    descoberto como autor dos danos produzidos noutrem e procurou ignorar
  • o    .exemplo:
  • o    obsessão espiritual – como conseqüência dos atos inditosos

Fatores exógenos

  • o    educação familial
  • o    relacionamentos familiares
  • o    desrespeito pela identidade infantil
o    narrativas apavorantes

Noticiário da mídia

Obsessão espiritual

  • o    indução telepática do perseguidor
  • o    experimenta o desconforto que se deriva do medo que lhe é infligido


A mente indisciplinada e invigilante, não se habilitando a planificações (ter planos) profundas e de alto significado em torno de ideais de beleza, do conhecimento, da religião, da investigação científica, da solidariedade humana, tende a cultivar os medos que se lhe transformam em verdadeira paisagem de apresentação masoquista.

Perdem-se as excelentes oportunidades de viver-se integralmente o momento existencial com as suas dádivas – receando o que possa acontecer no futuro


Erradicação do Medo

A coragem de manter contato com os próprios medos é recurso terapêutico

A vitória de qualquer conflito resulta de esforços ingentes e contínuos que o indivíduo se propõe com decisão e coragem

A grande terapia para todos os tipos de medo é a do amor.
O amor a si mesmo, ao seu próximo e a Deus.

Quando ama, o ser enriquece-se de coragem...

Assumindo a atitude de amor constata-se que ele é o grande eliminador de qualquer expressão de receio e inquietação, porque oferece resistência moral para os enfrentamentos...

Mesmo em referência aos automatismos fisiológicos e psicológicos, que aparentemente independem da vontade, esta (o amor) exerce tal predomínio na organização celular, que bem-direcionada pode gerar novos condicionamentos, sobre os quais se podem estruturar hábitos de saúde e bem-estar. 54

Obsessão
Quando o medo é gerado pela obsessão, a oração-terapia gera um clima psíquico tão elevado que o opositor perde o contato com a vítima em face de esta erguer-se em superior onda vibratória, na qual não consegue ser alcançada pelo perseguidor

Toda vez que se equivoque, ao invés de uma reação de raiva pelo erro, permita-se a compaixão como direito que se tem pelo erro cometido, considerando-se o estágio de humanidade em que se encontra e age.