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domingo, 7 de março de 2010

E-mail = bom ou mau?

Você é uma pessoa boa ou má?  Você é uma pessoa do bem ou do mal?
Você está comprometida com a transformação pessoal e social?
Ao receber e-mail com conteúdo chulo, grotesco, nocivo, perturbador, etc., você repassa adiante? E sobre aqueles que desqualificam personalidades públicas e instituições, você também contribui com a chacota? Você acha engraçado e quer compartilhar com seus conhecidos espalhando mais sujeira? Ou talvez seja uma forma de contestar? É possível se felicitar a custa da humilhação alheia ou contestar denegrindo alguém? Isso é sadio ou mórbido? Isso não está carregado de sadismo? Será que não existem formas mais criativas e construtivas?
Vamos seguir uma linha de raciocínio, se alguém se compraz, se delicia, se diverte com o sofrimento, a perturbação, a dificuldade alheia, ela está bem? Não é um prazer doentio? É assim que o mundo vai melhorar?
Você passa adiante esses e-mails porque “todo mundo” faz isso? Mas você é “todo mundo”? Sua identidade tem o mesmo número de todo mundo? Você não tem identidade própria? Você é mais um na massa impensante?
A lei de causa e efeito rege nossas vidas no processo evolutivo, tudo que fazemos conscientemente somos responsáveis. Quando contribuímos em denegrir alguém, somos co-responsáveis por tudo que venha a acontecer a ele e aos seus dependentes ou familiares que sofram por esta ação. Por outro lado, a pessoa que recebe nosso e-mail e se assusta, se apavora, se deprime, se desespera pelo conteúdo que lhe enviamos, somos responsáveis pelos males que lhe venha acontecer. Já pensou nisso?
Você acha que vivemos numa desordem, que não há leis, que cada um faz o que quer e fica por isso mesmo? Se assim fosse como haveria progresso? Por que tem tanta gente sofrendo limites psíquicos e físicos, restrições afetivas, etc.? Aqueles que no passado abusaram do livre arbítrio, foram egocêntricos, egoístas de pensar somente na sua diversão, nos seus interesses em detrimento dos outros, hoje carregam enfermidades, limites, dificuldades... E não aprendemos nada com isso? Até quando vamos dormir na inocência?
Se você quer um mundo melhor, aprimore seus interesses, suas leituras, suas companhias, sua comunicação...


Lembre-se de que o mal não merece co­mentário em tempo algum. Sinal Verde – André Luiz

Todas as nossas aspirações movimentam energias para o bem ou para o mal. Entre a terra e o céu – Clarêncio 

domingo, 24 de janeiro de 2010

Seus cabelos são sua identidade?

Você conhece muitas mulheres que estão de bem com os seus cabelos? É raro, não é? Para algumas mulheres o cabelo é quase a identidade: meus cabelos são lisos, logo, existo! Felizmente, muitas já se libertaram dessa escravidão.
Foi com essa idéia da identidade-cabelo que uma garota procurou a psicoterapia, ela já tinha as respostas para seu insucesso com os rapazes: o cabelo! Ela já havia feito de tudo com seus cabelos: primeiro longos e depois curtos, combinando com as cores preta, loira, vermelho... E, nada! Ela ficou intrigada, como pode já fiz de tudo com os meus cabelos!
Ela não tinha tentando ainda mexer em suas crenças ou convicções sobre sua identidade e cabelos. Assim como a anoréxica vê no espelho uma imagem gorda, minha cliente só via fragmentos de sua imagem corporal: os cabelos. A imagem corporal não estava boa porque havia conflitos na autoimagem! Isso mesmo, por dentro ela não estava bem, estava com a autoestima baixa, se sentia sem importância, se achava desinteressante. Esse estado interior refletia nas suas idéias, nas suas emoções, no seu comportamento e na sua imagem corporal, pronto o kit “patinho feio” está formado. Ela tinha que desaguar esse conflito em alguma coisa, a onde? No cabelo! Como a ditadura da moda e das indústrias de cosméticos dita as regras do que é bonito e aceitável, ela foi fisgada. Quando ela trabalhou seus conflitos internos, recuperou a autoimagem e a seguir a imagem corporal. O coitado do cabelo deixou de ser massacrado, com tantas tintas e cortes, recuperou seu papel como apenas uma parte na imagem corporal.