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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dor Psicológica


Você já teve dor de dente? Provavelmente, sim, não é? Ou, talvez, outras dores como dor de estômago, dor de cabeça e tantas outras. A dor altera nossas idéias, nossas emoções e nossa disposição física. Seria possível com dor de dente latejante você:

 o   meditar?
 o   apreciar um prato de comida de sua predileção?
 o   fazer uma leitura aprazível?
 o   assistir uma palestra?

Tudo que seria aprazível em determinados momentos, ante a dor latejante seria enervante, entediante, enfim, insuportável.
Assim como a dor física dificulta ou impede determinadas atividades, a dor psicológica não é diferente, desencadeia uma série de perturbações.
A dor psicológica tem vários nomes, veja se algum deles é familiar nas suas experiências:

Ø bloqueio
Ø conflito
Ø distúrbio
Ø neurose
Ø transtorno
Ø trauma

Essas dores podem se manifestar por meio de: depressão, solidão, baixa autoestima, insegurança, medo, rejeição, culpa...
As dores psicológicas vão tirar o colorido da vida, a graça de uma diversão, o sabor de uma fruta, por fim, as experiências ficam contaminadas pelo humor perturbado.

Como é o passeio de um depressivo?
O que sente o solitário no meio da multidão?
Qual é a performance da pessoa sem autoestima?
Até onde chega uma pessoa insegura?
O mundo é tranqüilo para o medroso?
Você convence a pessoa rejeitada que a ama?
O culpado consegue esquecer o que fez?

A tolerância as dores físicas têm um limite, você ficaria alguns meses ou anos com dor de dente ou com uma perna fraturada? Provavelmente não! Por que ficamos com uma dor psicológica, como a rejeição, por alguns anos? Por que ficamos com uma “fratura psicológica”, como a depressão, por anos a fio? Por que nos permitimos ficar na fossa ou em recordações doentias por muito tempo? E por que não ficamos ruminando ou lembrando por muito tempo as lembranças gostosas e alegres?
Será que somos muito tolerantes a dor psicológica?

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Esgotamento da neurose



Estou chamando de neurose as perturbações, os conflitos, a ansiedade que estamos sujeitos no dia-a-dia.
Em algumas fases de nossas vidas algumas situações nos perturbam, parecem intransponíveis; passa o tempo, quando nos damos conta nem pensamos mais naquela dificuldade. Na infância você pode ter tido um conflito que na adolescência desapareceu, como na adultidade algumas coisas que nos desconcertavam na adolescência, não é mais problema. Por exemplo, na adolescência, o jovem pode cismar com seus dentes ou nariz e achar que é feio, ridículo, que ninguém vai gostar dele. Quando chega a maioridade ele não dá mais bola para isso, ao contrário, tira proveito com brincadeiras de si mesmo. Na fase adulta podemos ficar muito preocupados com o que os outros pensam de nós, depois de certo tempo isso não é mais importante. Outras vezes os conflitos podem estacionar ou piorar e ser transferido para outra fase, nesse caso precisa ser trabalhado/enfrentado de forma mais direta para superá-lo.
Tudo passa, “a mudança não muda”, o progresso é inevitável. Você já reparou a progressão de tudo? Em nosso caso de ser humano a sequência é essa: óvulo – feto – bebê – infância – adolescência - maioridade - terceira idade – quarta idade... Na área psíquica se dá o mesmo e de forma permanente, isso significa ampliar nossa inteligência, nossa percepção, nossa razão, nossa racionalidade, nossos sentimentos, nossa intuição, enfim ampliar nossa lucidez e discernimento. Com isso, aquilo que nos afligia no passado, baseado numa visão limitada e carregada de ignorância, ganha outro contorno com a ampliação da consciência. Em cima desse raciocínio, podemos dizer que sofremos por conta da ignorância crassa, falta de evolução, ou da ignorância cultivada – que é pior! Qual é o seu caso?