Você já
teve dor de dente? Provavelmente, sim, não é? Ou, talvez, outras dores como dor
de estômago, dor de cabeça e tantas outras. A dor altera nossas idéias, nossas
emoções e nossa disposição física. Seria possível com dor de dente latejante
você:
o
meditar?
o
apreciar
um prato de comida de sua predileção?
o
fazer
uma leitura aprazível?
o
assistir
uma palestra?
Tudo que
seria aprazível em determinados momentos, ante a dor latejante seria enervante,
entediante, enfim, insuportável.
Assim
como a dor física dificulta ou impede determinadas atividades, a dor
psicológica não é diferente, desencadeia uma série de perturbações.
A dor
psicológica tem vários nomes, veja se algum deles é familiar nas suas
experiências:
Ø
bloqueio
Ø
conflito
Ø
distúrbio
Ø
neurose
Ø
transtorno
Ø
trauma
Essas
dores podem se manifestar por meio de: depressão, solidão, baixa autoestima,
insegurança, medo, rejeição, culpa...
As dores
psicológicas vão tirar o colorido da vida, a graça de uma diversão, o sabor de
uma fruta, por fim, as experiências ficam contaminadas pelo humor perturbado.
Como é o
passeio de um depressivo?
O que
sente o solitário no meio da multidão?
Qual é a
performance da pessoa sem autoestima?
Até onde
chega uma pessoa insegura?
O mundo é
tranqüilo para o medroso?
Você convence
a pessoa rejeitada que a ama?
O culpado
consegue esquecer o que fez?
A tolerância
as dores físicas têm um limite, você ficaria alguns meses ou anos com dor de
dente ou com uma perna fraturada? Provavelmente não! Por que ficamos com uma
dor psicológica, como a rejeição, por alguns anos? Por que ficamos com uma “fratura
psicológica”, como a depressão, por anos a fio? Por que nos permitimos ficar na
fossa ou em recordações doentias por muito tempo? E por que não ficamos
ruminando ou lembrando por muito tempo as lembranças gostosas e alegres?
Será que
somos muito tolerantes a dor psicológica?

