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sexta-feira, 15 de março de 2013

Tatuagem e Zoantropia


No livro Estudando a Mediunidade, Martins Peralva define a licantropia como: “o fenômeno pelo qual Espíritos «pervertidos no crime» atuam sobre antigos comparsas, encarnados ou desencarnados, fazendo-os assumir atitudes idênticas às de certos animais.” Aqui utilizo o termo zoantropia e licantropia como sinônimos, seguindo a definição acima.
No livro Libertação de André Luiz tem um exemplo de licantropia, onde uma mulher que matou o marido e quatro filhos é julgada por um líder das regiões inferiores pelo crime cometido. Este líder, através da hipnose, conjugado com a culpa que a criminosa sente, sugere que ela é uma loba, um animal pelos crimes cometidos; a mulher entra em processo de transformação do perispírito (corpo espiritual) até assumir a forma de uma loba. A descrição de André Luiz ilustra melhor o processo: “A medida que repetia a afirmação (o hipnotizador), qual se procurasse persuadi-la a sentir-se na condição do irracional mencionado, notei que a mulher, pro­fundamente influenciável, modificava a expressão fisionômica. Entortou-se-lhe a boca, a cerviz cur­vou-se, espontânea, para a frente, os olhos alteraram-se, dentro das órbitas. Simiesca expressão revestiu-lhe o rosto.
Via-se, patente, naquela exibição de poder, o efeito do hipnotismo sobre o corpo perispirítico.
Como menciona Peralva, a atuação do obsessor é sobre encarnados e desencarnados. Entre os encarnados vemos a zoantropia em pessoas que fazem  tatuagem radical em seu corpo, aquelas que alteram sua fisionomia, com saliências parecendo um lagarto, um diabo, um vampiro, caveiras... Essas pessoas estão sendo hipnotizadas por seus verdugos para deformá-las, ridicularizá-las? Uma outra possibilidade é a pessoa desejar transformar o seu corpo tal como ele se encontrava antes de reencarnar. Muitos deles colocam chifres, dentes de vampiros, cortam a língua. Existem líderes ou chefes de obsessores que se transformam com feições horrendas para causar temor e dominar seus seguidores ou a fim de apavorar suas vítimas. O que se percebe nessa transformação é a auto e a alo-fascinação obsessiva que leva a raciocínios equivocados sobre a autoimagem.
Nas regiões inferiores da erraticidade (mundo espiritual), os espíritos aí fixados temporariamente apresentam deformidades perispirituais por vários motivos: auto-hipnose, alo-hipnose, ódio, crueldade, transtornos, deformações decorrentes do tipo de desencarnação, etc. A propósito, no livro Os Mensageiros, André Luiz relata o que viu em determinada região sombria: “Os monstros, que fugiam à nossa aproximação  escondendo-se no fundo sombrio da paisagem, eram indescritíveis e, obedecendo a determinações de Aniceto, não posso ensaiar qualquer informe nesse sentido, a fim de não criar imagens mentais de ordem inferior no espírito dos que, acaso, ve­nham a ler estas humildes notícias.” Quando tais pessoas mostruosas reencarnam, elas não querem fazer com o seu corpo a feição que tinham na vida espiritual?


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Fim do sofrimento


No livro Amanhecer de uma Nova Era do espírito Manoel P. de Miranda,  psicografado por Divaldo P. Franco, é informado a vinda de habitantes da estrela Alcíone que se candidataram a reencarnar na Terra para colaborar na transição que passa o Planeta, de Provas e Expiações, para Regeneração.
No capítulo 16 do citado livro são feitas considerações sobre o perispírito que quero dividir com o leitor.

1ª consideração: não existe mais sofrimento em Alcíone:
“Considerando-se que os missionários estarão reencarnando-se nas mais diversas áreas do conhecimento, assim como nos mais variados segmentos da sociedade, os que vêm de fora do nosso sistema passam por uma fase de adaptação perispiritual necessária ao êxito do ministério que irão desempenhar.
Submetem-se a experimentos especiais, de modo que a sua adaptação ao novo corpo, que deverão modelar, seja menos penosa. Isto porque, vivendo em uma Esfera onde as dores e enfermidades físicas já não vigem, na condição de procedimentos depuradores, torna-se-lhes indispensável condensar no perispírito energias próprias à habitabilidade terrestre.”


2ª consideração: as funções do perispírito são absorvidas pelo Espírito:


“Conduzindo-nos a outra sala, pudemos observar que um número expressivo de espíritos encontrava-se sob forte jato de energia luminosa em concentração profunda. Naquele estado, concentrados nos objetivos que os traziam à Terra, desdobravam as características de expansibilidade perispiritual, neles quase que absorvidas pelo espírito, a fim de poderem plasmar as necessidades típicas do veículo carnal de que se revestiriam quando no ministério reencarnatório. À medida que os espíritos progridem, as funções do corpo intermediário são absorvidas lentamente pelo ser imortal, em face da desnecessidade de construir corpos com os sinais do processo evolutivo, corrompidos, degenerados, limitados... Atingindo uma faixa mais elevada, o ser espiritual proporciona o renascimento através de automatismo, tendo como modelo a forma saudável e bela, cada vez mais sutil e nobre até alcançar o estado de plenitude, o reino dos Céus interior...“