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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Positividade

A psicóloga e pesquisadora sobre a positividade Barbara L. Fredrickson, afirma que a positividade aguça nossa mente permitindo uma visão mais ampla da realidade, como também nos transforma para melhor.
Você se considera uma pessoa positiva? Barbara dá a seguinte definição da positividade:

A positividade “faz parte de uma gama de emoções positivas – desde apreço até amor, da diversão à alegria, da esperança à gratidão e muito mais. O termo é intencionalmente amplo. Inclui as intenções positivas e as atitudes otimistas que deflagram as emoções positivas, assim como mentes abertas, corações tranquilos, membros relaxados e rostos calmos que vêm junto a tudo isso. Ainda inclui o impacto de longa duração que estas emoções têm sobre o caráter das pessoas, de seus relacionamentos, de suas amizades e de seu ambiente. Embora certas palavras pareçam vocabulário de cartão de boas-festas, o termo positividade denota momentos humanos vitais que passaram a chamar a atenção da ciência. As recentes descobertas científicas sobre a importância da positividade são espantosas.
Aqueles breves momentos descontraídos são mais poderosos do que você imagina. Agora sabemos que eles alteram sua mente e seu corpo de modo a, literalmente, ajudá-la a criar o melhor para a sua vida.” 




Esta proposta possibilita desatolarmos os pés do paradigma do sofrimento e seu cortejo: os limites, as doenças, as explorações, o pessimismo, a malquerença, a esperteza, enfim, sair da imaturidade e caminhar para algo maior. O lado sombrio do ser humano já foi vasculhado e revirado, ficar mexendo somente na doença, no sofrimento, nos limites não resolve muita coisa. Precisamos começar a destacar e a incentivar as qualidades, os talentos, a espiritualidade, a fraternidade, a amizade, a alegria, o amor, a empatia, a imortalidade. Está na hora de virar a página da história que categoriza o ser humano como pecador, errado, culpado, degenerado para vê-lo como  “perfectível” que é, e não estático e regressivo. Até quando vamos adiar a afirmativa de Jesus: VÓS SOIS DEUSES?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Rosto bonito?



Um rapaz bem apessoado, olhos verdes, corpo atlético procurou psicoterapia porque não conseguia se relacionar com ninguém. No bairro onde morava não tinha amigos, na faculdade ficava isolado, mal conseguia sair sozinho para qualquer lugar. Do ponto de vista físico ele tinha passaporte para estar em qualquer lugar e ser bem aceito, porque a sociedade valoriza muito a aparência. Por conta disso ficamos com a impressão que pessoas bonitas são inteligentes, sensatas e éticas, sem considerar seu mundo íntimo. Não que pessoas bonitas não tenham esses predicados, tem, quando foram bem educadas e desenvolveram tais qualidades. Mas beleza física não é sinônimo de valores... Voltando ao cliente, no seu caso, a compleição física não implicava quase nada em sua vida, não é um cartão de visita. Seu mundo interno é carregado de “sombras”, os temas de seu tormento pessoal giravam em torno do ridículo, ele se achava inadequado, grotesco, motivo de zombaria dos outros. Para o senso comum ou na perspectiva do paradigma materialista é um contra senso, porque ele aparenta ares de normalidade e parece que é senhor de si mesmo. Ledo engano, ele é submisso aos conflitos que o maceram. Ele não tem autonomia razoável de fazer escolhas, seus tormentos internos dão as cartas. O paradigma materialista no afã de explicar as causas de tal disparate arranha apenas os efeitos, sem cogitar das causas.
As causas estavam na existência anterior como uma regressão revelou, no passado ele fora uma pessoa execrável, tinha o corpo deformado, as pessoas olhavam-no com asco, ele vivia de esmolas. Ele trouxe para a existência atual os reflexos da imagem anterior, por isso, evitava as pessoas!
Isso acontece com muitas anoréxicas, elas têm uma visão distorcida de si mesmas, por fora é magra, por dentro se sentem gordas.
Não adianta mostrarmos uma aparência enxuta para os outros e vivermos um inferno por dentro, o ideal é sanear nosso mundo íntimo. Assim estaremos mais lúcidos, saberemos lidar com a vida e vivê-la. Cuidar do corpo é importante, porém reduzir a vida ao corpo é simplificar demais a vida – coisa de criança.