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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Papéis temporais

Na vida física tendemos a nos identificar com o corpo e com os problemas da existência. A identificação com o corpo leva-nos a acreditar que somos o corpo, que nascemos, crescemos e morremos. A identificação com os problemas leva à ideia que a vida se reduz às dificuldades, as dores, aos obstáculos. Parece que a vida é assim, que vai ser sempre desse modo. Não nos vemos como Espíritos Imortais em evolução, desenvolvendo nossos potenciais através de um corpo físico e do enfrentamento dos reveses e das boas experiências da existência.
Os papéis sociais ou as condições reencarnatórias que envergamos, são temporárias! A vida é maior do que os trajes que vestimos. As condições que apresentamos: saudáveis/doentes, bonito/feio, rico/pobre, inteligente/ignorante, etc., não são definitivos, não determinam a personalidade. São apenas experiências que objetivam educar o aprendiz.

No livro Vinha de Luz, página 69 Emmanuel leciona:

“Risível é o instinto de apropriação indébita que assinala a maioria dos homens.
Não será a Terra comparável a grande carro cósmico, onde se encontra o espírito em viagem educativa?
Se a criatura permanece na abastança material, apenas excursiona em aposentos mais confortáveis.
Se respira na pobreza, viaja igualmente com vistas ao mesmo destino, apesar da condição de segunda classe transitória.
Se apresenta notável figuração física, somente enverga efêmera vestidura de aspecto mais agradável, através de curto tempo, na jornada empreendida.
Se exibe traços menos belos ou caracterizados de evidentes imperfeições, vale-se de indumentária tão passageira quanto a mais linda roupagem do próximo, na peregrinação em curso.
Por mais que o impulso de propriedade ateie fogueiras de perturbações e discórdias, na maquinaria do mundo, a realidade é que homem algum possui no chão do Planeta domicílio permanente. Todos os patrimônios materiais a que se atira, ávido de possuir, se desgastam e transformam. Nos bens que incorpora ao seu nome, até o corpo que julga exclusivamente seu, ocorrem modificações cada dia, impelindo-o a renovar-se e melhorar-se para a eternidade.
Se não estás cego, pois, para as leis da vida, se já despertaste para o entendimento superior, examina, a tempo, onde te deixará, provisoriamente, o comboio da experiência humana, nas súbitas paradas da morte.”

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Você não é um deserdado, é um filho de Deus!
Precisamos sair do torpor da rotina cotidiana e recuperar a lucidez, caso contrário passamos a acreditar que a vida se resume neste costume diário de quase sempre fazer as mesmas coisas. Se o indivíduo se deixa massificar ele segue a boiada sem saber para onde vai, invariavelmente, distanciando-se dos seus objetivos evolutivos. Não demora muito para ele sentir que falta fazer alguma coisa em sua vida que não sabe o que é. O seu inconsciente (programação reencarnatória) está sinalizando que ele está desalinhado de sua missão/plano/tarefa... As atividades e relacionamentos diários ficam insossos, repetitivos. Pequenas discussões, contrariedades, decepções são superestimadas. A vida fica sem sentido, a angústia vai ganhando terreno. Parece que estamos jogados no mundo à toa.
A mídia subordinada aos anunciantes vende a promessa da realização pessoal e da felicidade através do consumo. Nesse esquema quem tem dinheiro, supostamente, chega lá, quem não tem está fadado à infelicidade. Mas, como a vida não se subordina a essa ingenuidade, prega peça nos seus defensores mostrando inversões demolidoras: pessoas ricas, bonitas e poderosas tristes e viciadas em drogas para aguentar o tranco dos tormentos. E, a revelia de tais preceitos, pessoas pobres e sem o rigor da estética física vigente, estão de bem com a vida.
Temos que lembrar da assertiva de Jesus em Mt. 26.41: vigiai e orai, para que não entreis em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Recuperar a lucidez é lembrar que como espíritos, estamos prontos, conforme instruiu-nos Jesus, trazemos em nosso interior um propósito, e mais, a vida tem sentido. Como Emmanuel nos lembra: “O homem terrestre não é um deserdado. É filho de Deus, em trabalho construtivo, envergando a roupagem da carne; aluno de escola benemérita, onde precisa aprender a elevar-se. A luta humana é a sua oportunidade, a sua ferramenta, o seu livro.1

Nota:

Livro Emmanuel – Francisco C. Xavier/Emmanuel, página 11

domingo, 4 de maio de 2014

Você está esperando o quê?

Muita gente passa pela prova da dúvida sobre a imortalidade da alma e da reencarnação. Para elas, a esperança não vai além da vida presente. A incerteza é desconcertante.
Por outro lado, muitos espíritas que já são convictos de sua imortalidade e de sua trajetória reencarnatória, ainda cultivam o homem velho com seus caprichos, exigências, vícios, intransigência, etc., justificando que ainda são humanos. O Espiritismo não nega a nossa humanidade e nem o nosso grau evolutivo. Mas os conhecimentos que ele nos trouxe e revelou, são convites para a melhoria pessoal e social, caso contrário para que serviriam tais conhecimentos? Quanto a justificativa acima que somos seres humanos ainda falhos, não devemos esquecer que também somos “inteligentes” e possuímos discernimento para distinguir e escolher o que é melhor e ético.
Como somos imortais e tivemos milhares de existências, é natural que temos impulsos e hábitos automatizados de experiências anteriores que parecem fazer parte de nossa personalidade, quando nos propomos a superá-los é difícil e algumas vezes parece impossível. No entanto, com o treino contínuo de não mais repetir um pensamento ou um comportamento prejudicial como a intolerância ou o uso de bebida alcoólica vamos superando-os, e, ao mesmo tempo, exercitando e conquistando outras qualidades como a tolerância e a calma. É inevitável que esse processo de melhoria exige empenho, esforço, abrir mão de algumas coisas, paciência... Para servir de ilustração, uma pessoa que queira se graduar em Psicologia, não basta apenas desejar e já será um psicólogo. Ela precisará estudar para fazer o vestibular, quando entrar na universidade vai assistir muitas aulas, fazer trabalhos e apresentá-los, deverá cumprir determinando tempo de estágio, deverá ler muito, etc. Quando terminar a graduação, é apenas um iniciante que precisa de cursos de aprimoramento, de especialização, pós graduação, mestrado, doutorado... Assim, a mudança de padrões de pensamentos, de emoções e de comportamento exige empenho, sem neurotizar a transformação pessoal. No livro Roteiro, Emmanuel sintetiza esta incoerência entre o conhecimento e o adiamento da prática:

Em verdade, meu amigo, terás encontrado no Espiritismo a tua renovação mental.
O fenômeno terá modificado as tuas convicções.
As conclusões filosóficas alteraram, decerto, a tua visão do mundo.
Admites, agora, a imortalidade do ser.
Sentes a excelsitude do teu próprio destino.
Mas se essa transformação da inteligência não te reergue o coração com o aperfeiçoamento íntimo, se os princípios que abraças não te fazem melhor, à frente dos nossos irmãos da Humanidade, para que te serve o conhecimento? Se uma força superior te não educa as emoções, se a cultura te não dirige para a elevação do caráter e do sentimento, que fazes do tesouro intelectual que a vida te confia?

domingo, 9 de março de 2014

O que você quer da vida?

Você está onde quer ou queria?
Você acha que alguém o colocou aí?
Você tem autonomia para escolher ou alguém escolhe por você?
A educação familiar conduziu sua vida até aí?
A influência social pesou em suas decisões?
Você chegou aí consciente ou inconsciente?
Leia a elucidação de Emmanuel no livro Roteiro quanto a nossa condição de protagonista em nossa vida:

A energia mental é o fermento vivo que improvisa, altera, constringe, alarga, assimila, desassimila, integra, pulveriza ou recompõe a matéria em todas as dimensões.
Por isso mesmo, somos o que decidimos, possuímos o que desejamos, estamos onde preferimos e encontramos a vitória, a derrota ou a estagnação, conforme imaginamos.
A história da Criação, no livro de Moisés, idealizando o Senhor diante do abismo, simboliza a força da mente e perante o cosmo.
“Faça-se a Luz - determinou a Divina Vontade - e a luz se fez sobre as trevas”.
Por nossa vez, cada dia, proclamamos com as nossas ideias, atitudes, palavras e atos: “Faça-se o destino!” E a vida nos traz aquilo que dela reclamamos.
Os acontecimentos obedecem às nossas intenções e provocações manifestas ou ocultas.
Encontraremos o que merecemos, porque merecemos o que buscamos.

A existência, pois, para nós, em qualquer parte, será invariavelmente segundo pensamos.

domingo, 17 de março de 2013

Renúncia


Você sabe como se comporta um espírito superior quando está encarnado? A maioria de nós estamos egos-centrados, buscando atender nossos vícios, repetindo velhos hábitos, fazendo o que “todo mundo faz”, e, aos poucos, acordando e procurando melhorar e desenvolver o altruísmo. Os espíritos superiores estão Selves-centrados/Espírito-centrado, amando a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo, buscando primeiro o Reino dos Céus. Isto que dizer que eles primeiro buscam cumprir suas obrigações, seus projetos reencarnatório para depois pensar em si mesmos. A ciência oficial poderia categorizá-los como neuróticos e alienados, por negarem’’’ seus desejos e pensarem em si em segundo plano. Acontece que eles estão negando (ou educando) os caprichos do homem velho que só pensa em si de forma doentia, ao contrário disso, utilizam o ego de forma ponderada, desapaixonada, sensata. Na condição de egos-centrados por mais que antedamos nossos desejos, nunca os saciamos, porque é um anseio doente, desfigurado. A ciência ainda não sabe avaliar comportamentos superiores, acima dos padrões egoicos: egoísta, orgulhoso, vaidoso, mesquinho, vitimista, calculista...
À medida que espíritos superiores reencarnam vamos aprendendo “como nos comportar”, segundo o grau de evolução que alcançamos. Para exemplificar um modelo superior, sugiro a leitura do livro RENÚNCIA, psicografado por Chico Xavier, pelo benfeitor espiritual Emmanuel. Nesse livro a personagem Alcione é um exemplo de fidelidade a Jesus e de renúncia pessoal em favor de algo maior. Além do livro, você pode escutar a minissérie realizada pela Rádio Boa Nova, no seguinte endereço:

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Enfrentamentos

O que se espera de uma pessoa adulta é que ela enfrente os desafios da existência e assuma responsabilidade por sua vida, sem evasivas. Não quer dizer que ela tenha que se sair bem em tudo, pois ela não é onipotente, mas encara de frente o que surge; algumas vezes o enfrentamento é difícil e embaraçoso. É comum diante de uma dificuldade a pessoa criar mecanismos de defesa: desmaiar, fingir que não viu ou que não escutou, transferir a responsabilidade para o outro, negar o que sente, etc. O mecanismo de defesa é um meio falso de fugir da situação difícil para evitar sofrimento. Estamos sujeitos a lidar com situações inesperadas e insólitas, mas precisamos aprender a enfrentá-las.
Como lidamos com as provas da vida? Enfrentamos ou nos revoltamos? Aprendemos com elas ou ativamos a revolta? Emmanuel nos adverte: “Experimentarás muitas dores, mas, se não permaneceres vigilante no aproveitamento da luta, teus dissabores correrão inúteis.” Emmanuel