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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Álcool e Sementes

Para lidar com as exigências da vida tais como se relacionar, trabalhar, estudar, amar, se comunicar precisamos de instrumentos adequados para realizá-los, que são nossos atributos naturais tais como as inteligências, as habilidades, as capacidades... E onde estão estes atributos? Dentro de nós, em nossa mente. Neste reservatório temos tudo o que precisamos e mais do que imaginamos. Lembre-se que Jesus1 anunciou esta grandeza interna, ignorada, ao afirmar que “Aquele que crê em mim, as obras que eu faço, ele também fará, e fará maiores do que estas...”.
De forma figurativa, vamos nomear os atributos como se fossem sementes portadoras de potencialidades que carregamos em nosso interior. Semente2 é “aquilo que, com o tempo, há de produzir certos efeitos... germe, origem”. Assim, possuímos as sementes da inteligência, da amizade, da capacidade profissional, da maternidade, da honestidade... Temos sementes para todas as demandas da vida, algumas são mais exigidas outras menos dependendo do programa reencarnatório, dos interesses, dos limites e da relação com a existência. Uma mulher que se dedica a família e a maternidade vai desenvolver mais as sementes da maternidade e suas congêneres. Um bancário vai aperfeiçoar mais as sementes das finanças... Além das sementes mais usadas por causa de nossas necessidades atuais, podemos germinar outras em áreas diversas da vida movidos pela curiosidade e pelo prazer em saber.
Algumas pessoas suprimem ou subdesenvolvem determinadas sementes. Por exemplo, uma mulher quer ter um filho e não consegue por causa de um impedimento orgânico. Às vezes ela acaba desistindo de seu desejo e cultiva a agonia ou a revolta. Apesar da frustração, isso não a impede de exercer a maternidade através da adoção de uma criança, ou cuidando e dando amor aos carentes do seu entorno.

No caso do alcoolismo, que sementes o indivíduo deixou de germinar para precisar compensar com a bebida? É baixa autoestima, se acha desinteressante, se julga inferior, se considera incompetente, é tímida, é insegura, tem dificuldades de enfrentar situações difíceis? A bebida não muda para melhor o comportamento dela, ao contrário, estraga! Além disso, traz o mal estar da ressaca, vexames, o autojulgamento de fracassar ao ter que beber para enfrentar a vida.
Durante toda a existência o indivíduo precisa se expor, enfrentar pessoas e situações diversas. Será que sempre dependerá do álcool para fazer isso? E quando não tiver a bebida por perto, não fará nada?
A bebida acaba com sua saúde física, emocional, cognitiva e espiritual, afeta seu rendimento nos estudos, no trabalho, na família, nas amizades. Atraí espíritos alcoólatras que vão sugar suas energias e levá-lo ao esgotamento e a depressão.
Se você utiliza o álcool para se encorajar, não vai desenvolver a semente da coragem. Veja mais alguns exemplos:

  • Você esta com baixa autoestima? Desenvolva a semente da autoestima elevada, aprenda a se respeitar e a se amar.
  • Você se acha desinteressante? Desenvolva a semente dos valores pessoais.
  • Você se julga inferior? Desenvolva a semente de se ver como um ser humano igual aos outros, descubra suas qualidades.
  • Você se considera incompetente? Desenvolva a semente da competência através de cursos, especialização, leitura...
  • Você se sente tímido? Desenvolva a semente da boa autoimagem, da assertividade! Faça teatro, curso de oratória, aprenda a expor suas ideias com ética.
  • Você se acha insegura? Desenvolva a semente da autoconfiança.
  • Você se acha triste? Desenvolva a semente da alegria sendo ético, otimista, se valorizando.


Não substitua seus potenciais pelo álcool!

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Assertividade X Grosseria

Uma atitude importante para nosso relacionamento interpessoal é a assertividade, definido pelo dicionário Houaiss como “que demonstra segurança, decisão e firmeza nas atitudes e palavras” A pessoa assertiva expõe e defende suas ideias respeitando a opinião de seu interlocutor. Uma pessoa insegura e tímida terá dificuldade em ser assertiva, ela acha suas ideias bobas e descabidas, por isso, evita expressá-las. Quanto mais nega o que pensa mais conflito gera em sua personalidade, ficando mais insegura. Há quem confunda grosseria com assertividade e afirmam: “não tenho papas na língua”, falo o que penso!; o que equivale dizer que ela fala sem medir as palavras não importando se vai ferir ou não o outro. Esta pessoa acha que não é responsável pelo que fala e pelo que faz. E se o seu interlocutor estiver a um passo de desistir da vida, e sua colocação precipitá-lo a algo grave? Nossa palavra é uma fagulha de esperança ou um punhal mortal? André Luiz no livro Evolução em Dois Mundos, capítulo 11 instrui: “Incorporando a responsabilidade, a consciência vibra des­perta e, pela consciência desperta, os princípios de ação e rea­ção funcionam, exatos, dentro do próprio ser, assegurando-se a liberdade de escolha e impondo-lhe, mecanicamente os resulta­dos respectivos, tanto na esfera física quanto no Mundo Espiri­tual.” Portanto, somos responsáveis pelo que pensamos, sentimos e fazemos no contato com os outros e com o mundo, formando vínculos construtivos ou perturbadores que deveremos consertá-los. Aprofundando o resultado de nossa comunicação com os outros, André Luiz no livro Mecanismo da Mediunidade, capítulo 16, esclarece sobre os efeitos advindos de nossos pensamentos e atitudes: “Pensando ou conversando constantemente so­bre agentes enfermiços, quais sejam a acusação indébita e a critica destrutiva, o deboche e a cruel­dade, incorporamos de imediato, a influência das criaturas encarnadas e desencarnadas que os alimen­tam, porque o ato de voltar a semelhantes temas, contrários aos princípios que ajudam a vida e a regeneram, se transforma em reflexo Condicionado de caráter doentio, automatizando-nos a capacidade de transmitir tais agentes mórbidos, responsáveis por largo acervo de enfermidade e desequilíbrio.” Assim, o “senhor sem papas na língua”, ou a pessoa maliciosa, fofoqueira, maledicente ao ser maldosa e dura com o seu próximo incorpora em si mesmo todo mal que semeou.
André Luiz conta sua própria experiência no livro Nosso Lar, a respeito de sua desencarnação antes da hora por conta de sua conduta, entre outros motivos o médico espiritual Henrique de Luna fala do seu modo irritadiço de tratar as pessoas: “...seu modo especial de conviver, muita vez exasperado e sombrio, captava destruidoras vibrações naqueles que o ouviam. Nunca imaginou que a cólera fosse manancial de forças negativas para nós mesmos? A ausência de autodomínio, a inadvertência no trato com os semelhantes, aos quais muitas vezes ofendeu sem refletir, conduziam-no frequentemente à esfera dos seres doentes e inferiores. Tal circunstância agravou, de muito, o seu estado físico.”