
O predomínio do materialismo, associado a
nossa identificação com o corpo, com o ego, com as provas, mais a ignorância em
relação a nossa condição de Espíritos imortais, faz crer que a vida se resume
nisso. Os dividendos dessa fusão com o mundo físico leva a acreditar que a vida
é regida pela casualidade, a sorte ou o azar são os patrocinadores da alegria
ou da tristeza, e não a atitude construtiva, positiva ou a maldade e a
crueldade. Assim, a loucura pode acometer a pessoa boa, ética, como a perversa.
Será?
Nossa vida é regida pela Lei de Causa e
Efeito, nossa condição de equilíbrio, saúde, otimismo, desequilíbrio, doença,
restrições resultam de nossos feitos diante da vida. A loucura, as doenças
mentais, as deficiência físicas são alterações que provocamos em nossa mente e
no corpo espiritual ou perispírito. Portanto, quando uma pessoa surta, se
desequilibra, fica “louca” isso resulta de seu histórico evolutivo ou de suas
ações desmioladas.
É sabido que o desequilíbrio não ocorre
somente por conta dos tormentos que trazemos do passado, uma vez que os
comportamentos atuais de violência, crime, crueldade, etc., produzem choques cognitivos e
emocionais irreparáveis - temporariamente.
Além dos males que o indivíduo provoca a si
mesmo, ele acaba atingindo terceiros direta ou indiretamente, que também
reagirão na condição de obsessores encarnados ou desencarnados.
Disserta Joanna de Ângelis no livro Após a
Tempestade:
Da neurose simples às complexas manifestações da hidro, da micro e da macrocefalia, do mongolismo, da oligofrenia, passando pelas faixas do retardamento, da demência, da idiotia, da esquizofrenia, as causas atuais possuem suas matrizes na anterioridade do caminho percorrido, no passado, pelo espírito ora em alienação.