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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Fantasia




Quando uma criança sente algum desconforto como a fome e não consegue saciar-se, ela se vale de um recurso que a psicanálise denomina processo primário, que é a formação da imagem do que deseja. No caso da fome, ela imagina o alimento desejado, descarregando, assim, a tensão geradora do desconforto. Para uma criança mais crescida, com mais recursos pessoais, não basta a imaginação, ela vai atrás de algo real como um pedaço de bolo ou uma fruta. Essa atitude de resolver o desconforto é chamada de processo secundário, que é o pensamento realista, uma vez que o ego é regido pelo princípio da realidade. Quando nos tornamos adultos não abandonamos o processo primário, quantas vezes fantasiamos viagens maravilhosas, a aquisição de objetos, etc. que no momento não dispomos de condições de obtê-los? Diante de uma situação estressante podemos imaginar uma praia ou um campo a fim de aliviar a carga. No entanto, o que se espera de um adulto é que ele enfrente as questões de sua vida, não importa se vai resolvê-los ou não, porque nem tudo depende dele, mas que faça sua parte. É assim que ele vai adquirindo experiências, formando habilidades, ampliando conceitos e ficando cada vez mais preparado para as demandas da vida. Funcionar com um ego adulto, regido pelo princípio da realidade, não gera nenhum peso de ser adulto, e nem elimina o nosso lado criança: alegria e espontaneidade... Nem motiva cara fechada, carranca, mal-humor de muitos “adultos” que vemos por aí. Tudo isso são conflitos da personalidade, não resulta da adultidade.
A questão que quero abordar é das pessoas que estão deixando de se realizar, de ir atrás de seus sonhos, de melhorar suas vidas, de desfrutar momentos felizes porque vivem do processo secundário, ou seja, ficam apenas fantasiando sem pôr a mão na massa. Ainda vivem como a criança, esperam que um adulto mude suas vidas! Assim, o tempo passa, suas fantasias distorcem seus ideais, suas capacidades ficam subdesenvolvidas – por falta de uso. Não demora para essa pessoa transferir a responsabilidade de seus malogros aos outros, a sociedade, etc.; logo aparece a vítima: só comigo as coisas não acontecem..., tudo é muito difícil...
Em que time você está?

Um comentário:

  1. Acho que estou em cima do muro, percebo que fantasio muito e me falta coragem de ir para acão,
    ou para ir para ação tenho que sair da tras da barra da mãe e do marido, era uma pessoa que gostava muito de agradar o outro e com isso não sei bem o que gosto e o que me agrada, de verdade,
    mas estou buscando e por isso estou aqui no seu blog, beijos.

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